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sistema reprodutor masculino - fisiologia

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LH e FSH. O receptor de LH encontra-se na célula de Leydig, logo essas células irão produzir testosterona que cairá na corrente sanguínea e vai fazer todos os seus efeitos biológicos. Os níveis séricos de testosterona fazem o feedback negativo tanto com a adeno-hipófise como com o hipotálamo. O GnRH também estimula os gonadotrofos a produzirem FSH, as células alvo são as células de Sertoli que atuam durante o processo de espermatogênese. À medida que ocorre esse processo, há a liberação de inibina. A inibina, do tipo B, faz um feedback negativo sobre os gonadotrofos produtores de FSH. A testosterona também pode inibir a produção de FSH, mas somente em níveis extremamente elevados. Uma pessoa que usa testosterona de maneira exógena, por exemplo, poderá inibir a sua produção de FSH. A inibina, cada vez mais está confirmado, de que ela atua a nível hipotalâmico, no núcleo arqueado, inibindo o LH – ação extremamente fraca, mas sua ação principal é realizar um feedback negativo com FSH. 
· GnRH é secretado durante poucos minutos e intermitentemente, de maneira pulsátil. A secreção de LH também é cíclica. LH e FSH ativam o sistema AMPc. Quando ocorre a espermatogênese as células de sertoli secretam inibina B (atuação mais inibitória a nível de adeno-hipófise a ação fraca a nível hipotalâmico), que diminui a secreção de FSH. 
· Somente altas doses de testosterona conseguem inibir FSH.
· TECIDO MAMÁRIO
O homem também apresenta tecido mamário, porém as concentrações de testosterona são elevadas. Como existem receptores para testosterona que inibem o desenvolvimento desse tecido, o seu desenvolvimento não é muito significativo, ao contrário das mulheres em que essa ação inibitória é bem fraca. Porém, a níveis muitos elevados, pode ocorrer o desenvolvimento do tecido mamário, fazendo com que o homem apresente ginecomastia. Como normalmente esse hormônio encontra-se em equilíbrio, isso não acontece. 
· SÊMEN
Existem milhões de espermatozoides no volume ejaculado. O pH é ligeiramente alcalino. A sua constituição é líquida, pois para esse gameta ter motilidade, precisa estar em um meio liquido para realizar a fertilização. 
Baixa quantidade de sptz em relação à quantidade de líquido – o líquido vesical exerce a maior influência na questão da motilidade. 
· LÍQUIDO PROSTÁTICO
Propicia um pH (em torno de 7,5) ligeiramente alcalino, apresenta bastante cálcio, enzimas de coagulação, para que mantenha a viabilidade dos espermatozoides. Esse líquido que favorece a migração do espermatozoide pela uretra. Os outros líquidos apresentam uma acidez maior e ele então ajuda a neutralizar e dá uma aparência mais leitosa. O líquido prostático apresenta tanto uma enzima de coagulação como uma enzima inativada que desfaz esse coágulo – a importância disso é que o espermatozoide só está plenamente viável no trato genital feminino, então em geral o ejaculado estará no colo uterino e com isso, por causa dessa enzima de coagulação forma-se um coágulo fraco. Isso é interessante para que haja o contato com os fluidos do trato genital feminino, para favorecer ainda mais o aumento de motilidade. Só que com algum tempo essa enzima antes inativa é ativada e assim esse coágulo é desfeito e o espermatozoide é capaz de trafegar a nível de colo uterino e direção às trompas. 
· LÍQUIDO DA VESÍCULA SEMINAL
Dá aparência mais de muco e aumenta muito o volume do sêmen. Apresenta prostaglandinas: importante ação contrátil, que é leve e ajuda os espermatozoides a irem em direção ao óvulo e reage com o muco cervical feminino tornando-o mais receptivo para essa célula. 
· CAPACITAÇÃO DOS SPTZ
O trato genital feminino vai ser importante para esse processo. À medida que se distancia dos túbulos seminíferos, eles acabam enfraquecendo. Na cabeça do espermatozoide, há inúmeras enzimas que são as hialuronidases no acrossomo. É uma estrutura bem rígida e à medida que o espermatozoide vai trafegando, o acrossomo perde o excesso de rigidez. Então, existe uma série de fatores que influenciam a sua viabilidade. 
