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Identificação de Carboidratos - Aula Prática (Relatório)

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Campus de Ji-Paraná 
Curso de Licenciatura em Química 
Disciplina de Bioquímica 
 
 
 
 
AULA PRÁTICA: IDENTIFICAÇÃO DE CARBOIDRATOS 
 
 
 
 
Relatório apresentado à Disciplina de Bioquímica, do 
Curso de Licenciatura em Química, do Instituto 
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de 
Rondônia. 
Acadêmico: Eduardo Aquino Santos; 
 
Professora: Joci Neuby Alves Macedo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ji-Paraná, 04 de setembro de 2019 
https://virtual.ifro.edu.br/jiparana/user/view.php?id=2904&course=1
1.INTRODUÇÃO 
 Os carboidratos são considerados as biomoléculas mais abundantes da terra, estando 
envolvidas em vários processos biológicos nas plantas, animais e nos seres humanos. Estima-
se que por ano, as plantas por meio da fotossíntese transformam cerca de 100 bilhões de 
toneladas métricas de CO2 e H2O em celulose e demais produtos de interesse. Em varias partes 
do mundo os carboidratos estão presentes, fazendo parte da dieta principal, há exemplo de 
alimentos ricos em carboidratos são, arroz, milho, feijão, batata e beterraba. Há sua presença 
numerosa na mesa é em grande parte relacionado a obtenção de energia, visto que os 
carboidratos são a principal via de obtenção de energia por meio da oxidação, especialmente 
em células não fotossintéticas (NELSON, 2018; JUNIOR, 2018;). 
 As funções dos carboidratos são as mais inúmeras, sua versatilidade faz com que 
estejam envolvidos em vários processos biológicos, podem agir como elementos estruturais 
(Como a celulose e quitina), ou protetores nas paredes de bactérias, vegetais e animais. Nas 
articulações como lubrificantes na forma de polímeros, podem se ligar a proteínas e lipídeos 
para atuarem como sinalizadores (Informa a localização intracelular, como também pode 
indicar o destino de outras moléculas), como também podem agir como agentes redutores, como 
no caso dos açucares redutores (AGUIAR, 2017; NELSON, 2018; SILVEIRA, 2015) 
 Os carboidratos possuem tamanha importância, que existem alguns testes relacionados 
a esta classe de biomoléculas, como o teste de detecção da presença amido, com o teste de lugol; 
para verificar a presença de açucares redutores, com os testes de Benedict, testes de Fehling e 
teste de Maillard; para distinguir monossacarídeos de dissacarídeos, com o teste de Barfoed; 
para identificar a presença de hexoses, com o Teste de Bial; para distinguir cetoses de aldoses, 
com o teste de Seliwanoff (NELSON, 2018; TEIXEIRA, 2014; BARREIROS, 2012). 
 Uma das aplicações destes testes é o uso na detecção do amido na produção da cerveja. 
No processo de produção de cerveja, especificamente na etapa da mosturação, deve-se ocorrer 
a conversão do amido oriundo do malte em açucares mais simples como a glicose e maltose, 
por meio das enzimas envolvidas no processo. O amido é um polissacarídeo formado de glicose, 
em sua estrutura estão presentes dois polímeros de glicose com estruturas distintas (a 
amilose e amilopectina). Para testar se a etapa de mosturação chegou ao fim, utiliza-se o teste 
com o lugol para se detectar a presença de amido. Na reação o iodo presente no lugol reage com 
a amilose e amilopectina, gerando como produto complexos de cor azul e vermelho-violaceo 
(BRUNELLI, 2014; CARVALHO, 2009). 
 Outro teste particularmente interessante, tem por intuito verificar se um açúcar tem 
potencial redutor, sendo um açúcar redutor. Para ser um açúcar redutor, o carboidrato deve 
possuir em sua estrutura um grupo carboxil livre ou carbono hemiacetal livre. Ao passo que 
carboidratos que estão envolvidos em ligações glicosídicas pelos seus grupos anoméricos são 
incapazes de assumir a sua forma linear e, portanto, não se oxidam em soluções alcalinas, estes 
são denominados açucares não redutores (NELSON, 2018) Portanto, a fim de determinar a 
presença de amido em algumas amostras e em alimentos, além de verificar a presença de 
