A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
3 pág.
Anatomia clínica do sistema urinário

Pré-visualização | Página 2 de 2

que apresenta uma origem embriológica diferente do resto da bexiga e por ter uma origem embriológica diferente é sempre lisa. É um triangulo de cabeça para baixo, chamado de trígono vesical e está localizada entre a base e o colo da bexiga – em cada extremidade desse triangulo há um óstio. Esses dois óstios mais superiores correspondem à chegada dos ureteres na bexiga, que são os óstios ureterais direito e esquerdo – entre eles temos a crista interureteral – e o óstio inferior corresponde ao óstio uretral interno. 
· Mecanismo antirrefluxo
Existe um músculo potente na parede da bexiga, que é visível macroscopicamente, chamado de músculo detrusor. Esse músculo é o músculo da parede da bexiga, que é liso e de controle involuntário regulado pelo sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático – é formado por três camadas, histologicamente. Quando o ureter entra na bexiga, ele tem um longo caminho nas paredes da bexiga sendo essa a sua porção intramural. A importância disso é que quando urinamos o músculo da parede da bexiga contrai e essa porção do ureter vai ficar ocluída, para que pela pressão presente na bexiga, a urina não retorne aos rins – refluxo vesicoureteral. Pela presença de ureter intramural não temos refluxo de urina, mas há duas situações em que há esse refluxo de urina: doença do refluxo vesicoureteral (há crianças que nascem com um encurtamento da porção intramural do ureter). Normalmente isso costuma se maturar com o desenvolvimento do organismo da criança e quando não se resolve, tem de ser feita cirurgia de correção. A bexiga, de tanto fazer força, o músculo detrusor pode ficar muito hipertrofiado e começar a perder a sua capacidade de esticar em um paciente obstruído que apresenta dificuldade para urinar. Quando isso ocorre, a pressão dentro da bexiga aumenta tanto que é capaz de vencer o mecanismo antirrefluxo e trazer grandes prejuízos aos rins.
· Uretra
A uretra é diferente entre o homem e a mulher: a masculina é quatro vezes maior que a feminina – sendo essa dividida em quatro porções: antes de entrar na próstata é a porção pré prostática da uretra; em seguida temos a porção prostática da uretra; em seguida passa pela região perineal, pelo espaço superficial e profundo do períneo, é a porção membranosa/membranácea da uretra; a área de uretra que preenche o corpo esponjoso do pênis é a porção peniana da uretra, que é a mais longa – também pode ser chamada de esponjosa. Já a uretra feminina não apresenta nenhuma divisão – apresenta de 3 a 4 cm. 
Tanto o homem quanto a mulher possuem dois esfíncteres que darão a continência urinária. Na mulher, o esfíncter uretral interno é formado por fibras circulares do músculo detrusor está localizado no colo da bexiga e seu controlo é feito pelo sistema nervoso autônomo. Já o esfíncter uretral externo da mulher, fica no terço média da uretra feminina e é um músculo estriado esquelético, é independente (origem e inserção) de controle voluntário – inervado pelo nervo pudendo. No homem, o esfíncter uretral interno é igual ao da mulher. No homem, o esfíncter uretral externo envolve a uretra membranosa – músculo do espaço perineal profundo, faz relação com o ápice da próstata e fica junto com o músculo transverso profundo do períneo.