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APS PROCESSO DE TRABALHO 7 SEM

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1. Agiu corretamente o Magistrado na distribuição do ônus da prova no acaso acima 
apresentado? Fundamente sua opção de forma completa, inclusive abordando 
brevemente a questão da inversão do ônus da prova no processo do trabalho. 
Não, a distribuição quanto ao ônus da prova foi de maneira errônea, uma vez que, o 
Art. 373 do CPC juntamente com o 818 da CLT é especifico em mencionar de que o juiz 
deve dar o ônus da prova para a parte com melhores condições, o que resulta na 
maioria das vezes a inversão do ônus da prova, sendo assim, no caso abordado o 
magistrado devia ter invertido o ônus da prova a favor do reclamado e não do 
reclamante, sendo que este, tem menos recursos para as provas. 
 
2. Qual a finalidade do protesto apresentado pelo advogado do autor? 
O protesto apresentado, através do recurso ordinário, tem como finalidade ser usado 
como prova para a contestação da decisão, já que o juiz de 1° grau ouviu a testemunha 
do réu, sem levar em conta que eles tinham interesse na solução da demanda, 
seguindo o princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional 
 
3. O juiz poderia dispensar o interrogatório das partes? 
Sim, é de responsabilidade do juiz definir de quais provas são necessárias para 
instrução do processo, contudo, o ato deve ser fundamentado sob pena de nulidade, 
conforme menciona o art. 93, IX da CF bem como o art. 11 do CPC/15. 
 
4. Explique à luz da doutrina, legislação e jurisprudência os fundamentos que 
deveriam ser utilizados pelo advogado de Genivaldo ao formular a contradita. 
O advogado de Genivaldo deve solicitar que a referida testemunha seja contraditada 
logo após o juiz realizar a qualificação e antes de compromissar a testemunha, explicar 
ao juiz qual o motivo pelo qual a testemunha deve ser contraditada, sendo as causas: 
parentesco até o terceiro grau civil, amigo íntimo ou inimigo conforme exposto no art. 
829 da CLT. 
Também há o motivo de interesse na causa, bem como troca de favores, sendo 
segundo quando a testemunha A é testemunha de B em um outro processo e B é 
testemunha de A em outro processo, sendo assim, um ajuda o outro nas demandas. 
Todavia, a súmula 357 do TST deixa explicito que o fato das testemunhas terem 
litigados contra o mesmo empregador não as torna suspeita. 
Se a testemunha confessar e concordar com a contradita imposta, o seu depoimento 
servirá apenas para caráter informativo, se a testemunha negar o advogado poderá 
evidenciar a prova do alegado e caso a contradita seja negada pelo juiz o advogado 
deverá consignar em ata de audiência os seus protestos. 
Se as testemunhas ouvidas não forem contraditadas, é comum o entendimento 
jurisprudencial no sentido de que os depoimentos são dotados de credibilidade: 
 
“Depoimentos das testemunhas que se mostraram harmônicos e coerentes 
entre si, merecendo credibilidade até porque não houve contradita ou 
oportuna alegação de suspeição ou parcialidade. […] (TJ/RS, Quinta 
Câmara Criminal, Apelação Crime Nº 70062224332, Rel. Cristina Pereira 
Gonzales, julgado em 25/02/2015)” 
5) Explique o que são razões finais remissivas? Se hipoteticamente os advogados 
optassem por razões finais orais, quais as cautelas que deveriam ser observadas? 
Razões finais remissivas são aquelas em que o advogado se manifesta no sentido de se 
remeter aos termos, fatos e fundamentos alegados na inicial ou defesa, ou seja, não 
existem alegações novas, trata-se de mera formalidade para que conste na ata de 
audiência. Os advogados que decidirem por razões finais orais deverão atentar-se a 
apresentação das motivações da ação, resumo dos procedimentos anteriores, detalhe 
das alegações já realizadas, detalhe da audiência de instrução, exposição dos fatos e 
fundamentos. Ademais, ressalta-se que, no domínio trabalhista, a previsão legal está 
no artigo 850, da CLT, o que assegura quanto ao tempo máximo de 10 (dez) minutos 
para cada parte. 
6) Agiu corretamente o juiz ao arbitrar os honorários sucumbências no percentual de 
20% a ser calculado considerando o valor da causa? 
Sim, o juiz agiu corretamente, conforme o artigo 85, parágrafo 2º, do CPC, onde é 
especifco em mencionar que os honorários sucumbenciais serão fixados entre o 
mínimo de 10 (dez) e o máximo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação 
ou do proveito econômico. 
7. Qual a medida processual utilizada pelo autor para o exame dos pontos omissos 
da sentença? Qual o prazo? Se tivesse sido acolhida a medida quais os seus efeitos? 
O autor deverá apresentar Embargos de Declaração no prazo de 5 dias úteis, contados 
a partir do dia útil seguinte à intimação da sentença, de acordo com os artigos 897-A 
da CLT, 1.022 do CPC e da Instrução Normativa n°39/2016 do TST. Os embargos tem 
efeito interruptivo à partir do momento que são opostos. O §3º do artigo 897 da CLT e 
o artigo 1.026 do CPC prediz que eles interrompem todos os outros prazos processuais. 
Os embargos declaratórios no caso concreto poderiam ter efeito modificativo se 
acolhidos, pois iriam sanar vício da decisão de mérito. 
 
