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Técnicas radiográficas intrabucais

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Técnicas intrabucais 
Pollyana Santos – Odontologia UFPE 
 As radiografias precisam obedecer a alguns padrões de qualidade, entre eles: 
1. A imagem deve abranger toda a área de interesse; 
2. Deve ter o menor grau de distorção e ampliação possível; 
3. Deve ter níveis adequados de densidade e contraste. 
Essas técnicas são feitas com o uso de filmes radiográficos ou receptores de imagens digital que ficam no interior 
da cavidade oral do paciente. Fornecem uma imagem mais detalhada e bem definida, mas a área é limitada. Indicada após 
anamnese e exame clinico, respeitando as necessidades individuais de cada paciente. Podem ser: periapicais, interproximais 
e oclusais. 
Periapicais: Tem o objetivo de visualizar o dente como um todo, a região periapical e região de tecidos circunjacentes. 
A imagem serve para: 
1. Visualizar lesões periapicais, causadas por algum processo infeccioso ou trauma. 
2. Avaliar doenças periodontais. 
3. Tratamento endodôntico. 
4. Avaliação de dentes não irrompidos. 
5. Estudo de anomalias dentárias. 
6. Avaliação pós- traumática. 
Essa técnica pode ser realizada de 2 maneiras: 
1. Técnica periapical de bissetriz ou cilindro curto. 
2. Técnica do paralelismo ou cilindro longo. 
Técnica da bissetriz  É baseada no princípio de Cieszinski ou teorema geométrico da isometria. 
 Esse teorema diz que o feixe central de raio X deve ser direcionado para a bissetriz do ângulo formado entre o 
longo eixo dente e o longo eixo do filme. 
 Quando isso acontece temos a formação de uma imagem que tem as mesmas proporções da imagem real e 
quando não ocorre temos algum tipo de distorção da imagem. 
 Essa técnica obedece alguns princípios de execução: preparo do paciente, ajuste dos parâmetros de exposição, 
posicionamento do filme e do cabeçote. 
 Em relação ao preparo do paciente, deve-se utilizar os equipamentos de proteção (colete de chumbo, protetor 
de tireoide) é importante retirar todos os objetos metálicos, explicar ao paciente como é o procedimento e posicionar 
corretamente a cabeça do paciente, respeitando 3 planos: o plano sagital mediano (perpendicular ao solo), o plano de 
camper (linha que vai da região do pório que é representado externamente pelo tragos da orelha até a espinha nasal 
anterior que é representada externamente pela asa do nariz) esse plano deve ficar paralelo ao solo. O plano para região 
da mandíbula utiliza o plano que vai do tragos da orelha até a comissura labial, este plano também deve estar paralelo ao 
solo. 
 Os aparelhos para técnicas intraorais, geralmente, tem kilovoltagem e miliamperagem fixos. Neles, é possível alterar 
apenas o tempo de exposição. Assim, sendo possível ter o controle da dose que é necessária para sensibilizar o filme ou 
receptor de imagem digital. 
 A distância focal, que é a distancia entre a fonte de radiação e o objeto, para essa técnica é de 20 cm e utiliza-
se o cilindro curto. 
 O filme deve ser posicionado com a face sensível voltada para o feixe de radiação, sendo posicionada da face 
lingual dos dentes de forma que envolva toda a área de interesse. Deve-se deixar uma margem de segurança de 3-4 
mm. O filme deve ser posicionado com o longo eixo na vertical para a região dos dentes anteriores e com o longo eixo 
na horizonta para região dos dentes posteriores. O picote deve ser voltado para a incisal/oclusal dos dentes. 
 Os filmes são distribuídos para: 
A. Superior 
1 região de incisivos 
2 para região de incisivo lateral e canino 
2 para região de pré-molares 
2 para região de molares 
 
B. Inferior 
1 para região de incisivos 
2 para região de caninos 
2 para região de pré-molares 
2 para região de molares 
 
 No posicionamento do cabeçote a angulação vertical deve ser perpendicular a bissetriz entre o longo eixo do 
dente e o longo eixo do filme. Se a angulação for maior que a ideal vamos ter encurtamento da imagem e quando é 
menor temos o alongamento da imagem. Essa angulação é obtida movimentando o cabeçote em relação ao plano 
incisal/oclusal onde os ângulos da região da maxila são positivos e da mandíbula são negativos. A angulação horizontal 
deve ser de forma que o feixe central de raio X incida paralelamente as faces proximais e em caso de erro, essas faces 
ficarão sobrepostas. 
 