· FERTILIZAÇÃO
Somente um espermatozoide realiza o processo de fertilização. O que acontece nesse processo inicialmente, é uma aproximação do espermatozoide para essa região e já há início da liberação de hialuronidases. Com isso, já ocorre um início da penetração. Na etapa 2, na região de zona pelúcida, existem vários receptores. Então, o acrossomo ainda íntegro vai interagir com receptores ZP3 e aí nesse momento há liberação dessas enzimas que estavam contidas que começam a fazer digestão dessa região. Nesse momento vai ocorrer a exposição de um receptor um pouco mais interno, chamado de ZP2. Quando ocorre essa exposição de ZP2, começa a ocorrer o que chamamos de ancoragem. A partir desse momento, não poderá ter mais de um espermatozoide se ligando nessa área, pois nessa etapa 3 já ocorreu a ancoragem e o espermatozoide já começa a penetrar o óvulo. Nisso, ocorre uma sinalização celular que faz com que grânulos corticais sejam exocitados – influxo de cálcio, que liberarão seu conteúdo propiciando uma mudança na conformação dos receptores tanto de ZP2 como de ZP3 e assim nenhum outro espermatozoide é capaz de penetrar. 
· Penetração do sptz no cumulus expandido: há receptores ZP3 no gameta feminino. O acrossomo se rompe e libera enzimas e expõe o ZP2 que propiciam uma ancoragem. Esses receptores ZP3 mudam de formato assim que isso acontece. À medida que há ancoragem, o sptz entra na zona pelúcida e vai penetrando, com isso há uma sinalização (cascata) de cálcio e há liberação de grânulos que vão propiciar a alteração da estrutura do receptor – há uma modificação tanto do ZP2 como do ZP3 e aí os outros sptz não conseguem adentrar. Porém, uma vez que ancorou não há entrada de nenhum outro sptz. 
· Ocorre a fertilização
· ATO SEXUAL MASCULINO
Estão envolvidos tanto estímulos neurais como psicoemocionais. O neural é extremamente importante e vem de estímulos que vão ocorrer na glande, que apresenta muitos receptores sensoriais. Esses estímulos vão em direção à região hipotalâmica ou também para outras regiões cerebrais não muito bem definidas, propiciando que haja esse ato. As etapas desse ato são: ereção, lubrificação (não muito importante, pois a maior lubrificação é proveniente do trato genital feminino), emissão, ejaculação e resolução. Nas duas primeiras etapas os estímulos os estímulos serão parassimpáticos, a emissão e ejaculação serão simpáticos. Na ereção, tanto os músculos cavernosos como o músculo esponjoso, vão estar propiciando a rigidez do pênis e tudo isso está relacionada ao efeito vasodilatador. Essa estimulação parassimpática propicia a liberação de óxido nítrico, que faz com que haja vasodilatação e com isso as artérias helicinas ficam repletas de sangue, ocorrendo então uma ereção. 
· Sensação sexual: estímulo glande do pênis → nervo pudendo → hipotálamo
· Elemento psíquico
· Existem fatores estimulando as zonas hipotalâmicas
· Inervação parassimpática
· Liberação de vasodilatadores: óxido nítrico – permite um maior aporte de sangue para essa região muscular
Normalmente, com um estímulo mecânico e psíquico, o óxido nítrico faz uma cascata de GMPc que estimula a vasoditação. Após a ejaculação, há a atuação de uma enzima chamada fosfodiesterase tipo 5 específica, que degrada o GMPc levando o órgão à flacidez. Os fármacos diminuem a ação da fosfodiesterase tipo 5 específica – que estimula a degradação de GMPc no corpo. Eles são competidores dessa enzima, que vai fazer com que o fluxo sanguíneo se mantenha por mais tempo, principalmente nos corpos cavernosos mantendo a ereção – lembrando que todo medicamente apresenta efeitos colaterais. 
· DISFUNÇÃO ERÉTIL
Apresenta causa psicogênica na maior parte das vezes, salvo algumas doenças que alteram a parte vascular (hipertensão arterial, diabetes). O uso de drogas também propicia a disfunção erétil. 
· Traumas nos nervos parassimpáticos: cirurgia de próstata
· Nicotina e álcool: antidrepressivos. Prejudica a produção de espermatozoides também. 
· LUBRIFICAÇÃO
É proveniente de um estímulo