8. Qual a medida processual apresentada pelo autor após o indeferimento da 
medida processual em relação à omissão? Qual o prazo e o marco inicial desse 
prazo? Quais os seus pressupostos genéricos? 
A medida processual que deve ser apresentada trata-se do Recurso Ordinário, cujo 
prazo é de 8 dias úteis, contados a partir do dia útil seguinte à intimação da sentença 
de embargos declaratórios, com base nos artigos 895 e 775 da CLT. Os pressupostos 
para sua interposição são: 
a. Recorribilidade do ato; 
b. Adequação: o recurso deve ser o adequado àquela decisão; 
c. Tempestividade: o recurso deve ser interposto dentro do prazo legal; 
d. Preparo: o recorrente deve recolher custas e comprovar o depósito recursal ou 
a apólice de seguro recursal; 
e. Regularidade de representação: o recurso deve estar devidamente subscrito 
pelo advogado constituído nos autos pelo recorrente ou pela própria parte, na 
hipótese de jus postulandi; 
f. Legitimidade: o recorrente deve ser a parte vencida, o terceiro prejudicado ou 
o Ministério Público; 
g. Capacidade para estar em juízo; 
h. Interesse: o recurso deve ser útil e necessário para o recorrente. 
 
 
9. 
 
10. Considerando-se que o Tribunal deu provimento a medida judicial que combateu 
a decisão denegatória da medida principal, bem como provimento parcial a própria 
medida principal reconhecendo o direito às horas extras e o direito de Genivaldo 
receber valores relacionados ao empréstimo sem apresentar tese explícita o que 
resta do ponto de vista processual para que Genivaldo possa defender seus 
interesses com relação a justa causa e a litigância de má fé? Apresente a(s) 
medida(s), prazo(s), finalidade(s) e pressuposto(s) especifico(s) ao caso concreto. 
 
Contra a referida deliberação do Tribunal, é adequado a interposição de Recurso de 
Revista, com base no artigo 896 da CLT, para defesa dos interesses de Genivaldo. 
O prazo para tomada da medida é de 8 dias úteis, visando a reforma da decisão, sendo 
como pressuposto específico o interesse processual, assim dizendo, a necessidade e 
utilidade do recurso utilizado, considerando, a ausência de previsão no decisum de 
tudo aquilo que lhe poderia ser outorgado. 
 
 
11. Como o Tribunal reformou a sentença com relação ao empréstimo, qual ou quais 
a medidas que a empresa pode adotar? Qual ou quais os seus prazos, pressupostos, 
efeitos, juízo de admissibilidade, julgamento e fundamento jurídico? 
 
A empresa poderá valer-se do recurso ordinário, no prazo de 8 dias úteis, observados 
os pressupostos de recorribilidade do ato, adequação, preparo, tempestividade e 
interesse recursal, a ser recebido com o efeito devolutivo em profundidade, com base 
no §1º do art. 515 do Código de Processo Civil, juízo de admissibilidade é realizado 
pelo Magistrado de 1º grau e, com fundamento do artigo 895 da CLT.