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Roteiro Cinesiologia Palpação

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à palpação ou alguma 
anormalidade. 
 
 
 
 
 
 
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AULA 5 - PALPAÇÃO DA COSTELA 
 
 
Costelas, Cartilagens Costais e Espaços Intercostais 
 
 Procedimento 
– Palpar cada cartilagem costal individual com a sua costela associada desde 
a área lateral do esterno, em sentido lateral, até a axila. 
– Palpar cada espaço intercostal. 
 
 
 
AULA 5 - PALPAÇÃO DA COLUNA CERVICAL 
 
 
Músculo Esternocleidomastóideo 
 
 Procedimento: 
– Virar a cabeça para um dos lados 
– Pinçar com indicador e polegar viajando da clavícula até o processo 
mastóide. 
 
 
Artérias Carótidas 
 - Localizadas laterais à traquéia e mediais ao ECOM. 
 
 Procedimento: 
– Dedos indicador e médio 
 
 Diferença de força nos pulsos: estenose ou compressão arterial. 
 
 
Fossa Supraclavicular 
 
 Depressão modelada lisa. 
 
 Procedimento: 
– Dedos indicador e médio 
– Verificar edema, dor e quaisquer massas anormais ósseas ou tecido mole. 
 
 
Músculo Trapézio 
 
 Procedimento: 
 
– Palpar desde a face superior imediatamente abaixo do occipital até embaixo, 
continuando para a face superior da espinha da escápula e, em seguida, 
lateralmente ao processo do acrômio. 
 
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– Embaixo, palpar os processos espinhosos das vértebras torácicas em 
sentido lateral e superior até o processo do acrômio. 
 
 
Processo Espinhoso da Cervical 
 
 Procedimento: 
 
– Sentado, cabeça ligeiramente fletida. 
 
 
 Crepitação com movimento pode indicar doença articular degenerativa. 
 
 
 
AULA 5 - PALPAÇÃO DA COLUNA TORÁCICA 
 
 
 Processos Espinhosos 
– T1 a T12 têm processos proeminentes. 
 
 Procedimento 
– Sentado e tórax ligeiramente flexionado, palpar cada processo espinhoso 
com os dedos indicador e médio. 
– Empurrar cada processo lateralmente, observando qualquer mobilidade 
rotacional. 
 
 
 
AULA 6 - PALPAÇÃO DA COLUNA LOMBAR 
 
 
Processos Espinhosos 
– Terá somente 4 processos palpáveis, devido à 5ª vértebra estar fundida com 
o sacro (sacralização). 
 
 Procedimento 
– Sentado e flexionado para frente, palpar cada processo com os dedos 
indicador e médio. 
– A seguir, colocar pressão anterior sobre cada processo com o seu polegar. 
 
Músculos Espinhais Intrínsecos 
– Eretores da espinha (espinhal, longo, iliocostal). 
 
 Procedimento 
 
– Posição de DV, palpar as porções lombares do grupo eretor da espinha de 
maneira diagonal, de medial a lateral. 
 
 
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Quadrado Lombar 
– Localizado lateralmente ao grupo eretor da espinha. 
– Localização comum de lombalgia miofascial. 
 
 Procedimento 
– Em DV, palpar o quadrado lombar desde a 12ª costela até a crista ilíaca. 
 
 
 
 
Processos espinhosos de C7, T1, T2, T3, T5, T6, T7, T9, T11, T12, L1, L3, L4, L5 e S1 
 
 
A localização correta dos processos espinhosos não é muito fácil e requer atenção e 
prática. Junqueira (2004) descreve a importância clínica da palpação dos processos 
espinhosos torácicos, mas salienta que o fato de estarem situados profundamente à 
musculatura paravertebral dificulta seu reconhecimento. 
 
Tipicamente os processos espinhosos torácicos são longos e inclinam-se inferiormente 
sobrepondo a vértebra abaixo. A partir de T4 ou T5 e até T7 ou T8 a inclinação dos 
processos espinhosos é bem pronunciada, sendo possível palpar no mesmo alinhamento 
horizontal, um pouco lateralmente a margem inferior ou o processo transverso da vértebra 
subjacente. 
 
O caminho mais fácil para palpação dos processos espinhosos, e sugerido por este 
tutorial, é localizar primeiramente C7 de maneira precisa, e a partir dela as outras 
vértebras, lembrando que a partir de T4 o aumento do tamanho das vértebras é 
progressivo em função da necessidade de suportar o peso. 
 