 A área de incidência é onde o feixe deve ser direcionado para uma posição que o feixe de raio X incida na região 
periapical. 
 
A. Superior: 
1. Incisivos: ápice nasal 
2. Incisivo lateral e canino: asa do nariz 
3. Pré-molares: interseção entre o plano de camper e uma linha projetada do centro da pupila 
4. Molares: interseção entre o plano de camper e a linha que passa 1cm atrás da comissura palpebral externa. 
 
B. Inferior: para mandíbula a referencia deve ser uma linha que passa 1cm acima da borda livre da mandíbula. 
1. Incisivos: região de sínfise 
2. Caninos: na interseção que passa acima da borda da mandíbula com a linha que desce da asa do nariz. 
3. Pré-molares: na interseção que desce da pupila com a linha que passa acima da borda da mandíbula. 
4. Molares: interseção entre a linha que desce um centímetro atrás da comissura pálpebral externa com a linha que 
passa acima da borda da mandíbula. 
 
Quando utilizamos o posicionador é importante que a área do cilindro coincida com a circunferência do anel. 
Quando essas áreas não coincidem temos um erro que é chamado de meia-lua. 
Técnica do paralelismo  O princípio do paralelismo diz que o feixe central de raio X deve incidir perpendicularmente 
ao longo eixo do dente e ao longo eixo do filme que devem estar paralelos entre si. 
 Essa técnica fornece uma imagem muito mais precisa e fiel ao objeto radiográfico do que a técnica de bissetriz. 
 O filme deve estar paralelo ao dente e é preciso que esse filme fique um pouco mais longe do dente. 
 Quando temos o aumento da distancia entre o filme e o dente temos uma tendência a ter uma ampliação da 
imagem. Para compensar isso podemos colocar a fonte de raio X mais distante do objeto, ou seja, a distância focal é de 
40 cm. 
 Há um aumento do tempo de exposição para compensar o aumento da distância focal. 
Essa técnica só pode ser feita com posicionadores específicos para paralelismo. 
Interproximais: Conhecida como Bite-wing e é indicada para visualização mais precisa das coroas dos dentes posteriores, 
ou seja, pré-molares e molares de ambos os lados. 
 A radiografia é feita com o paciente em oclusão. 
É indicada para diagnosticar: 
1. Cáries interproximais 
2. Observar a crista óssea alveolar 
3. Furca das raízes 
4. Avaliação dos contornos das restaurações 
5. Cáries secundárias sob as restaurações 
6. Acompanhar lesões de cárie 
A técnica pode ser feita com o posicionador (o que evita erros e repetição) ou com uma aleta de mordida 
(feita, normalmente, com cartolina e fita crepe). 
 
O paciente fica posicionado com o plano sagital mediano perpendicular ao solo e a linha do tragus a comissura 
labial paralelo ao solo. O filme deve ser posicionado com o longo eixo na horizontal. 
 Na região de pré-molares o filme é centralizado no 2º pré-molar inferior. E para molar o filme é centralizado 
no 2º molar inferior, mas quando existir 3º molar a borda anterior do filme fica no centro do segundo pré-molar. 
 Em relação ao cilindro localizador, a angulação horizontal deve estar paralelas as faces proximais dos dentes. 
A angulação vertical é de +8 (essa angulação existe para compensar a curva de Morson e lembrando que isso é feito 
na aleta de mordida, pois quando tem o posicionador é só colocá-lo na posição indicada e correta. 
 A técnica modificada é aquela que utiliza o filme na vertical, para observar a perda da crista óssea alveolar 
(periodontopatias). 
Oclusais: Serve para visualizar regiões maiores e foi idealizado por Simpsons em 1916, é considerado um exame 
complementar aos achados obtidos na radiografia periapical. 
 Indicada para: 
1. Avaliação de áreas patológicas