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RESUMO DE RADIOLOGIA (PARTE 1)

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RADIOLOGIA
CAUSA EFEITOS DELETERIOS.
Desloca átomos e ioniza a matéria.
Toda radiação tem efeito ionizante.
Radioterapia
· São altas doses de raios.
· Mata células cancerígenas, porem mata células normais que estão por perto. Traz necrose tecidual e óssea, impossibilitando de realizar procedimento cirúrgicos por 4 a 5 anos
· Tudo depende da intensidade e tempo
· Mascaras são utilizadas para direcionar os raios
Câncer?
Os raios só são capazes de gerar células cancerígenas quando existem alterações genéticas (alterações de cromossomos) ou exposição exagerada a radioativos (fator externo- chernobyll, cesio 137 )
Produção de raio X
1. Energia
2. Vácuo
3. Anteparo
4. Acelerador de elétrons
· Todo metal aquecido no vácuo produz ao seu redor uma nuvem de elétrons livre, 98% viram calor.
Motivos para não emitir radiação:
1. Vazamento de óleo – óleo é péssimo condutor de eletricidade
2. Aquecimento do tubo. 
Quanto maior o comprimento da onda menor é a penetração. 
· MAIOR comprimento, MENOR penetração
· MENOR comprimento, MAIOR penetração
Tipos de aparelho
1. Periapical – base, corpo, cabeçote e braço articular. 
· Base: fixa ou móvel
· Corpo: onde se localiza as partes elétricas – Autotransformador, estabilizador de corrente, seletor de voltagem (aparelhos antigos), miliaperagem, marcador de tempo
· Cabeçote: onde se localiza o cilindro localizador
· Braço articular: permite movimentos que localizem todos os dentes em todas as posições (movimentos verticais e horizontais).
Quantidade e qualidade dos feixes
· Quantidade – Ligado a miliamperagem, tempo de exposição, distancia foco- filme (distancia entre o ponto de emissão e o filme), diafragma (colimadores).
· Qualidade- ligado a kilovoltagem, tamanho da área focal- anteparo (quanto menor, melhor a imagem), filtragem (filtro feito de alumio e dá a nitidez da imagem).
Colimadores
· Direciona o raio x à área de atuação mais específica. (elimina radiação secundaria) 
· Fica no cilindro localizador, é feito de chumbo e tem 7cm de diâmetro. 
Miliamperagem
· Quanto mais alto a MA, maior a quantidade de eletrons livres e por tanto mais eletrons irão se chocar com o ponto focal,sendo maior a produção de raio x. 
· Quando a MA é fixa, o tempo é o único capaz de controlar a radiação.
· Tudo ligado a quantidade.
Distancia foco- filme
Quanto mais longe do filme menos qualidade terá a imagem, porém ficará maior. 
Kilovoltagem
· Define a qualidade do raio, e o poder de penetração.
· Responsável pelo contraste (preto e branco).
· Quanto maior o KV, menor o comprimento de onda e maior o poder de penetração. 
	
TECNICAS
1. Periapical - principal. Revele a periferia da estrutura. Mostra estruturas anatómicas da raiz e detalhe dos dentes e ossos.
2. Interproximal – Posteriores. Principalmente para carie. Mostra o nível de cristas ósseas alveolares e adaptação de restaurações e coroas. Se for utilizados filmes específicos: pegam todos os molares e necessita apenas de uma tomada. Se por acaso utilizar filmes periapicais é necessário duas tomadas. 
3. Oclusais - Mostra o plano oclusal das estruturas. Mostra alterações patológicas e disfunções ósseas. São os maiores filmes : 7,5 X 5,7 cm. Se posicionam na linha de oclusão e a técnica é idêntica ao dos periapicais 
Filmes radiográficos intraorais
1. Composição:
· Embalagem
· Papel opaco/negro
· Pelicula de poliéster
· Lamina de chumbo
· Lamina 3X4 
2. Divisão
· Periapical
· Intraproximais
· Oclusais
3. Posição
· O lado contrario a abertura fica virado para o cabeçote.
Picote
· Serve para orientação e localização
· Ponto em relevo
· Auxilia na interpretação/ identificação
· Face convexa (com relevo) fica voltada para o tubo
Orientação dos filmes
1. Dentes anteriores: vertical
2. Dentes posteriores: horizontal
Sempre voltado para oclusal/incisal. 
MÉTODO DE MILLER-WINTER (1914)
Técnica do ângulo reto ou da dupla incidência. 
 Objetivos: 
· Localização de dentes não irrompidos, corpos estranhos, processos patológicos.
FILMES X SENSORES
· Filme: convencional- método escuro
· Digital: existem dois tipos.
1. Placa de fosforo: idêntica ao filme mas necessita de um scâner
2. Fibra ótica: ligado a um computador. 
METODO DE PARMA
Quando a radiografia periapical convencional não registra inteiramente um 3 molar inferior incluso.
Execução:
· Inclinar o filme deixando sua borda disto-inferior próxima do assoalho bucal.
MÉTODO DE DONOVAN ( 1952)
Quando a técnica de Miller-Winter não registra inteiramente o 3 molar inferior não irrompido.
Objetivos:
· Visualização da posição vestíbulo-lingual de 3 molares impactados.
	
