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Saúde Ambiental

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· Água de poços: artesianos, semi-artesianos.
· Águas meteóricas: cisternas que aproveitam águas de chuva.
	O abastecimento de água pode ser classificado como:
· Sistema de abastecimento de água (recomendável pela OMS), que consiste na implantação de estação de tratamento.
· Solução alternativa que pode ser individual (domicílios residenciais com uma única família utilizando poços e cisternas) ou coletiva (disponível para vários domicílios).
Sistema de abastecimento de água para consumo humano (SAA)
	É definido como conjunto de infraestruturas, obras, materiais e equipamentos, desde a zona de captação até as ligações prediais, destinado à produção e fornecimento de água potável, por meio de rede de distribuição.
No geral o SAA é composto de várias unidades: captação. Adução, tratamento, reservação, distribuição. 
1) Captação: limitado a água superficial, conjunto de dispositivos construídos no manancial para fazer a retirada da água.
2) Adução: transporte da água retirada através de conjunto de tubulações (adutoras) até a estação de tratamento.
3) Tratamento: melhora as características organolépticas, físicas, químicas e microbiológicas da água afim de torna-la própria para consumo humano.
4) Reservação: reservatórios com a finalidade de garantir o abastecimento de água tratada para a população. 
5) Distribuição: condução para todas as residências.
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Figura 2 Sistema de abastecimento de água
	O SAA é recomendado para centros urbanizados, e é a opção mais econômica e a melhor sob o ponto de vista sanitário (empresa controla a qualidade de água). Em algumas áreas periféricas as soluções alternativas individuais podem ser consideradas. 
	Toda água para abastecimento da população deve ser tratada para transformar a água bruta (consumo impróprio) em água potável. As características necessárias para a água ser considerada potável é normalizada na Portaria nº5/2017. 
	Do ponto de vista tecnológico a água de qualquer qualidade, em princípio, pode ser transformada em água potável, porém os custos envolvidos em alguns casos podem inviabilizar o uso. A qualidade físico-química e microbiológica da água obtida no manancial que define o método de tratamento. 
Tratamento simplificado 
 Normalmente é utilizado para águas subterrêneas que possuem um nível de pureza maior. Também é recomendável para pequenos municípios onde o nível de poluição é baixo. Emprega filtros, processo de desinfecção, fluoretação e correção de pH.
Tratamento convencional
 É o tratamento adotado na maior parte das estações, neste processo a água passa pela etapa de captação, tratamento e distribuição. 
Figura 3 Tratamento convencional
	O tratamento convencional é divido nas seguintes etapas: coagulação, floculação, decantação, filtração, desinfecção, correção do pH, e fluoretação. Nessas etapas o tratamento é baseado na adição de produtos químicos;
1) Coagulação: As águas de superfícies geralmente possuem cor e turbidez, e a adição de agentes coagulantes removem as partículas de suspensão e materiais coloidais para remover essas partículas responsáveis pela coloração e turbidez da água. Junto com o agente coagulante podem ser adicionados cloro agentes alcalinizantes para ajustar o pH da água. O principal agente coagulante é o sulfato de alumínio devido ao menor custo, quando ele é adicionado a água é agitada para desestabilizar eletricamente as partículas de sujeira e junta-las formando um precipitado gelatinoso (coágulo, ou floco). 
2) Floculação: diminuição da velocidade do agitador para formar coágulos maiores. Assim tem-se a remoção de cor, carga orgânica, organismos patogênicos passíveis de coagulação, eliminação de substância que conferem sabor e odor, entre outros. 	
3) Decantação: processo de separação física das partículas em suspensão, clarificando a água e reduzindo grande porcentagem das impurezas. A água fica parada no tanque de decantação de 3 a 4h, este tanque possui formato afunilado e permite que os flocos formados se deposite no fundo do tanque de decantação.
4) Filtração: a água passa por filtros de cascalho, areia e/ou carvão ativado para que o material que não foi eliminado nos processos anteriores seja retido no meio poroso. O carvão ativado permite também a remoção de sabor desagradável e odores. 
5) Desinfecção: eliminação de todos os micro-organismos. Essa fase pode ser realizada por métodos físicos (calor e radiação solar) e químicos (produtos químicos mineirais, sintéticos ou naturais). 
Radiação ultravioleta: método físico que atinge os ácidos nucleicos para inativar vírus e bactérias. O método utiliza lâmpadas especiais e a desvantagem do método é o alto custo da manutenção.
Cloro: método de desinfecção química, age sobre a maioria dos micro-organismos e não é nocivo na dosagem para desinfecção. É o método mais utilizado por ser o mais econômico.
Ozônio: desinfetante poderoso, deixa um sabor diferenciado, operação difícil e não tem ação residual como o cloro.
Iodo e prata: desinfeta a água rapidamente, porém é um produto caro.
Cloro
	O cloro é o mais importante dentre todos os elementos utilizados na desinfecção, também é utilizado em outras etapas para eliminar odores e sabores, diminuir a intensidade da cor, auxiliar no combate à proliferação de algas, colabora na coagulação e eliminação de matérias orgânicas. Ele também não altera outras qualidades da água, não requer operação complexa, e ainda mantém um residual ativo na água (ação contínua mesmo depois da aplicação), o que é extremamente importante para passar por tubulações não estéreis.
6) Correção do pH: feito com hidróxido de cálcio para alcalinizar a água, evitando que a água corroa a tubulação. 
7) Fluoretação: não é considerado como tratamento de água, e sim um aditivo. Passou a ser obrigatória a partir de 1974, é uma medida preventiva que reduz a prevalência de cárie na população sob exposição continua a esta agua. Presente em concentrações de 0,7 a 1,2mg/L dependendo da temperatura de cada localidade, pois a ingestão de água está relacionada a temperatura de água, isto é, em regiões mais quente a tendência de que as pessoas tomem mais água e a quantidade do flúor na água pode ser menor para evitar a toxicidade. Existe o controle dos níveis de flúor no manancial e dentro da estação de tratamento, também existe a vigilância nos domicílios (heterocontrole) feita por instituições do estado para fiscalização. 
Figura 4 Estação de tratamento de água
Monitoramento da qualidade da água
	O controle da qualidade é feito pela empresa responsável pela produção e distribuição da água potável, analisando a agua in natura, decantada, filtratada, tratada e em pontos de rede vulneráveis.
Riscos associados a um tratamento/ armazenamento ineficiente
	Uma água sem qualidade pode comprometer diversas operações em laboratórios, clínicas ou indústrias, podendo contaminar vidrarias, meios de cultura, soluções, medicamentos, equipamentos, etc. 
Água para consumo humano
	A água que abastece a cidade é proveniente de mananciais (fonte hidríca de água superficial ou subterrânea) , as represas utilizadas tem a finalidade de acumular água, portanto toda água utilizada é proveniente do meio ambiente, devido a isso a saúde da população está intimamente ligada à saúde ambiental. Uma das atividades das empresas de tratamento é a proteção do manancial.
 	Garantir à população em quantidade e qualidade o suficiente é uma atribuição do Sistema Único de Saúde, o qual estruturou uma área chamada Vigilância em Saúde para atender as demandas, essa vigilância é um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores condicionantes e determinantes de saúde, com a finalidade de recomendar e adotar medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. É subcategorizada em varias áreas, como por exemplo, vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental, esta tendo sendo criada nos anos 2000 (lei 8080) e operacionada em 2005. 
	O subsistema Nacional de Vigilãncia Ambiental (SINVISA) definido conjunto de ações e serviços