Pode ocorrer variação no número de vértebras torácicas, lombares ou sacrais sem que 
isso implique em sintomas ou doenças. Estas variações ocorrem em cerca de 5% das 
pessoas sem anomalias. 
 
Verificar o alinhamento das vértebras com outras estruturas anatômicas é útil para 
averiguar a assertividade do método, mas vale ressaltar que são somente indicações de 
alinhamento anatômico e não regras absolutas. Com o intuito de auxiliar o usuário 
seguem abaixo alguns comentários e referenciais topográficos sobre alguns dos 
processos espinhosos 
 
Processo espinhoso de C7: normalmente é de rápida localização porque é bem 
proeminente. Em algumas pessoas, basta observar e palpar a região para encontrá-lo. 
Uma maneira de facilitar sua identificação é pedir para o sujeito fazer o movimento de 
flexão da cabeça; isto evidenciará o processo espinhoso de C7 e o examinador deverá 
posicionar o dedo no local e acompanhar o movimento de retorno para marcar o ponto no 
indivíduo com a cabeça na posição neutra. 
 
Deve-se tomar cuidado para não confundir C7 com T1, o que pode ser evitado 
realizando o movimento passivo de extensão da cabeça a partir da posição neutra; 
durante este movimento C7 tende a mover-se mais anteriormente do que T1, o que 
pode ser verificado mantendo o dedo apoiado no ponto que foi identificado pelo 
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examinador como C7. Outra possibilidade é sentir a mobilização dos processos 
espinhosos durante o movimento de extensão combinado com a rotação da cabeça; 
espera-se sentir maior mobilidade em C7. 
 
Processo espinhoso de T1: alinha-se com o ângulo superior da escápula. 
 
Processo espinhoso de T3: alinha-se com a extremidade medial da escápula. O ponto 
de transição entre a espinha da escápula e a margem medial da escápula, pode ser 
considerado como o ponto mais medial da escápula. 
 
Processo espinhoso de T7: alinha-se com os ângulos inferiores das escápulas. 
Processo espinhoso de L4: alinha-se com uma linha horizontal traçada a partir dos 
ápices das cristas ilíacas, direita e esquerda (plano supracristal). Se o examinador colocar 
os dedos indicadores nas cristas ilíacas, direita e esquerda posicionará os polegares no 
espaço interespinhoso de L4/L5. 
 
Processo espinhoso S1: não há referência específica sobre ele, mas sabe-se que S2 
está alinhada com uma linha que une as depressões cutâneas que caracterizam as 
espinhas ilíacas póstero-superiores. 
 
 
 
AULA 6 - PALPAÇÃO DO DIAFRAGMA 
 
 Localização: atrás do processo xifóide 
 
 Procedimento 
 
– Palpar indiretamente o diafragma com as mão sobre o processo xifóide. 
 
 
 
AULA 6 - PALPAÇÃO DO ABDOME 
 
Estômago 
 Localização 
– Cerca de 3 cm para a esquerda no quadrante superior do abdome. 
 
Duodeno 
 Localização: 
– Cerca de 2 a 3 cm abaixo do plano transpilórico e para a esquerda do plano 
mediano. 
 
Jejuno e ílio 
 Localização 
– Não apresentam posição fixa. 
 
Ceco e Apêndice 
 Localização: fossa ilíaca direita, às vezes na abertura superior da pelve. 
 
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Cólon 
 
 Localização 
 
– Os cólons ascendente e descendente são laterais aos planos laterais direito 
e esquerdo, respectivamente. 
– O cólon transverso é extremamente variável e pode penetrar na pelve. 
 
 
Fígado 
 Localização 
– O fígado está acima com a cúpula do diafragma e ocupa uma área extensa 
no lado direito. A sua parte inferior do lado direito pode chegar abaixo do 
plano supracristal. 
 
Baço 
 Localização: ao longo da 10ª costela do lado esquerdo. 
 
 
 
Rim 
 Localização 
– Posição ereta: 1ª vértebra lombar até a 4ª. 
 
 
Bexiga 
 Localização 
– Estende-se no abdome, em crianças, e pode alcançar o umbigo. 
– Em adultos uma bexiga cheia pode alcançar o umbigo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PROVA DE FUNÇÃO 
 
Bibliografia: KENDALL, F.P.; McCREARY, E.K.; PROVANCE, P.G. Músculos: provas e 
funções. 4ª ed. São Paulo: Manole, 1995. 
 
 
 
PRÁTICA 7 - PROVA DE FUNÇÃO