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Saúde Ambiental

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prestados por órgãos públicos e privados, relativos a vigilância em saúde ambiental. Ele coordena as ações no âmbito nacional e é divididos em três áreas que são coordenadas pela CGVAM. 
· VIGIPEQ: contaminantes químicos no solo e no ar.
· VIGIAGUA: qualidade da água
· VIGIDESASTRES: desastres naturais associados a mudanças climáticas, fatores físicos e produtos perigosos.
	Nos municípios a vigilância ambiental pode ser bastante diferenciada, podendo ser realizada pela vigilância sanitária. 
VIGIAGUA
	O Programa de Vigilância da Qualidade da água para consumo humano tem como objetivo realizar a vigilância nas formas de abastecimento (sistema, solução individual e solução coletiva). Manter um alto nível de qualidade é essencial para saúde humana, no Brasil a normativa que define os parâmetros de potabilidade é a Portaria de Consolidação nº5. (CAP V., sessão II).
	A avaliação do padrão de qualidade parte da determinação da quantidade de certas substâncias na água. No brasil há três padrões de potabilidade:
· Microbiológico: presença de microrganismos na água, tais como bactérias, enterovírus, protozoários, giárdia, cianobactérias e cianotoxinas.
· Físico-químico: características físicas e químicas da água, como por exemplo, turbidez e a presença de substâncias orgânicas ou inorgânicas, agrotóxicos, desinfetantes e radioatividade.
· Organoléptico: referente à cor, odor e sabor, que podem ser alterados em casos de contaminação.
	Apesar de a portaria estabelecer que o controle fosse feito pela empresa que faz o tratamento, cabe também às autoridades de saúde pública a missão de fiscalizar a qualidade ofertada por essas empresas.
Definições importantes da portaria
· Água para consumo humano: água potável destinada a ingestão, preparo de alimentos e higiene pessoal, independente de sua origem.
· Água potável: atende o padrão de potabilidade e não oferece risco a saúde.
· Padrão de potabilidade: conjunto de valores permitidos como parâmetro da qualidade da água para consumo.
Parâmetro microbiológico
	A água potável não deve conter microrganismos patogênicos e deve estar livre de bactérias (vírus, protozoários, bactérias, protozoários e helmintos) indicadoras de contaminação fecal.
	Como indicadoras de contaminação fecal são eleitas como bactérias de referência as do grupo coliforme, cujo principal representante é a Escherichia coli, essa bactéria é facilmente encontrada nas fezes de animais de sague quente, facilmente detectáveis e quantificáveis por técnicas simples e de baixo custo, a sua concentração na água possui relação direta com o grau de contaminação fecal, tem maior tempo de sobrevivência na água e maior resistência aos agentes tensoativos e desinfetantes (caso ela tenha sido destruída podemos supor que as de menor resistência também foram). Quando forem detectados indícios de contaminação fecal, devem ser adotadas ações corretivas e novas amostras devem ser coletadas até o resultado ser negativo. 
	A portaria de consolidação estabelece que deve haver ausência de Coliformes totais associadas a decomposição de matéria orgânica (Escherichia, Citrobacter, Klebsiella e Enterobacter), ausência de Coliformes termotolerantes indicadores de contaminação fecal (Escherichia coli), e contagem de bactérias heterotróficas que servem como parâmetro para avaliar a integridade do sistema de distribuição.
Padrão orgaléptico de potabilidade
	Avaliação de parâmetros que são capazes de promover estímulos sensoriais que afetam a aceitação para consumo humano, mas que não necessariamente implicam risco à saúde. A portaria estabelece alguns parâmetros para serem investigados, tais como: concentração de alumínio, concentração de amônia, cor aparente, presença de cloreto, turbidez, presença de ferro, etc. A padronização é realizada pelo VMP (valor máximo permitido). 
