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Sistema Nervoso Central - Histologia

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formando pregas. Essas células que se organizam de maneira epitelial e são cúbicas com núcleos bem arredondados, são chamadas de células ependimárias especializadas ou células coroideas. Na verdade, no centro dessas pregas existe um tecido conjuntivo vascularizado.
Entre essas células coroideas existem junções de oclusão e é ali que temos a chamada barreira hematoliquórica, ou seja, o sangue presente nos vasos dessa região não se mistura com o líquor circulante do ventrículo. Essa estrutura envolvendo não só os vasos que estão no conjuntivo, mas também as próprias células, estão envolvidas na produção do líquor que a partir do sangue que está ali localizado e a ação dessas células vão produzi-lo e por fim irá cair nos espações ventriculares. O líquor circula pelos ventrículos, depois cai na área dos forames de Luschka e Magendie para o espaço subaracnóideo (pouco líquor vai para a medula, há um gotejamento). A reabsorção desse líquido acontece nos seios da dura-máter. 
→ Encéfalo
	Quando falamos de lobos, os mesmos apresentam suas respectivas denominações de acordo com sua relação com os ossos do crânio. Podemos relacionar cada lobo com uma função, por exemplo o occipital está relacionado à visão, o lobo frontal ao planejamento, o lobo temporal à audição, o lobo parietal à fala e o lobo da ínsula ao paladar. Além disso, existem sub-regiões dentro de cada lobo.
Na imagem ao lado, temos representadas as áreas de Broadmann, sendo cada uma delas relacionadas a uma determinada função. Essas áreas funcionam como um mapeamento cerebral.
No cérebro, também como no cerebelo, temos a substância cinzenta localizada no córtex e a branca na região central. Na profundidade da substância branca também temos núcleos profundos, denominados como núcleos da base. Esses núcleos também terão relação com o córtex. Na foto abaixo, ao observarmos o ventrículo lateral, em suas mediações terão substância branca e núcleos diferente do quarto ventrículo, por exemplo, que temos o cerebelo e no caso da ponte também teremos substância branca e núcleos.
 
	A superfície encefálica ou do cérebro, especificamente falando do cérebro, não é lisa. Isso está relacionado com a presença de giros e sulcos que, além disso, são acompanhados pela pia-máter. 
	No córtex cerebral, existe uma organização da substância cinzenta em camadas e nesse caso existe um arranjo diferente para cada uma das áreas. No cérebro temos áreas corticais mais antigas e outras mais recentes de acordo com a escala filogenética, as áreas de neocórtex ou isocórtex que apresentam seis camadas celulares – representam mais de 90% das áreas corticais (predomina no cérebro, telencéfalo, na região do córtex). Mas temos áreas de arquicórtex e paleocórtex que são mais antigas, sendo as mesmas mais simples, ou seja, de uma maneira geral apresentam três camadas celulares. 
O hipocampo, por exemplo, pertence a área de arquicótex já o córtex olfatório pertence ao paleocórtex, que são áreas do lobo da ínsula. A célula predominante no córtex cerebral, independente de qual subárea cortical, é o neurônio piramidal. No caso das áreas de neocórtex, em várias camadas os mesmos irão aparecer. Esses neurônios piramidais são chamadas de projeções, ou seja, seu axônio sai da base da célula e os dendritos saem dos vértices apresentando ainda alguns aspectos diferentes. Podemos ter neurônios piramidais cujo axônio parte de um giro para outro, sendo chamado de fibras arqueadas ou temos neurônios que partem de um lobo para o outro, sendo essas fibras de projeções intra-hemisféricas. Além disso, ainda podemos ter fibras de projeções inter-hemisféricas. Quando temos essas projeções, teremos o que chamamos de comissura. A principal comissura que possuímos é o corpo caloso. 
	Podemos ter fibras que se projetam para formar o que chamamos de vias descentes. Sempre é o neurônio piramidal que faz as projeções intra-hemisféricas, inter-hemisféricas ou vias descentes. A partir disso, poderemos entender que esses neurônios apresentam tamanhos variáveis. 
De uma maneira geral, nós temos seis camadas no neocórtex. A primeira camada (mais externa, mais perto da pia-máter) é chamada de camada molecular. Nessa camada temos pequenos neurônios de circuito local, alguns neurônios estrelados pequenos, células fusiformes, células gliais. A segunda camada é chamada de camada granular externa que possui neurônio piramidal (pequeno) o como principal. A terceira camada é chamada de camada piramidal externa, com neurônios piramidais prevalentes na mesma. A quarta camada é chamada de camada granular interna e apresenta células com formato mais arredondado, apresentando uma arborização dendrítica muito elaborada/ramificada com axônios curtos sendo neurônios de circuito local. Essa camada é a camada receptora do córtex, então geralmente as informações do córtex chegam nela. A quinta camada é chamada de camada piramidal interna e nela também temos neurônios piramidais. Algo que podemos observar é que quanto mais profunda a camada do córtex, maiores são os neurônios piramidais. Por exemplo, na área 4 de Broadmann que é uma área motora, na camada cinco temos neurônios piramidais muito grandes que serão denominados de neurônios de Betz. O que observaremos é que a sexta camada é chamada de camada multiforme, pleomórfica, polimórfica ou plexiforme e nessa área NÃO há o predomínio de um determinado neurônio – existem células estreladas, fusiformes, piramidais. Geralmente as células dessa camada se projetam para o tálamo ou para núcleos profundos.
Um exemplo de córtex motor é a área 4, um exemplo de córtex sensitivo é a área 17. Todas as duas são áreas de neocórtex, tendo seis camadas celulares. Quando falamos de motos, falamos de vias descentes e por isso precisamos ter neurônios piramidais e concluímos, portanto, que a camada piramidal interna é muito grande e a camada quatro, que é a receptora, é pequena. O córtex sensitivo, por sua vez, apresenta uma camada muito maior em relação à sua camada cinco já que precisa de uma maior área de neurônio receptores. Além da dimensão da camada, o tamanho dos neurônios também varia. Essa distribuição das camadas em termos de dimensão e o próprio tamanho das células nessas áreas pode variar dependendo de sua função cortical. 
Nessa foto, podemos observar um corte histológico do hipocampo. O hipocampo é formado pelo corno de Amon e pelo giro denteado. Sua estrutura histológica se assemelha ao arqui e paleocórtex, já que apresenta apenas três camadas celulares. 
Ainda falando sobre a área substância branca, os fascículos, os feixes, as comissuras são axônios. Alguns axônios vão trafegar no mesmo hemisfério, alguns vão para o hemisfério contralateral e outros vão descender. 
	As informações que chegam ao córtex e saem do córtex podem chegar vindos de um núcleo e desse núcleo se projeta para uma área cortical ou do córtex se projeta para o núcleo e descende. Mas também pode acontecer de se projetar para o tálamo ou acontecer de não projetar e passar por uma área chamada de cápsula interna. Nessa área, temos fibras que ascendem para o córtex e fibras que descendem para o córtex – existem tanto fibras aferentes
como fibras eferentes. É uma área muito importante e um acidente cerebral vascular que a comprometa, fará com que o indivíduo tenha inúmeras sequelas exatamente pela alta passagem de informações – tanto ascendentes quando descendentes. Logo, essas informações podem vir a partir dos núcleos do córtex ou ir diretamente para o córtex e descender diretamente. Essas fibras de organizam na cápsula interna de maneira radial e por isso muitas vezes falamos em roda raiada, coroa radiada.