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ATENDIMENTO INICIAL AO TRAUMA

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(apenas as necessárias), pois sua exposição é essencial para identificar todas as lesões.
- Depois de examinar todo o corpo do doente, o socorrista deve cobrí-lo novamente para conservar o calor do corpo. E assim que o doente for transferido para a ambulância, deve-se garantir o local aquecido.
TERAPIA DE REPOSIÇÃO VOLÊMICA
- Solução de ringer lactato ou solução salina normal para reanimação no trauma.
- A caminho do hospital, um ou dois cateteres venosos calibrosos (calibre 14 ou 16) podem ser instalados no antebraço ou nas veias antecubitais do doente instalar punção venosa na cena apenas prolonga o tempo de permanência no local e atrasa o transporte.
AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA
- É a avaliação da cabeça aos pés do doente.
- É realizada após o término da avaliação primária com identificação e tratamento de todas as lesões que colocam a vida em risco e início da reanimação trata de problemas de menor gravidade.
- Inicia-se o exame na cabeça, prosseguindo pelo pescoço, tórax, abdome até as extremidades e, por fim, terminando com um exame neurológico detalhado.
HISTÓRICO SAMPLE
- É um histórico rápido do doente, que deve ser documentado no relatório de atendimento do doente e repassado para a equipe médica no hospital.
· Sintomas: de que o doente se queixa? Dor? Dificuldade respiratória? Torpor? Dormência?
· Alergias: o doente tem alergias conhecidas, particularmente a medicamentos?
· Medicamentos: quais medicamentos prescritos e não prescritos (incluindo vitaminas, suplementos e outros medicamentos de venda livre) o doente toma regularmente?
· Passado médico e cirúrgico: o doente tem quaisquer problemas médicos significativos que exigem tratamento médico contínuo? O doente já passou por alguma cirurgia?
· Líquidos e alimentos (última refeição): quanto tempo se passou desde a última refeição? Muitos doentes traumatizados necessitarão de cirurgia e a ingestão alimentar recente aumenta o risco de aspiração durante a indução anestésica.
· Eventos: quais eventos precederam a lesão? Imersão em água (afogamento ou hipotermia) e exposição a materiais perigosos devem ser incluídos.
OBS! Preparação para o transporte: estabilizar cuidadosamente as fraturas de extremidades usando talas específicas de imobilização.
ESQUEMA DE DECISÃO DE TRIAGEM NA CENA
· Etapa I – critérios fisiológicos: inclui alterações no estado mental, hipotensão e anormalidades respiratórias. Esses critérios comprovaram ter melhor associação com um ISS > 16.
· Etapa II – critérios anatômicos: descobertas anatômicas que podem estar associadas a uma lesão grave.
· Etapa III – mecanismo do trauma (cinemática)
· Etapa IV – considerações especiais: fatores que estão presentes e são agravantes do caso. Idade avançada, uso de anticoagulantes, presença de queimaduras, gestação.
- Os doentes com critérios fisiológicos ou anatômicos devem ser transportados para o nível mais alto de atendimento traumatológico disponível na região, enquanto que aqueles que atendem às etapas III ou IV devem ser encaminhados para o centro de trauma mais próximo, embora não de nível mais alto.
AVALIAÇÃO DAS VIAS AÉREAS E VENTILAÇÃO
- Se o pct está alerta e conversando, deduz-se que o mesmo tem uma via aérea aberta e permeável. Porém, quando o pct tem rebaixamento do nível de consciência (RNC), é essencial realizar uma avaliação completa da via aérea antes de prosseguir para outras avaliações.
· Posicionamento do pct e de sua via aérea
- Pcts em decúbito dorsal com RNC apresentam maior risco de obstrução da via aérea reavaliar constantemente pcts com RNC para obstrução de via aérea + colocar dispositivo auxiliar para assegurar sua abertura.
· Ruídos das vias aéreas superiores
- Nunca são um bom sinal.
- Normalmente resultam de uma obstrução parcial da via aérea causada pela língua, sangue, corpos estranhos ou edema nas vias aéreas superiores.
