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Como montar um Protocolo de Tratamento

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Desenvolvimento e 
implementação do 
protocolo de 
tratamento 
 Os recursos terapêuticos são utilizados para criar 
o meio apropriado para a recuperação. 
 O processo de reparação do tecido apresenta 
componentes interligados como por exemplo: 
edema causa dor, dor causa espasmo e espasmo 
causa dor. 
 Geralmente a dor é a queixa principal do 
paciente. 
 Porém, centralizar o nosso tratamento no 
alívio da dor do paciente pouco adianta na 
resolução das causas de base do desconforto e 
da disfunção associada. 
 O tratamento do paciente embasado apenas 
nos sintomas freqüentemente produz 
resultados insatisfatórios. 
 Planejar um tratamento e um programa de 
reabilitação é a parte principal do programa de 
reabilitação 
A abordagem de resolução do 
problema (ARP) 
 Cada indivíduo responde ao trauma de forma 
diferente. 
 Este fato determina a necessidade de tratar cada 
paciente de maneira diferenciada, com base em suas 
próprias necessidades. 
 Os protocolos de tratamento generalizados fornecem 
um ponto de referência para determinar quais 
abordagens de tratamento podem ser utilizadas. 
 Protocolos de tratamento pré-estabelecidos não 
devem ser considerados ou usados como planos de 
tratamento individual rígidos. 
 Planos de tratamento individuais diferenciam os 
casos específicos de cada paciente e levam a um 
resultado mais eficiente e bem-sucedido. 
 A ARP descreve o processo de avaliação, análise e 
planejamento em andamento e é dividida em quatro 
etapas: 
 reconhecimento do problema do 
paciente, 
 
 priorização dos problemas, 
 
 estabelecimento de metas, 
 
 planejamento do tratamento. 
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 Para fornecer o cuidado apropriado, você deve saber 
que doença está tratando. 
 Este estágio está planejado para identificar o tipo dos 
tecidos envolvidos (por exemplo, anatomia, função, 
tamanho, profundidade), a natureza e efeitos da 
patologia (por exemplo, dor, redução da amplitude de 
movimento (ADM), perda de força) e o estado do 
processo de cicatrização (por exemplo, inflamação 
aguda, proliferação, maturação) 
 Cada tipo de tecido responde 
diferentemente às várias modalidades 
de tratamento. As propriedades e 
funções biológicas dos tecidos 
traumatizados, sua profundidade abaixo 
da pele e seu estágio no processo de 
inflamação e cicatrização ditam as 
modalidades que podem efetivamente 
estimulá-las. 
 O uso de uma modalidade superficial 
de tratamento para estruturas que 
estão localizadas profundamente nos 
tecidos pode produzir pouco ou 
nenhum benefício. A aplicação de uma 
modalidade de tratamento que acelera 
a resposta inflamatória em tecidos que 
já estão ativamente inflamados pode 
resultar em mais destruição celular. 
 
 Revisão de registros médicos 
 
 Identificar contra-indicações potenciais 
 
 Realizar avaliações 
 
 Extrair informações subjetivas do paciente 
 
 Ter capacidade de ouvir, identificar e solicitar 
informação fornecida pelo paciente. 
 O estado mental e emocional do paciente deve ser 
avaliado. Ele deve ser orientado quanto à natureza do 
trauma, planejamento e objetivos do tratamento. 
 
 O nível de motivação também deve ser avaliado. 
 A priorização dos problemas do paciente 
ajuda o clínico a desenvolver uma linha lógica 
de tratamento. 
 A priorização, com base em sua relação de 
causa – e – efeito, às principais queixas do 
paciente, permite desenvolver uma seqüência 
lógica de tratamento, definindo o foco de 
autotratamento, maximizando o uso do tempo 
disponível para o tratamento. 
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 A chave para resolver a deficiência funcional 
do paciente é identificar o (s) problema (s) que 
desencadeiam os outros sinais e sintomas. 
 
 Uma questão que pode ser usada na 
priorização do plano de tratamento é: Que outros 
sinais e sintomas serão reduzidos se este 
problema for resolvido? 
 Metas mensuráveis, concisas e claras traduzem a 
lista priorizada de problemas em um plano de trabalho 
bem-estruturado. 
 Metas de curto prazo (1 a 14 dias) e de longo prazo 
(mais de 14 dias) orientam o programa de reabilitação 
por meio do estabelecimento de escalas de tempo 
para a identificação dos resultados e da medida de 
eficácia do protocolo de tratamento. 
 A capacidade do paciente cumprir as metas 
estabelecidas indica que o programa pode avançar 
para o estágio seguinte, ao passo que a falta de 
progresso pode indicar que a abordagem do 
tratamento precisa ser modificada. 
 As metas são uma estimativa do progresso do 
paciente, sendo compatível com as prioridades, 
estilo de vida e expectativa do paciente. 
 Uma vez que os problemas do paciente foram 
equacionados e priorizados e que as metas 
apropriadas foram estabelecidas, o planejamento do 
tratamento é uma decorrência natural. 
 É a aplicação de nossos conhecimentos dos efeitos 
fisiológicos dos recursos terapêuticos e exercícios para 
resolver os problemas e alcançar as metas 
estabelecidas para a reabilitação do paciente. 
 O estágio do processo de cura e a escolha das 
técnicas terapêuticas determinam, em grande 
parte, que tipos de tratamentos serão empregados 
para atacar o problema terapêutico. 
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 O processo de decisão relativo à modalidade de 
tratamento a ser usada (calor, frio, eletricidade) 
baseia-se nas características do tecido, suas 
propriedades condutoras, o estágio da 
cicatrização, a profundidade alcançada por 
aquela modalidade particular e as respostas 
fisiológicas desejadas para aquele estágio da 
inflamação. 
COMPONENTE OBJETIVO 
Reconhecimento 
dos problemas 
 Identificar o tipo e 
profundidade dos tecidos 
envolvidos 
 Identificar a natureza da 
patologia 
 Determinar o estágio da 
cicatrização 
 Reconhecer quaisquer 
contra-indicações ao uso 
das modalidades de 
tratamento e exercícios 
COMPONENTE OBJETIVO 
Priorização dos 
problemas 
 Desenvolver a 
ordem lógica do 
tratamento com base 
na relação causa-
efeito entre a 
patologia e os sinais e 
sintomas 
Estabelecimento de 
metas 
 Desenvolver a 
estrutura e seqüência 
do plano de 
tratamento 
COMPONENTE OBJETIVO 
Planejamento do 
tratamento 
 Determinar as 
modalidades e 
exercícios a serem 
utilizados e sua 
seqüência com 
base nos 
problemas do 
paciente e metas 
do tratamento