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História do Brasil Imperial (HID03) Avaliação Final (Objetiva) - Individual Semipresencial

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o Brasil se tornava ilegal com a entrada em vigor da Lei Feijó. Entretanto, esta lei não foi respeitada e, ao contrário, os números do tráfico negreiro não cessam de aumentar em virtude da percepção geral, que cedo ou tarde, o comércio de escravos africanos iria ser definitivamente abolido. Como, aliás, ocorre em 1850 com a implementação da Lei Eusébio de Queiroz. Dessa maneira, a análise dos dados do tráfico negreiro abaixo, entre 1845 e 1851, registram uma estimativa e não números oficiais, tendo em vista que a importação de africanos era ilegal naquela altura e, portanto, como qualquer atividade ilegal, era impossível obter dados exatos. De todo modo, as estimativas para o período em questão permitem inferir que:
Estimativa do número de africanos escravizados desembarcados em portos brasileiros, 1845-1852.
1845   19.453
1846   50.325
1847   56.172
1848   60.000
1849   54.000
1850   23.000
1851   3.278
1852   700
FONTE: FERREIRA, Olavo Leonel. História do Brasil. São Paulo: Ática, 1978.
	 a)
	O menor número de africanos desembarcados em portos brasileiros após 1850 reflete a implementação da Lei Feijó, em 1831.
	 b)
	A diminuição do número de entrada de cativos, na década de 1840, reflete a eficácia da repressão britânica ao tráfico negreiro.
	 c)
	A lavoura açucareira, em fase de grande expansão na metade do século XIX, inicia a campanha para implementar a imigração europeia.
	 d)
	Os traficantes de escravos e compradores brasileiros aumentam, consideravelmente, a importação de africanos, prevendo a abolição definitiva do tráfico negreiro.
	9.
	"Lesa-majestade quer dizer traição cometida contra a pessoa do Rei, ou seu Real Estado, que é tão grave e abominável crime, e que os antigos Sabedores tanto estranharam, que o comparavam à lepra; porque assim como esta enfermidade enche todo o corpo, sem nunca mais se poder curar, e empece ainda aos descendentes de quem a tem, e aos que ele conversam, pelo que é apartado da comunicação da gente: assim o erro de traição condena o que a comete, e empece e infama os que de sua linha descendem, posto que não tenham culpa".
Os réus, na Inconfidência Mineira, foram acusados do crime de "lesa-majestade" como previsto pelas Ordenações Filipinas, Livro V, título 6, como consta em "inconfidência" (falta de fidelidade ao rei). Levando-se em consideração que a conspiração nas Minas Gerais foi planejada, quase exclusivamente, por membros da elite local, assinale a alternativa CORRETA:
FONTE: LARA, Silvia H. Ordenações Filipinas: livro V. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
	 a)
	O motivo principal era o aumento de impostos causado pela transferência da corte portuguesa para o Brasil em 1808. O movimento se espalhou em outras regiões e tinha como objetivos a independência do domínio português e a proclamação da república com a capital em Vila Rica.
	 b)
	A conspiração teve contornos republicanos, federalistas e separatistas. Lideradas por ricos fazendeiros, toma Vila Rica e proclama a República das Minas Gerais com o lema "Liberdade ainda que tardia".
	 c)
	Membros das elites com interesses nas atividades mineradoras, influenciados pelas eventos na Europa, nos EUA  e pela cobrança de impostos atrasados, decidem iniciar uma conspiração para separar a região das Minas Gerais de Portugal.
	 d)
	Um dos motivos da conspiração foi a crise econômica em Vila Rica, devido à transferência da capital, em 1763, para o Rio de Janeiro. A população das Minas Gerais se encontrava em estado miserável, sobrecarregada de tributos, e contestava a exploração da metrópole.
	10.
	Em 1808, D. João VI, com a Corte lisboeta, busca refúgio no Brasil fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte. Após uma chegada tumultuada, gradualmente, o então Regente do trono português transforma a capital da colônia em sede do Império Ultramarino português. As iniciativas de D. João VI resultam na criação de instituições e outras medidas importantes para o futuro Brasil independente. Sobre o exposto, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
(    ) D. João VI aboliu o tráfico de escravos da África, criou a Guarda Nacional e a Universidade do Brasil.
(    ) D. João VI promoveu a abertura dos portos brasileiros, criou o Jardim Botânico e fundou o Banco do Brasil.
(    ) D. João VI anexou a Guiana Holandesa, aboliu o catolicismo como religião oficial e criou a Bolsa de Valores.
(    ) D. João VI criou a Fábrica de Pólvora e fundou a Escola da Marinha e a Imprensa Régia.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
	 a)
	V - F - F - V.
	 b)
	F - V - F - V.
	 c)
	F - V - V - V.
	 d)
	F - V - F - F.
	11.
	(ENADE, 2011) No bojo da constituição do Estado Nacional brasileiro, é criado, em 1838, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), com a função de pensar a gênese da sociedade nacional. Temas como civilização e nacionalidade estiveram nas pautas do Instituto desde seus primórdios. Nesse contexto, assinale a opção que corresponde ao encadeamento correto entre nacionalidade e civilização no âmbito da História da Nação escrita no século XIX:
	 a)
	A historiografia brasileira nascente qualifica os grupos indígenas brasileiros como civilizações por possuírem o patamar de desenvolvimento das civilizações pré-colombianas: Inca, Asteca e Maia.
	 b)
	A nova Nação brasileira se reconhece enquanto continuadora da tarefa civilizadora iniciada pela colonização portuguesa. Embora parta da composição da sociedade brasileira a partir das três raças, há destaque para a presença branca europeia.
	 c)
	Ao se propor dar conta da gênese da nação brasileira, a escrita histórica incentivada pelo IHGB negava as ideias de civilização e progresso como forma de priorizar o sincretismo brasileiro.
	 d)
	Pensando em termos de linha evolutiva da humanidade, os historiadores do IHGB elaboraram uma história da Nação na qual indígenas e negros haviam conquistado o mesmo nível de civilização que os brancos.

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