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Visão - Fisiologia

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Visão – Fisiologia	 14/09/2016 – Fernanda R.
→ Introdução
	A visão é uma modalidade sensorial que permite a captura de fótons (luminosidade) para que ocorra a identificação de imagens. Como na audição, a visão também terá uma parte periférica que será a região de receptores, em que teremos a capacidade de capturar os fótons e uma parte central, responsável pela transformação do que estamos identificando/ reconhecendo em uma imagem propriamente dita – que será vista e traduzida. 
	→ Estrutura do olho
O olho é uma estrutura globular que está localizada na órbita oftálmica e localizada na parte central dessa face. Quando identificamos um pouco da parte histológica do olho, podemos dividi-lo em 3 partes: túnica fibrosa (parte mais externa que dá forma ao olho), que tem como objetivo dar mais rigidez a essa estrutura, capaz de evitar que haja lesão por algum tipo de trauma; túnica vascular (permite ao olho a sua estabilidade), que é a parte bastante perfundida, ou seja, há muito chegada de sangue nessa área já que é uma região que precisa de muitos nutrientes pelo grande número de células ali presentes; camada neural, que é basicamente responsável pela processo de transdução. Essa camada neural vai ser a grande responsável por transformar o estímulo de fótons em impulsos eletroquímicos.
 Qualquer lesão em alguma dessas áreas trará problemas à visão, mas de todas elas a que traz mais maiores preocupações é a área retiniana. Diferente da túnica fibrosa, a área da retina não sofre lesões por traumas, mas sim lesões oxidativas causadas por diabetes, problemas decorrentes de aumento de pressão intraocular, entre outros. 
O olho é uma estrutura anatômica que apresenta uma característica muito importante, ou seja, ele apresenta movimentos. O movimento do olho acontece em todos os sentidos (convergente, divergente, para inferior ou superior) e isso só acontece graças a grande quantidade de músculos que temos nessa área (como por exemplo: oblíquo, reto, superior, inferior, médio, entre outros). Toda essa ação muscular só acontece graças a três nervos cranianos: oculomotor (III par), troclear (IV par) e o abducente (VI par).
→ Córnea
A córnea é a primeira estrutura que temos no olho. É uma estrutura que apresenta uma característica rígida, apresentando uma camada epitelial externa e também uma camada fibrosa. Ou seja, ela é uma lente rígida que não se movimenta, trazendo proteção às partes mais internas do olho. A córnea é uma lente de convergência – quando a luz alcança a área da córnea, ela será direcionada para a parte interna do olho (retina), logo ela ajuda a direcionar os raios para a região da retina.
A luz, quando passa pela córnea, não sofre desvio. Isso acontece porque nessa região não há vascularização, ou seja, não há a chegada de muitos elementos sólidos naquela região. A córnea é uma estrutura avascular, o que fará com que a mesma não passe por processos inflamatórios – as células de defesa não chegam a essa região. Entretanto, é importante lembrarmos que quando o olho sofre um trauma essa área da córnea não sofrerá o processo inflamatório, mas em compensação existe uma área, a esclera, que é altamente vascularizada e por qualquer irritação ou traumas simples na mesma os vasos sanguíneos ficam dilatados e há uma vermelhidão muito intensa. 
	Como essa é uma área avascular, de certa maneira, irá impedir que haja rejeição se por acaso for colocado algo nessa córnea. Supondo que um indivíduo tenha sofrido um acidente, como uma bolada no olho, a córnea pode ser abaulada. Consequentemente, quando ela está abaulada, os raios acabam sendo dispersos ocasionando em uma perda da acuidade visual. O grande problema é que como não existem células de defesa nessa região, não haverá uma boa cicatrização. Em uma situação dessas, há necessidade de realizar um transplante de córnea que é o de maior sucesso por não haver rejeição.
	Algumas lesões de córnea podem acabar sendo revertidas, ou seja, haver cicatrização e recuperação da mesma em caso de lesões muito pequenas (superficiais).
