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Tecno_Soldadura_Cap1

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virtual de separação entre o material de base e o material de adição, ou seja, à linha definida 
pelo contorno do material de base, depois da preparação e antes da realização da junta. 
Dependendo do comportamento do material de base e dos parâmetros de soldadura usados, existe, em grande 
parte dos casos, uma zona afetada pelo calor desenvolvido no processo, que é normalmente designada por ZONA 
TERMICAMENTE AFETADA (HA). Esta zona, mais ou menos extensa, dependendo do comportamento acima referido, 
corresponde a uma parte do material de base onde, devido ao ciclo térmico imposto na soldadura (aquecimento seguido 
de arrefecimento), 
 a estrutura mudou de propriedades, apresentando normalmente alguma degradação de propriedades 
mecânicas. É normalmente por esta zona, quando existe de facto, que grande parte das roturas tem lugar. As análises 
metalográficas (destrutivas) deixam normalmente bem patente qual a extensão desta zona (mais grave junto do cordão de 
soldadura), enquanto uma análise do perfil de dureza ao longo da secção do cordão e zonas adjacentes, permite averiguar 
a extensão dos danos provocados pelo ciclo térmico. Nos aços mais comuns, verifica-se normalmente uma dureza no 
cordão compatível com a dureza normal do material de base (não afetado), enquanto na ZONATERMICAMENTE AFETADA 
se nota uma subida notória da dureza, com a correspondente perda de ductilidade e tenacidade. 
No entanto, este fenómeno não se pode considerar como transversal a todos os aços, pois novas categorias de aços 
de alta resistência e determinados aços inoxidáveis apresentam geralmente zonas termicamente afetadas com sinais 
de amaciamento, apresentando valores de dureza inferiores nestas zonas relativamente à dureza do material de base 
Precisamos ainda de definir geometricamente o cordão. Para tal, devemos observar a figura seguinte e perceber que foi ligado. 
as diferentes variáveis aí presentes, as quais são de vital importância na caracterização do cordão, assim como na 
interpretação da simbologia referida pelo projetista para as juntas soldadas. 
Figura 8 - 
 Nomenclatura usada na definição geométrica dos cordões de soldadura. 
ep k) C0 
A penetração (p) é um fator extremamente importante na soldadura e define a profundidade atingida 
na junta, tendo como referência a superfície do material de base. Quando referimos a necessidade de penetr 
 
total, queremos dizer que o cordão deverá atravessar toda a secção reta do material de base, no local da iol
lta.
te 
 
fator é referido de forma frequente na simbologia de soldadura, pois, entre outros, caracteriza a secção 
 resister' 
junta soldada. É também um fator crítico na operação, pois não raramente se verificam defeitos designa dos P
c)
Liri,
( 
de penetração", os quais se referem ao facto do cordão não ter atravessado convenientemente toda 
a esPe55 
material, 
ou não ter atingido a profundidade devida, quando a penetração é parcial, situação que é comum 
 Oa 
soldadas chapas espessas e a soldadura é efetuada de ambos os lados. 
Juntas com fraca acessibilidade ou inabilidade do operador, entre vários outros fatores, poderão i9ualn 
problemas de penetração. 
A altura do cordão (r) é medida como a altura que excede a superfície do material de base, e 
	c °rrl° na-o 
total do cordão. No fundo, traduz apenas o excesso de material que está presente na junta, Para 
 iá da 
material de base. 
iPos de Junta, conforme o 
indicado na Figura 10. 
Figura 9 - 
 Representação esquemática 
e nomenclatura referente a alguns dos tipos mais comuns de junta de soldadura. 
preparação que pode ser realizada, e que será tratada mais 
Atendendo à 
4111MP• 	
adiante, poderemos ainda ter diferentes 
Junta em canto 
Corn rebordo 
Junta em "T" 
com rebordo 
Soldadura topo-a-topo 
EDIC3 11= E i1C1 Chanfro em "V" 
Junta em costura 
com engate plano 
Junta em 
Sobreposição 
Chanfro em "X" 
Junta em fundo 
com rebordo 
Junta em canto 
com rebordo 
0 
Chanfro em "U" 
Sobreposição 
com reforço 
Junta em fundo 
com rebordo 
Duplo"U" 
Soldadura em "T" 
SI Preparação Bisel Simples 
Duplo Bisel "J" Simples 
 Duplo "i" 
Soldadura de sobreposição 
Ao teto: PE/4G Ao baixo: PA/16 Horizontal: PC/2G Vertical ascendente: PF/3G 	Vertical descendente: PG/313 
Soldaduras em fillet de chapas ou barras 
Vertical descendente: PG/3F 
$ 
Soldadura topo-a-topo de tubos 
FR
A
N
C
IS
C
O
 J
. G
. 
44 
Ao batxo PA/1F 
rnr". 
Horizontal: PB/2F Ao teto: PD/4F Vertical ascendente: PF/3F 
TE
C
N
O
LO
G
IA
 D
A
 S
O
LD
A
D
U
R
A
 