· Avaliar obstruções
- Olhar dentro da boca do pct procurando por corpos estranhos ou quaisquer malformações anatômicas grosseiras.
- Remover quaisquer corpos estranhos encontrados.
· Elevação do tórax
- Elevação limitada do tórax, uso dos músculos acessórios e a aparência de esforço excessivo para respirar devem levantar a suspeita de comprometimento da via aérea.
- Elevação assimétrica do tórax pode significar a presença de pneumotórax.
TÉCNICAS DE MANUTENÇÃO DAS VIAS AÉREAS
· MANUAL
- Não há contraindicações a essas técnicas.
- Enquadram-se nessa categoria o posicionamento e limpeza manual da via aérea.
- Qualquer manobra que tracione a mandíbula para a frente irá puxar a língua, liberando a hipofaringe.
· Tração da mandíbula (Jaw-Thrust): a mandíbula é tracionada para a frente, colocando-se os polegares em cada zigoma (osso malar), os dedos indicadores e médio na mandíbula e, no mesmo ângulo, projetando a mandíbula para a frente.
· Elevação do mento (Chin-lift): o mento e os incisivos inferiores são agarrados e levantados para projetar a mandíbula para a frente.
· DISPOSITIVOS SIMPLES
- Utilizados quando as manobras manuais de via aérea não são bem-sucedidas ou quando é necessária a manutenção contínua de uma via aérea.
· Cânula orofaríngea (COF): contraindicada para pcts inconscientes ou semiconscientes.
· Cânula nasofaríngea (CNF)
· VIAS AÉREAS COMPLEXAS
· Dispositivos supraglóticos
- São também uma alternativa útil quando as tentativas de intubação endotraqueal falham, mesmo quando foi tentada uma sequência de intubação rápida, ou quando, após uma avaliação cuidadosa da via aérea, o socorrista pré-hospitalar avalia que a chance de colocação bem-sucedida é maior do que a intubação endotraqueal.
· Indicações: pct vítima de trauma inconsciente, sem reflexo de vômito e apneico ou ventilando a uma FR < 10 irpm.
· Contraindicações:
· Reflexo de vômito preservado
· Refeição recente (sem jejum)
· Doença esofágica conhecida
· Ingestão recente de substâncias cáusticas
· Intubação endotraqueal
· Indicações:
· Pct incapaz de proteger a via aérea
· Pct com problema de oxigenação significativa, necessitando de administração de altas concentrações de O2
· Pct com insuficiência respiratória importante, com necessidade de ventilação assistida
· Cricotireoitomia por punção
- Utiliza-se uma agulha ou cateter venoso com agulha de metal posicionado via percutânea.
- Não promove uma ventilação adequada por um longo período de tempo é uma medida temporária (por até 30 minutos), ou seja, até que uma via aérea definitiva possa ser obtida.
· Indicação:
· Quando todos os outros métodos alternativos de tratamento da via aérea falharam ou não podem ser realizados e o pct não pode ser ventilado com o dispositivo de máscara com válvula e balão.
· Contraindicações:
· Treinamento insuficiente
· Falta de equipamento apropriado
· Capacidade de assegurar a via aérea com outra técnica ou capacidade de ventilar manualmente com dispositivo de máscara com válvula e balão.
· Cricotireoidotomia cirúrgica
- Último recurso no tto pré-hospitalar de via aérea.
- É realizada incisão cirúrgica na membrana cricotireoidea (entre a cartilagem tireóidea e cricoide).
· Indicação:
· Trauma grave no terço médio da face, impedindo o uso de um dispositivo de máscara com válvula e balão
· Incapacidade de controlar a via aérea utilizando manobras menos invasivas
· Hemorragia traqueobrônquica em andamento
· Contraindicações:
· Qualquer pct que possa ser intubado com segurança, por via oral ou nasal
· Pcts com lesões laringotraqueais
· Crianças < 10 anos
· Pcts com doença larínge aguda traumática ou infecciosa
· Treinamento insuficiente