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Visão (transdução) - Fisiologia

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percepções para cores, porque a densidade de cones no centro dessa fóvea (envolta estão localizados os bastonetes) é bem significativa. A percepção das cores acontece da seguinte forma, usando o laranja de exemplo, ao olharmos para uma parede dessa cor, o comprimento de onda presente foi capaz de sensibilizar praticamente todos os cones vermelhos, nada dos cones azuis e uma boa parte dos cones verdes. Então a nossa percepção de cor depende do percentual de cones e de que cores foram sensibilizados e está relacionada à frequência.
	→ Células envolvidas na transdução	 
As células horizontais, amácrinas, bipolares e plexiformes ajudam no contraste da imagem – ou seja, a qualidade da imagem (percepção de bordas, nuances de cores) e todas as ações dessas células irão gerar um auxílio para uma boa imagem.
No final, os estímulos eletroquímicos começam a chegar nas fibras ganglionares e passam a ser impulsos nervosos – essas fibras formam o nervo óptico. De uma maneira geral, as células horizontais, que também percebem o contraste da imagem, percebem alterações dessa imagem. As amácrinas completam essa ação, ou seja, percebem alterações na própria alteração da imagem. As bipolares, algumas delas, aumentam o sinal que foi recebido e outras que mantém o sinal até haver luz. Dessa forma, foram denominadas células on e células off.
A célula on, o centro dela (o campo receptivo, que está relacionado a uma célula bipolar), despolariza – ou seja, ela recebe um estímulo eletroquímico e o aumenta para a célula seguinte. A célula off não faz isso, ela recebe o estímulo eletroquímico e não o aumenta, podendo até mesmo reduzi-lo. 
A luz atingiu os cones e bastonetes, reduziu a quantidade de neurotransmissor. Para uma célula on, a sinapse – quando acontece com ela, faz com que esse sinal aumente (ela despolariza) e para a célula off, essa redução do neurotransmissor a hiperpolariza – continua com pouco sinal. 
Na visão nós temos a captação de luz, redução transitória do neurotransmissor, isso vai gerar uma energia eletroquímica que poderá ser ampliada ou não de acordo com as células que vêm a posterior. O grande objetivo de todas as células ligadas à visão é sempre inibição lateral ou contraste de imagem. Acredita-se que as plexiformes evitam que o estímulo que estava se propagando em direção à fibra ganglionar seja retrógrado, ou seja, se isso acontecesse haveria mais de um estímulo em uma mesma sinapse. Teoricamente essas células evitam que esse estímulo seja retrógrado. 
Depois de todo o processo, o estímulo chega a fibra ganglionar e essa apresenta inúmeras classificações – as informações chegam ao núcleo geniculado lateral em momentos complementares, mas não idênticos. Em fisiologia, são divididas em três. Ao passar por esse núcleo geniculado lateral e se essas fibras se conectarem com as células magnocelulares, chamaremos de fibras ganglionares do tipo M – fibras extremamente calibrosas (quanto maior o calibre, maior a velocidade da passagem de informações). O objetivo principal dessas fibras está relacionado com informações rápidas e intensidade. Existem fibras que saem mais dos cones e outras mais ligas às funções dos bastonetes. As células P, fibras ganglionares do tipo P, vão para as células parvocelulares do núcleo geniculado lateral – estão em maior número e são relacionadas à visão fotópica (informações de cores, formatos, detalhes). As informações vindas dos bastonetes, a visão grosseira, apresenta fibras com velocidade mais baixa (a menor em comparação às outras) e calibre mais baixo também – tem a ver com as bipolares e amácrinas também. É uma informação para complementar a imagem. Concluímos então, que o nervo óptico é composto por diferentes fibras ganglionares, ou seja, de vários tipos. 
As informações processadas não vão apenas para os núcleos geniculados laterais, mas também são encaminhadas para o hipotálamo. Ele recebe informações de muita ou pouca claridade, isso regula a liberação hormonal.
→ Reflexo pupilar
Quando se faz um teste de reflexo pupilar, deve ser feito em ambos os olhos. Quando há uma lesão no nervo óptico e passa uma lanterna na frente do mesmo e acontece de não haver a constrição pupilar, a transmissão não está indo adequadamente aos centros superiores. A resposta direta diz que há uma lesão. Ao colocar a lanterna no outro olho, tanto a resposta direta - terá o fechamento pupilar, como a consensual, acontecem de forma normal (essa resposta consensual é a que acontece no outro olho). Isso indica que essa lesão é parcial. Se realizarmos esse exame em apenas um dos olhos, não é possível identificar qual seria especificamente a visão.
→ Glaucoma
Aumento da pressão intraocular por aumento do humor aquoso. A maior parte das vezes não é por obstrução, sendo de canto aberto. Devido ao aumento de pressão, vai se perdendo muito a imagem lateral.
	→ Catarata
	Desnaturação do cristalino, surgimento de pontos que não serão visualizados na imagem. 
	→ Estrabismo
	As musculaturas de sustentação não são capazes de manter o olho na posição correta. Existem vários tipos e quando não se trata, o indivíduo pode desenvolver miopsia - partículas de gel ou células no corpo vítreo. 
	→ Ametropias 
	Quem não tem problemas em relação a percepção de cores, é tricromata e quem não apresenta problemas refrativos no olho é emétrope. 
· Miopia: É um dos mais frequentes erros de refração que afeta a visão a distância. Essa patologia ocorre porque a imagem visual não é focada diretamente na retina, mas à frente da mesma. O problema pode ter origem porque o globo ocular é mais alongado ou o cristalino tem uma distância focal curta. Geralmente esse paciente terá um eixo ocular longo e pode ser corrigido com uso de lente divergente.
· Hipermetropia: É um erro de refração que faz com que a imagem seja focada atrás da retina. Dessa forma, a capacidade refratária é alterada em relação aos olhos com visão normal. A hipermetropia causa dificuldade para enxergar objetos próximos e principalmente para leitura de textos. Enquanto jovem, o paciente com hipermetropia tem boa visão de longe, pois se seu grau não for muito elevado é naturalmente corrigido pelo aumento do poder do cristalino, em um processo chamado de acomodação. Porém, com a idade esta capacidade diminui e o hipermetrope passará a ter dificuldade na visão de perto e posteriormente de longe. Ocorre quando o globo ocular possui menor comprimento ou devido a córnea ou cristalino possuírem uma menor curvatura. Pode ser corrigida com lentes convergentes. 
· Presbiopia: distúrbio da visão, que ocorre aprox. aos 45 anos, em que, por perda da elasticidade e do poder de acomodação do cristalino, o indivíduo não percebe mais com nitidez os objetos próximos; vista cansada, presbiopsia, presbitia, presbitismo.
· Astigmatismo: É uma doença ocular causada por irregularidade na curvatura da córnea ou do cristalino e o seu efeito é a distorção de imagem, pois os raios de luz não chegam ao mesmo ponto na retina. Uma lente cilíndrica pode corrigir. O astigmata sente um pouco mais de fotofobia e sua visão diminui principalmente com a diminuição da luz (no entardecer). 
*Dioptria: unidade de medida de potência equivalente ao inverso da distância focal em metros.