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Histologia da orelha

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Histologia da Orelha 				 05/09/2016 – Fernanda R.
	→ Introdução
	Quando fala-se em orelha, pode-se falar primeiramente da sua anatomia. A primeira porção da mesma é a orelha externa, constituída por:
 
· Pavilhão auricular (ou pina);
· Meato acústico externo;
· Membrana timpânica.
Quando falamos de orelha média, é importante ressaltar que existe um espaço na cavidade óssea, localizada na porção petrosa do osso temporal e essa cavidade é normalmente preenchida por ar e se comunica anteriormente com a tuba auditiva – que vai se comunicar com a faringe, mais precisamente com a nasofaríngea – e também com cavidades mastoideas ou celas mastoideas que são cavidades ósseas. Essa cavidade conterá um grupo de ossos (ossículos) articulados ligados por articulações sinoviais, sendo eles:
· Martelo
· Bigorna
· Estribo
O cabo do martelo se conecta com a membrana timpânica e o estribo se conecta com uma membrana localizada na janela oval. A janela oval e a janela redonda, estarão na interface da orelha média com a orelha interna. Além desses ossículos, nós também temos dois músculos estriados esqueléticos, que são:
· Tensor do tímpano: se correlaciona com o martelo
· Estapédio: se correlaciona com o estribo
Esses músculos são responsáveis pelo controle da contração da membrana timpânica. 
Quando observamos a orelha interna, percebemos que a mesma apresenta duas porções: uma porção vestibular e uma porção coclear. A porção coclear está relacionada com a audição, enquanto a vestibular está relacionada com o equilíbrio – percepção da força da gravidade, movimentação dos olhos, posição da cabeça, movimentações rotacionais. 
→ Orelha externa
Quando falamos da orelha externa, a primeira estrutura que temos é o pavilhão auricular ou pina. Sua importância está ligada à captação das ondas sonoras, direcionando-as para a membrana timpânica. 
Quando falamos de pavilhão auricular, devemos pensar em sua estrutura histológica. Externamente a orelha, temos a pele do tipo delgada com alguns anexos cutâneos, como o folículo piloso, glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas. O eixo central da orelha apresenta cartilagem do tipo elástica, com irregularidades. Quando falamos do lóbulo da orelha, concluímos que o mesmo não apresenta cartilagem e sim tecido adiposo e tecido conjuntivo. 
O meato acústico externo também terá esse mesmo revestimento do pavilhão auricular, sendo revestido por tecido epitelial estratificado pavimentoso queratinizado. Na direção da membrana timpânica, o grau de queratinizaçao diminui tendendo a desaparecer e nessa mesma região do meato acústico externo haverão anexos cutâneos – os mesmos citados anteriormente com a adição de uma glândula especial, que é um tipo de glândula sudorípara modificada que são as glândulas ceruminosas. Essas glândulas ceruminosas produzem cerúmen. Essa substância viscosa é responsável pela proteção contra microrganismos, poeira, insetos, umidificação.
A parede do canal, meato acústico externo, também apresenta um esqueleto. Parte desse esqueleto é de cartilagem elástica – parte mais externa e as partes mais profundas são de tecido ósseo. Lá na profundidade desse canal teremos a membrana timpânica, a qual está interposta entre o meato e a cavidade timpânica. 
 