açucares redutores, empregou-se o uso do reativo de Benedict e lugol. 
2. OBJETIVOS 
 Compreender os princípios e aplicabilidade do uso dos testes de Iodo e Benedict na 
análise de carboidratos. 
3.MATERIAIS E REAGENTES 
3.1. MATERIAIS UTILIZADOS 
✓ Tubos de ensaio 
✓ Grade p/ tubos de ensaio 
✓ Pipetas 
✓ Banho Maria 
✓ Banho de Gelo
3.2. REAGENTES UTILIZADOS 
✓ Água destilada 
✓ Lugol 
✓ Reagente de Benedict 
✓ Ácido sulfúrico concentrado 
✓ Hidróxido de Sódio 6M 
✓ 4 Amostras Desconhecidas 
✓ Solução de Sacarose 1% 
✓ Solução de Glicose 1% 
✓ Solução de Frutose 1% 
✓ Solução de Amido 1% 
✓ Pão 
✓ Uma rodela de banana verde 
✓ Uma rodela de banana madura 
✓ Um pedaço de batata crua 
✓ Um pedaço de batata cozida 
✓ Um pedaço de papel 
✓ Grãos de arroz esmagados
4.METODOLOGIA 
Teste do Lugol: 
 Inicialmente enumerou-se 8 tubos de ensaio, adicionando-se, ao tubo 1, amostra 
desconhecida 01; ao tubo 2, amostra desconhecida 02; ao tubo 3, amostra desconhecida 03; ao 
tubo 4, amostra desconhecida 04; ao tubo 5, solução de sacarose 1%; ao tubo 6, solução de 
glicose 1%; ao tubo 7, solução de frutose 1%; ao tubo 8, solução de amido 1%. 
 Em seguida verteu-se uma gota de lugol em cada tubo, anotando-se a coloração 
observada em uma tabela. Aqueceu-se o tubo 8 até a fervura, anotando a cor observada, logo 
após resfriou-se o mesmo em água corrente e novamente observou o desenvolvimento de cor, 
anotando-se. 
 Posteriormente, cortou-se um pedaço de pão, uma rodela de banana verde, uma rodela 
de banana madura, um pedaço de batata crua, um pedaço de batata cozida, um pedaço de papel 
e grãos de arroz esmagados, subsequentemente aplicou-se sobre esses uma gota de lugol, 
observou-se a cor desenvolvida, anotando-a 
Teste de Benedict: 
 Enumerou-se 8 tubos de ensaio, adicionando-se, ao tubo 1, amostra desconhecida 01; 
ao tubo 2, amostra desconhecida 02; ao tubo 3, amostra desconhecida 03; ao tubo 4, amostra 
desconhecida 04; ao tubo 5, solução de sacarose 1%; ao tubo 6, solução de glicose 1%; ao tubo 
7, solução de frutose 1%; ao tubo 8, solução de amido 1%. 
 Logo após, verteu-se a alíquota de 2 mL do reagente de Benedict em cada um dos 8 
tubos de ensaio, homogeneizando-os. Seguidamente, aqueceu-se as misturas contidas nos tubos 
de ensaio em banho maria por 5 minutos. Observou-se atentamente a mudança de cor, anotando-
as. 
 Preparou-se mais um tubo de ensaio, neste verteu-se uma alíquota de 1 mL d a solução 
de sacarose 1%, seguido da adição de 3 gotas de Ácido sulfúrico concentrado. Ferveu-se a 
mistura por aproximadamente 1 minuto e em seguida neutralizou-se com 15 gotas de Hidróxido 
de Sódio 6 M, para então verter-se a alíquota de 2,0 mL do reagente de Benedict. Seguidamente, 
aqueceu-se em banho maria por cerca de 5 minutos. Quando já frio, comparou-se o resultado 
com o obtido no tubo 5, anteriormente. 
5.RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Teste com lugol, para detecção da presença de amido. 
Ao termino dos testes com lugol, organizou-se os dados obtidos, conformo quadro 1 e 
2. Observa-se no quadro 1, que para o referido teste apenas o tubo 3 e 8 deram positivo para 
amido. 
Quadro 1: Resultados para o teste de amido com o teste de lugol. 
Tubo Solução Cor Resultado 
1 Amostra 1 Amarelado Negativo para amido 
2 Amostra 2 Amarelado Negativo para amido 
3 Amostra 3 Vermelho/Violáceo Positivo para amido 
4 Amostra 4 Amarelado Negativo para amido 
5 Solução de Sacarose 1% Amarelado Negativo para amido 
6 Solução de glicose 1% Amarelado Negativo para amido 
7 Solução de frutose 1% Amarelado Negativo para amido 
8 Solução de amido 1% Azul Positivo para amido 
 Fonte: Autoria própria (2019) 
A detecção de amido pelo teste de lugol apresentou resultados condizentes com a teoria 
para o tubo (tubo 8), uma vez que já era esperado resultado positivo para amido, acerca do tubo 
3, contendo amostra desconhecida a única informação que pode-se obter é que há amido na 
solução, visto que o teste também deu positivo. 
Ao aquecer o tubo 8 até a fervura,