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Saúde pública

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Saúde pública 
“É a ciência e a arte de evitar doenças, prolongar a vida e desenvolver a saúde física mental e a 
eficiência, através de esforços organizados da comunidade, para o saneamento do meio 
ambiente, o controle de infecções na comunidade, a organização de médicos e paramédicos para 
diagnóstico precoce e o tratamento preventivo de doença, e o aperfeiçoamento da máquina social 
que irá assegurar a cada indivíduo, dentro da comunidade, um padrão de vida adequado à 
manutenção da saúde.” (Winslow) 
Eixos para atuação: 
1. Prevenção das Doenças não infecciosas; 
2. Prevenção das Doenças Infecciosas; 
3. Melhoria da Atenção; 
4. Reabilitação. 
A saúde é o estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de 
doença. A doença é a alteração ou desvio do estado de equilíbrio de um indivíduo com o meio. 
Os modelos de explicação do processo saúde-doença: 
Para explicar a ocorrência da doença são utilizados modelos que representam as relações e os 
fatores envolvidos na sua produção. 
Modelo Biológico: centrado nas alterações das estruturas e funcionamento do corpo; 
Modelo Processual: considera as relações mais amplas com o meio ambiente, incluindo as 
relações sociais. 
História natural da doença: 
Considera a interação, o relacionamento e o condicionamento de três elementos fundamentais da 
chamada „tríade ecológica‟: o ambiente, o agente e o hospedeiro. A doença seria resultante de 
um desequilíbrio nas auto regulações existentes no sistema. 
1. Período de Pré-Patogênese: 
É o primeiro período da história natural: é a própria evolução das inter-relações dinâmicas, que 
envolvem, de um lado, os condicionantes sociais e ambientais e, do outro, os fatores próprios do 
suscetível, até que se chegue a uma configuração favorável á instalação da doença. 
2. Período de Patogênese: 
A história natural da doença tem seguimento com a sua implantação e evolução no homem. É o 
período da patogênese. Este período se inicia com as primeiras ações que os agentes 
patogênicos exercem sobre o ser afetado. Seguem-se as perturbações bioquímicas em nível 
celular, continuam com as perturbações na forma e na função, evoluindo para defeitos 
permanentes, cronicidade, morte ou cura. 
 
 
Prevenção primária: promoção de saúde (moradia adequada, alimentação); proteção específica 
(imunização, controle de vetores, higiene pessoal). 
Prevenção secundária: diagnóstico precoce (exames periódicos); limitação da incapacidade 
(evitar sequelas); 
Prevenção terciária: reabilitação, fisioterapia, terapia ocupacional, emprego para o reabilitado. 
Doença emergente: doença nova, desconhecida pela população; 
Doença reemergente: já conhecidas e que foram controladas, mas voltaram a apresentar 
ameaça para a saúde humana. 
Princípios do SUS: 
O princípio da Universalidade: Segundo esse princípio a saúde é um direito de todos e um 
dever do Estado. Para que o SUS venha a ser universal é preciso se desencadear um processo 
de universalização, isto é, um processo de extensão de cobertura dos serviços, de modo que 
venham, paulatinamente, a se tornar acessíveis a toda a população. Para isso, é preciso eliminar 
barreiras jurídicas, econômicas, culturais e sociais que se interpõem entre a população e os 
serviços. 
O princípio da Equidade: É assegurar ações e serviços de todos os níveis de acordo com a 
complexidade que cada caso requeira. Todo cidadão é igual perante ao SUS e será atendido 
conforme suas necessidades. 
O princípio da Integralidade: O princípio da integralidade significa considerar a pessoa como 
um todo, atendendo a todas as suas necessidades. 
Diretrizes do SUS: 
Regionalização e Hierarquização: Os serviços devem ser organizados em níveis de 
complexidade tecnológica crescente, dispostos numa área geográfica delimitada e com a 
definição da população a ser atendida. 
Resolubilidade: É a exigência de que, quando um indivíduo busca o atendimento ou quando 
surge um problema de impacto coletivo sobre a saúde, o serviço correspondente esteja 
capacitado para enfrentá-lo e resolvê-lo até o nível da sua competência. 
Descentralização: É entendida como uma redistribuição das responsabilidades quanto às ações 
e serviços de saúde entre os vários níveis de governo, a partir da ideia de que quanto mais perto 
do fato a decisão for tomada, mais chance haverá de acerto. 
Participação da População: é a garantia constitucional de que a população, através de suas 
entidades representativas, participará do processo de formulação das políticas de saúde e do 
controle da sua execução, em todos os níveis, desde o federal até o local.