Padrão físico químico de potabilidade
	A portaria estabelece um limite na concentação de substâncias orgânicas e inorgânicas, agrotóxicos e desinfetantes (como por exemplo, o cloro adicionado durante o tratamento e os produtos secundários originados na desinfecção como o trialometano), , e radioatividade (Radio 226 e radio 228 – associados com a captação da água do subsolo em locais onde existem depósito de elementos radioativos). As análises muitas vezes são realizadas com menor periodicidade dependendo do item estabelecido. Existem mais de 500 substâncias tóxicas que não são pesquisadas porque a legislação não exige.
	O objetivo do tratamento da água é remover microrganismos e impurezas, o tratamento clássico com adição de químicos não conseguem eliminar esses elementos , seria necessário tecnologias mais avançadas com filtros específicos para reduzir a presença . Existem mais de 500 substâncias tóxicas que não são pesquisadas porque a legislação não exige.
SISAGUA
	Banco de dados do VIGIÁGUA que armazena informações cadastrais provenientes dos prestadores de serviços e da vigilância. Existem 3 tipos de perfil que possuem acesso ao sistema: Perfil Vigiagua (profissionais que atuam no programa nacional de vigilância), Perfil Empresa (profissionais das empresas prestadoras de serviço) e Perfil Consulta (profissionais que atuam em áreas afins da vigilância).
	
Coleta de amostras de água para análise de parâmetros de potabilidade
	A coleta da amostra é um dos passos mais importantes para a avaliação da qualidade da água, por isso, é essencial que a amostragem seja realizada com precaução e técnica para evitar as fontes de contaminação. 
	Existem alguns critérios para definir locais de coleta, como por exemplo, a distribuição geográfica (ex: coleta de amostras próximas ao final e ao início de uma rede de distribuição) e locais estratégicos (Ex: coleta em áreas povoadas por pessoas em situações precárias, áreas próximas a pontos de poluição, hospitais). 
	A forma de atuação da vigilância apresenta duas abordagens:
· Caráter preventivo e rotineiro – avaliação contínua afim de detectar risco, é realizada de forma sistemática e permanente.
· Caráter investigativo – buscar informações sobre a qualidade da água em casos de eventos comprometedores, como por exemplo, acidentes e surtos associados a doenças de transmissão hidríca. 
Etapas de organização das atividades para a coleta
1. Planejamento: Etapa onde se realiza o planejamento de todas as atividades. Esta etapa segue os seguintes passos:
· Identificar laboratório de referência
· Definir o roteiro para coleta
· Selecionar pontos de amostragem
· Definir análises que serão realizadas em campo e posteriormente.
· Como será feito o deslocamento até o local
2. Infraestrutura: separar o material que será utilizado para coleta das amostras. 
· Equipamentos de proteção individual (dependem do local onde vai coletar)
· Fracos de coleta
· Material para fazer anotações
· Ficha de coleta
· Álcool
· Swab
· Algodão
· Etiquetas
· Rótulos
· Termômetro
· Equipamento de campo calibrado (dosagem de cloro, phmetro)
· Papel
· Local para descartar resíduo
· Caixa térmica, gelo e suporte para armazenara amostras 
3- Operacional: coletar as amostras. Se identificar e pedir autorização para o morador antes de realizar as coletas.
· Primeiro ponto de água: normalmente em frente as residências.
· É necessário levar rótulos para identificar frascos e bolsas: município, endereço, número de amostras, local da coleta, data, hora, sistema de abastecimento ou solução alternativa, responsável pela coleta e telefone de contato. Isso permite a rastreabilidade da amostra.
· Ficha de coleta com registro de todas as amostras coletadas no período, e resultado de análises de campo (cloro e pH).
· Higienizar a torneira: álcool 70 ou hipoclorito 2,5%, swab (interior da torneira) e algodão (exterior).
· Abertura da torneira em jato forte, deixar a água escorrer por um período de 2 a 3 minutos para eliminar possíveis resíduos do agente desinfetante utilizado. 
· Coleta para análise microbiológica – normalmente é a primeira coleta para evitar risco de contaminação com frascos ou amostradores não estéreis.
· Coleta para análise físico-química.