MÉTODO DE LE MASTER
Diminuir a sobreposição da imagem do processo zigomático na região apical dos molares
Execução:
· Colocar um rolete de algodão preso na metade inferior do filme, isso diminui a angulação vertical.
MÉTODO DE CLARK
Consiste na variação do ângulo horizontal de incidência do feixe de raios x.
Objetivos:
· Localização de dentes inclusos, supranumerários e tumores...
· Determinação da localização por palatino ou vestibular
· Cirurgias
· Individualização de canais radiculares
	
Processamento radiográfico
· Tem o intuito de transformar imagem latente em imagem visível.
· LATENTE: Quando o raio x é exposto aos cristais de prata (incide e precipita), formando uma imagem que não é visível.
· VISIVEL: Relevado com química ou digital.
Etapas
1. Revelação- Tampa vermelha, cheiro de vinagre. Forma a imagem escura, reduz os ions de prata expostos ao raio x
2. Banho intermediário- lavagem para remover o elevador e interromper o processo de revelação e não contaminar a solução fixadora
3. Fixação- Tampa azul, cheiro de amonia. Remove os cristais que não reagiram a exposição do raio x. Forma a imagem clara.
4. Lavagem final- tira todo resquício de substancia química do filme. Feito para não manchar a radiografia posteriormente.
5. Secagem- tira a umidade evitando manchamentos
Como evitar manchamentos?
· Utilizar soluções de qualidade
· Instalações adequadas
· Método de revelação padronizado
Tipos de camaras escuras
· Quarto: 1 porta- atrapalha a produtividade
· Labirinto: corredores negros antes da camara.
· Portátil : mais usado
Todas possuem luz de segurança: VERMELHA. 
Portátil
· Deve ficar em um local escuro, mas pode trabalhar em ambiente com luz
· Caixa de acrílico com visor vermelho – Com 3 receptores: reveladora, fixador e agua. Pote 4: lavagem final. 
· Recipientes de vidro, localizados longe do calor.
· Da direita para esquerda: revelador, agua, fixador e agua 
DICAS:
1. Deixa no revelador até aparecer as estruturas
2. Verificar a cada 10/15 segundos ( max: 45 a 1 min)
3. Lavar 25 a 30 segundos ( metade do tempo de revelação)
4. Fixador (dobro do tempo de revelação) Min- 3 min/ Max- 10 min
5. Lavagem final em agua corrente- 1 minuto e 30 segundos à 1 minuto e 45 segundos) – Dobro do revelador
Proteção
1. Principio básico- ALARA: Pensar sempre no paciente. Manter a dose de radiação para fins de diagnósticos e terapêuticos em níveis baixos
2. Otimização: Tudo que é feito para diminuir o tempo de atendimento e de radiação é visto como proteção
3. Raio X digital: utiliza menos radiação
4. Doses maiores: É proibido o uso de doses maiores que as recomendadas
5. Filtração: alumínio. Reduz cerca de 50% da radiação secundaria
6. Colimação: reduz a área a ser exposta 
Localizador: devem ser cilíndricos, pois reduzem a exposição ao paciente devido a menor divergência do feixe
Marcador de tempo: fica fora da sala. É importante na redução da dose recebida pelo paciente 
	
CUIDADOS COM O AMBIENTE
· Adaptação 
1. Paredes baritadas
2. Porta com folha de chumbo
3. Vidro plumbífero
CUIDADOS COM O OPERADOR
1. Não segurar o filme na boca do paciente
2. Monitoração do operador e pessoal auxiliar
3. Crianças: responsável com avental. 
Técnicas radiográficas
· Uma vez indicada e realizada corretamente, evita novas tomadas radiograficas.
Tipos de posicionadores:
1. Hanshin- paralelismo adptado
2. Rinn- endodontia
Protetor de tireoide – reduz