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Tecno_Soldadura_Cap1

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restrições existentes. 
Tabela 1 - Classificação dos processos de soldadura segundo o estado dos materiais de base e de adição. 
Líquido/Líquido 	. 
Fusão 
Sólido/Lí uido 
Brasagem / Soldobrasagem 
Sólido/Sndo 
Pressão 
Elétrodo Revestido Brasagem Fraca 
Explosão 
MIG - MAG Brasagem Forte 
Difusão 
Fios Fluxados 
Fricção 
Ultrassons 
TIG 
Pressão a Frio 
Plasma 
Rolamento 
Arco Submerso 
Indentação 
Resistência 
Pressão com Chama 
Oxiacetilénica 
Forja gem 
Eletroescória 
Estampagem 
Eletrogás 
Laser 
Feixe de Eletrões 
Tabela 4 - Adequabilidade dos processos de soldadura a cada uma das ligas metálicas mais usuais 
(Adaptado de AVV.5 - Welding Processes, Vol. 2). 
PROCESSOS DE SOL DAD 
O 
O 
MATERIAIS 
LU 
—J 
EL
É
T
R
O
 
-É5 F 
O
X
I 
FE
IX
E 
A
R
 
S Aço ao Carbono s 	s S 	S 	S 
No entanto, os processos de soldadura também se podem classificar segundo o modo de proteção da soldadura 
durante a sua realização. Isso mesmo pode ser observado na tabela seguinte: 
6-19 S 	S 
>19 S S 
II <3 	S 	S 
Tabela 2 - Classificação dos processos de soldadura segundo o modo de proteção da soldadura. 3-6 	S 	S Aço de Baixa Liga S 	S 	S 
6-19 S S S 
S 
114reçãOIM 	 Sem Proteção >19 S S ão Qaso.$ 5 	S 
<3 	S 	S Gás + Escória Escória S 	S Gás ou Mistura Gasosa 
illAço Inoxidável 3-6 	S 	S Resistência 
Fricção 
Fio Fluxado S Elétrodo Revestido S 	S 	S MIG - MAG 
6-19 S S S 
	 >19 
S 	S 
Arco Submerso TIC 
F
R
A
N
C
IS
C
O
 J
. G
. 
Laser 
<3 
3-6 	S 
Plasma 
Feixe de Eletrões 
Ferro Fundido 
6-19 	s S 	s 
V
A
 
A soldadura poderá também ser classificada segundo a fonte de energia necessária para a fusão do material 
adição e do material de base (quando aplicável). Essa classificação está patente na tabela seguinte. 
>19 S s 
<3 
e suas ligas 	3-6 
6-19 5 S 	5 Tabela 3 - Classificação dos processos de soldadura segundo a fonte de calor utilizada. 
>19 	5 
<3 
3-6 	S 
6-19 	S 
>19 	s 
Oxi - Acetilénica S 	S Elétrodo Revestido 
Brasagem Forte S 	S MIG MAG 
<3 S 	S Fio Fluxado 
3-6 S 	S TIG 
6-19 	s 
>19 	s 
S 	S 
S 	S 
Arco Submerso 
Plasma 
Resistência 
619 Laser 
S 	S 	S >1 9 Feixe de Eletrões 
S 	S 	S 
Brasagem Fraca 
T
E
C
N
O
LO
G
IA
 D
A
 S
O
L
D
A
D
U
R
A
 