	Existe uma outra questão básica de que essa região da córnea e da esclera precisam ser o tempo inteiro banhadas externamente por causa da exposição ao ar. O ar resseca essa região e como é formada por epitélio – que são formados por células -, o ressecamento causa lesão das mesmas. Existem glândulas lacrimais que vão ser capazes de produzir liquido lacrimal que será espalhado por toda a área do olho quando piscamos. 
	Depois da córnea existe uma câmara, chamada de câmara anterior e no seu interior existe um fluido denominado humor aquoso. Esse fluido tem como função a hidratação das estruturas internas, protege-las e nutri-las. O humor aquoso tem como característica bioquímica alguns elementos: rico em água, eletrólitos chamando atenção para o cálcio e o sódio – são íons que precipitam com facilidade, glicose e algumas proteínas. Ele é diretamente influenciado pelo plasma, logo se no plasma existir mais glicose automaticamente no humor aquoso também haverá maiores concentrações de glicose. Embora se tenha glicose, eletrólitos, até proteínas nessas áreas o humor aquoso é límpido – quase todo transparente, e isso permite a passagem de luz sem sofrer qualquer desvio. Se por um acaso alguns resíduos, precipitados começarem a se formar, o indivíduo começará a vê-los. Em princípio, isso não afeta a visão ou a acuidade visual mas quando esses resíduos aumentam – acontecendo mais em idosos, diabéticos – forma-se um precipitado muito maior causando dificuldade em enxergar. Dois fatores podem resultar nesse precipitado: a desidratação do local e a dificuldade na drenagem desse material. Se ele não for drenado, a pressão intraocular acaba aumentando que pode ter como consequência lesões na área retiniana. 
	
→ Íris
Após a câmara anterior, vem uma área muscular – íris - que no centro apresenta um orifício, a pupila. A íris apresenta fibras musculares de características circulares e outras com características radiais, longitudinais. Essa organização permite que haja uma mudança no diâmetro pupilar de maneira igualitária. Podemos ter uma dilatação pupilar ou uma constrição pupilar. Para que se tenha um efeito de constrição pupilar, nós temos a atividade parassimpática presente enquanto a atividade simpática permite uma dilatação pupilar. 
Existe uma influência direta da luminosidade nesses processos de dilatação e constrição. Quando estamos em um ambiente muito luminoso, a pupila tende a constringir para que não haja uma entrada muito grande de luz na retina e quando se tem uma baixa luminosidade, ocorre dilatação pupilar para que haja assim uma maior entrada de luz.
OBS: em casos de exames oftalmológicos, é necessário que se tenha uma dilatação pupilar. Para isso, deve-se usar alguma substância inibidora do sistema parassimpático, ou seja, que apenas iniba a constrição pupilar. Caso contrário, ao usar adrenérgicos por exemplo, pode acarretar em uma vaso constrição dos vasos sanguíneos dos olhos e assim, consequentemente, leva a uma isquemia.
	→ Cristalino	
Depois dessa área pupilar, nós encontramos uma câmara posterior e nessa área visualizamos uma nova lente chamada de cristalino. O cristalino é uma lente e é um epitélio que apresenta uma característica fibrosa e, diferente da córnea, ele possui uma capacidade de mobilidade maior. Isso significa que ele pode mudar o seu diâmetro, tanto horizontal como vertical. 
Quando falamos de cristalino, estamos falando de um local que não apresenta nenhum obstáculo para a passagem de luz. Logo, o cristalino é uma lente de convergência límpida transparente que direciona os raios luminosos para a fóvea – ponto de maior acuidade visual. A grande lente responsável por levar a luz até o cristalino é a retina, permitindo também que a visão seja acomodada. Isso significa que, mesmo em uma posição fixa, é possível que enxerguemos imagens em posições diferentes sempre focalizadas. Concluindo, é a mudança no diâmetro dessa