	→ Membrana timpânicaEm um corte histológico de orelha pode-se observar a pele delgada e o eixo central de cartilagem elástica. Também observa-se tecido epitelial estratificado pavimentoso queratinizado, folículo piloso, glândula sebácea, glândula sudorípara, ou seja, pele e cartilagem. 
O epitélio externo da membrana timpânica é o epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado. Apresenta origem tripla: ectoderma do primeiro sulco, do mesoderma e o endoderma da primeira bolsa faríngea. Entre esse epitélio e o epitélio interno, que é um epitélio simples que varia de cúbico a pavimentoso – de origem endodérmica, existe um tecido conjuntivo que apresenta áreas diferenciadas. Então imediatamente abaixo dos epitélios existe uma área de conjuntivo frouxo bem delgada e no eixo central, um tecido conjuntivo mais denso. Existe uma organização das fibras elásticas e colágenas nesse tecido conjuntivo, então mais externamente as fibras estão dispostas no sentido radial e na parte mais interna, as fibras estão circulares. Isso irá compor a membrana timpânica. Existe um local na membrana timpânica denominado pars flácida ou parte flácida, nesse local – região antero-superior ou quinto superior da membrana – não há conjuntivo denso com fibras radiais e circulares, há apenas epitélios e conjuntivo frouxo. Então, essa acaba sendo uma área mais flácida e frouxa. 
	Existe uma continuidade das células mastoideas com a tuba auditiva e uma certa continuidade principalmente da orelha interna com as meninges, com o espaço subaracnoide, com a dura-mater. A partir dessa correlação anatômica, pode-se concluir que uma infecção pode levar a outras infecções mais graves. 
	O epitélio interno da membrana timpânica, na região próxima a tuba auditiva e na própria tuba auditiva, é possível encontrar epitélio respiratório – isso justifica muitas vezes a presença de secreções na orelha média, em situações patológicas. Esse último é pseudoestratificado cilíndrico ciliado com células caliciformes. Normalmente, tudo dentro da cavidade timpânica é revestido por esse epitélio simples cúbico apavimentoso de origem do endoderma da primeira bolsa.
Nessa imagem, pode-se observar a interface entre orelha média e orelha interna, onde é possível observar as janelas oval e redonda. Na janela oval – membrana epitelial conjuntiva com epitélio simples apavimentoso e conjuntivo frouxo, fica inserido o estribo e essa relação é importante pois a partir da vibração da membrana timpânica ocorre movimentação dos ossículos da orelha média e o estribo por sua vez cria ondas para ocorrer o deslocamento da perilinfa, favorecendo a estimulação das células sensoriais – flexão dos estereocílios e cílios, abertura de canais e por fim o processo de transdução. Existe uma situação patológica em que ocorre um processo de calcificação do estribo na janela oval, recebendo o nome de otosclerose. A consequência dessa calcificação é a perda gradual da audição. 
	A janela redonda apresenta sua importância, realizando o papel de uma barreira que irá dissipar a onda sonora para que uma nova se forme e novos estímulos sejam recebidos.
	→ Orelha interna
	Quando se fala em orelha interna, é necessário que haja o reconhecimento das áreas relacionadas a função vestibular e a função auditiva. 
Nessa foto está representada a caixa óssea ou labirinto ósseo. Além disso, pode-se observar também as porções vestibular, coclear e canais semicirculares. 
Nessa imagem, pode-se observar dois tons diferentes, sendo o azul responsável pela representação membranosa e a outra cor representando a caixa óssea. Essa estrutura membranosa localiza-se no interior da caixa óssea. Nesse labirinto membranoso existem ainda áreas sensoriais. Essas áreas sensoriais estão presentes na mácula do utrículo e do sáculo, nos canais semicirculares – nas ampolas mais precisamente, no ducto coclear também, no órgão de Corti.
	
Essas áreas sensoriais podem ser observadas nessa imagem. As vestibulares são as cristas ampulares e as máculas do sáculo e do utrículo e auditiva o órgão de Corti. 
A área sensorial que está relacionada com a percepção da gravidade e a aceleração linear são as máculas do sáculo e do utrículo. As áreas sensoriais relacionadas a aceleração angular e aos movimentos rotacionais da cabeça são as cristas ampulares.
Quando se fala em área sensorial, na região vestibular encontra-se o sáculo e o utrículo e nessas estruturas existem as máculas. As máculas são constituídas por células sensoriais ciliares dos tipos 1 e 2. Essas células apresentam especializações de superfície apical, que são os microvilos - estéreocilios, e um cílio verdadeiro denominado cinocílio. Na base dessas células sensoriais existem contatos de fibras nervosas aferentes