FR
A
N
C
IS
C
O
 J
. G
. S
IL
V
A
 
a 
1.4. Nomenclatura usada na soldadura 
Para uma correta abordagem à soldadura, é necessário, primeiramente, dominar o vocabulário mais correntemente 
utilizado quando se trata desta matéria. Com 
 o objetivo de dar a conhecer a terminologia mais comum relativa às juntas 
soldadas, são mostradas seguidamente algumas figuras, onde estão indicadas a nomenclatura habitualmente utilizada 
e as abreviaturas normalmente usadas, assim como a zona a que correspondem numa junta. 
Material de base 
Figura 5- 
 Conceito de material de base e material de adição. 
Um dos conceitos básicos em soldadura é saber a que se refere o material de base e o material de adição. Basicamente
, 
o 
MATERIAL DE BASE são os componentes que queremos soldar, enquanto o MATERIAL DE ADIÇÃO é a porção 
de 
elétrodo ou fio fundido depositado na junta, responsável por promover a ligação. 
Relativamente à junta propriamente dita, deveremos considerar a figura seguinte para atendermos à terminologi
a 
normalmente utilizada. 
Le enda chanfro emY 
Daqui para diante, esta nomenclatura será correntemente utilizada, pelo que lhe deverá ser dada a atenção devida. 
Na Fig ura 6 poderá ser vista, em representação esquemática, uma junta correspondente a duas chapas ou barras que se 
pretendem unir. Neste caso, devido à sua espessura (indicada pela letra "e"), foi efetuada uma preparação prévia, através 
da realização de chanfros correspondentes a parte da sua espessura e em ambos os componentes a ligar. A conjugação 
da abertura de cada um dos lados do chanfro dá origem a uma dada abertura, a que se designa por ÂNGULO ou 
ABERTURA DO CHANFRO e é expressa em graus. Se considerássemos apenas o ângulo correspondente a um dos lados 
(o ângulo de abertura poderá diferir de um lado para o outro), designaríamos por ÂNGULO DE BISEL (13). Nas juntas onde 
a 
soldadura vai ser realizada na horizontal, é comum o ângulo de bisel da peça inferior ser menor do que o da peça 
superior, para suportar melhor o metal fundido sem que haja lugar a escorrimentos. Um exemplo disso mesmo poderá 
ser observado na representação esquemática da Figura 7, onde poderemos observar diferentes ângulos de bisel numa 
mesma junta, para soldadura na horizontal. A figura deverá ainda ser aproveitada para observar o efeito de uma Cobre-
-junta numa soldadura. Esta Cobre-junta vai permitir a passagem da corrente de igual forma pelos dois componentes 
a soldar, auxiliar na dissipação do calor gerado naquela zona e impedir a passagem do material de adição fundido para 
o lado contrário àquele por onde está a ser efetuada a soldadura, melhorando significativamente a realização da junta 
e incrementando a qualidade da mesma. 
35. 
8 mm 
100 
Cobre-junta 
ti 
CS 
e 	Espessura da peça/ 
material de base 
zta Zona termicamente ai 
zl Zona de ligação 
zf 	Zona de fusão 
cs Cordão de soldadur
a 
r 	Raiz 
f 	Folga 
t Talão 
a 	
Angulo do chanfro 
(3 	
Angulo de bisel 
Figura 6- 
 Representação esquemática de uma junta soldada e respetiva nomenclatura. 
 
Cobre-junta 
 
4 mm 
Folga 
estreita 
com passe 
simples de 
raiz 
Folga larga 
com passe 
triplo de 
raiz 
Figura 7 - Representação esquemática de uma junta soldada com ângulos de bisel diferentes 
(Soldadura MIG-MAG em chapas de Aço com 16 mm de espessura e fio de material de adição de 1.6 mm de diâmetro). 
de :laotriveatmriaenreteguàlapor.eparação, e porque o chanfro é apenas Parcial (em „y„), verifica-se a existência de uma 
zona neutra no 
d
fu
es
n
i
d
g
o
na
d j
e
unta, na qual, aparentemente, não foi realizado trabalho de preparação. Esta zona designa-se normatmente por 
TALÀO (t) e é expressa em milímetros. O TALÃO corresponde à parte da espessura do material que nãofoi 
afetada pelo chanfro. A 
altura do TALÃO somada à altura do chanfro, deverá ser igual à espessura do material (em 
Stner esPecificada uma
di st i
d
n
e
g
t 
u
e 
i 
 r
r 
 n - 1 i n a d a distância entre os componentes a soldar no momento da pingagem e soldadura, 
componentes a 
soldar (normalmente, na zona designada por RAIZ DA SOLDADURA). Se está consignado Os co
txr:po
posniceintes serão soldados apenas de um dós lados (normalmente espessuras comedidas), o lado 
por FOLGA (f), sendo expressa em milímetros e considerada entre os dois pontos mais 
Pel(f)olguaael nsteree 
onamento 
dos componentes aquando da pingagem. Atendendo ao cordão de soldadura 
de 
fe
n
tl
e
o
n,
:o
c
r
i
-ic
u
lão é designado por RAIZ DA SOLDADURA (r). Em alguns casos, poderá 
duas 
zonas: o CORDÃO DE SOLDADURA (cs) propriamente dito, que corresponde ao 
da junta e entretanto ocupado pelo material de adição, e a ZONA FUNDIDA (zf) 
com
ponentes a soldar, sendo especificada com rigor noutros, o que implicará um 
you
Pela Prepaorasçcãoom 
e se envolveu na realização da junta de soldadura, ou seja, o material de 
Junta em"T" Junta de canto Sobreposição 
Junta de canto Sobreposição dupla Junta em ângulo Junta de topo 
com rebordo 
Junta de 
contacto linear 
A largura do cordão (I) traduz a maior largura que é atingida pelo cordão, mesmo que se verifique de forma pontual. 
As juntas anteriormente referidas poderão assumir diferentes configurações, dependendo da forma como o 
projetista idealizou a junta, dos cálculos que efetuou e da função da própria junta, ou seja, do tipo de solicitações a que 
vai estar sujeita. Na Figura 9 poderão ser observados alguns dos muitos tipos de junta que poderão ser considerados 
ern soldadura. 
adição e parte do material de base que se fundiu e se misturou com o material de adição. A ZONA DE LIGAÇÃO (z1) 
corresponde a uma fronteira