Tuboermc.„,„,, 
pv2r 
 U elo0 
Tubo fixo como seu eixo na vertical, 
Soldando ao reto: PD/4F 
Tubo fixo como seu eixo na horizontal, Tubo fixo como seu eixo na horizontal. 
Soldando para clma:PI-V5F 	 Soldando para baixoP1/5F 
Tubo No com o seu eixo na vertical, Tubo fixo com o seu eixo 
na horizontal Tubo fixo como seu eixo na horizontal 	Tubo fixo com o seu eixo a 45° Soldando na horizontal. PC/2G 	Soldando para cima: PH/5G 	 Soldando para baixo: PJ/SG 	 com o plano horizontal, 
Soldando para cima: H-L045/6G 
14°.,"1,1.91.,do um ebto hot t romr1 
S0Idadur e T__1ii fillet de tubos a chapas 
Soldadura topo-a-topo em chapas 
Ta 12 - Representação esquemática das principais posições de soldadura. 
a soldadura se torne bastante mais complicada para o soldador, não só pela posição pouco ergonómica, mas também 
pelo facto do material fundido ceder à gravidade, e ter tendência a sair da junta, nestas condições. 
Assim, soldar ao baixo é a posição mais cómoda e mais fácil para o soldador, pois a ação da gravidade não interfere 
de forma significativa na soldadura, sendo menos um item a controlar no processo. Já quando se solda na horizontal, 
pode até ser cómodo para o soldador, mas o material tem tendência a escorrer para fora da junta, por ação da gravidade, 
obrigando a aumentar a viscosidade do banho de fusão, para que o mesmo fique sob controlo na junta. A posição 
vertical poderá ser entendida de duas formas: ascendente ou descendente. Dependendo de muitos fatores, tais como 
o material de base, material de adição, processo e parâmetros usados, é normalmente mais fácil soldar no sentido 
ascendente do que descendente. Tal como na posição horizontal, o material tem igualmente tendência a escorrer, 
principal fator que contribui para a dificuldade imposta pelo processo nestas posições. 
19
0
10
N
D
31
 
Soldadura de canto 
Soldadura de 
canto com rebordo 
Figura 10 - 
Nomenclatura usada nas juntas mais correntes (Adaptado de vvww.substech.com
). 
A nomenclatura presente nas Figura 9 e Figura 10 pode ainda ser complementada pela apresentada na Figula 
onde é possível observar a aplicação das mesmas em termos mais práticos. 
Figura 11 - 
Representação esquemática e respetiva nomenclatura de algumas juntas em soldadu
ra 
A execução das juntas de soldadura também está subordinada a uma nomenclatura própri
a: A Ilecessis 
efetuar cordões de soldadura em peças por vezes grandes, onde não é a peça que se move para ficar nurra 
r 
ergonómica ao soldador, mas sim o soldador que tem que se moldar às necessidades da peÇa, faz 
c°r° clu 
,r 
.1411111W-A, • 
Raiz do cordão 
de soldadura 
A Figura 12 está complementada com a Figura 422 presente no Apêndice D. 
A posição ao teto 
é, sem dúvida, aquela que apresenta maiores dificuldades de execução, exatamente pelos mesmos 
motivos que foram referidos anteriormente. A dificuldade é tão acentuada que existe uma certificação própria para 
soldadores capazes de efetuar soldaduras nesta posição, a qual é complementar a outra certificação válida para todas 
Convém aqui referir que esta posição, não sendo extremamente comum, poderá ter que ser utilizada em inúmeras 
situações, tais como: construção de navios, estruturas de edifícios, estruturas metálicas de grande porte para movimentação 
as outras posições. 
de cargas em portos de mar, gruas de grandes dimensões, entre muitas outras. Na Figura 13 é