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O obreiro Cristão normal - Watchman Nee

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Watchman Nee 
 
 
 
Digitalizado por Luis Carlos 
 
 
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O OBREIRO CRISTÃO NORMAL 
 
Título do original em inglês: 
THE NORMAL CHRISTIAN WORKER 
 
Copyright © por Hong Kong Church Book Room Ltd. 
Oitava edição cm português— 2001 
 
Traduzido por João Marques Bentes 
 
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução deste livro, no todo 
ou em parte, sem a permissão escrita dos Editores. 
 
EDITORA FIEL da 
Missão Evangélica Literária 
 
 
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12201-970 - São José dos Campos, SP 
 
Embora dirigindo-se àqueles que se atarefam na obra de Deus, 
nestas páginas Watchman Nee fala bem pouco sobre o trabalho — 
antes é acentuado o caráter do obreiro. 
Um homem de Deus apela para homens que desejam ser 
verdadeiros cooperadores de Deus — não super-homens, não homens 
dotados de certa posição cristã; mas homens segundo a norma cristã, 
que através da disciplina foram postos em harmonia com a própria 
natureza de Deus, e que, por essa razão, podem cumprir a vontade de 
Deus quanto ao mundo atual. 
 
 
 
 
ÍNDICE 
 
Prefácio ............................................................................................... 5 
1. Diligente ......................................................................................... 6 
2. Estável ........................................................................................... 14 
3. Cheio de amor a seus semelhantes ................................................ 22 
4. Bom ouvinte .................................................................................. 28 
5. Comedido nas palavras ................................................................. 35 
6. Objetivo ........................................................................................ 44 
7. Capaz de disciplinar o próprio corpo ............................................ 52 
8. Disposto a sofrer ........................................................................... 61 
9. Fiel em questões financeiras ......................................................... 68 
10. Leal à verdade ............................................................................. 85 
 
PREFÁCIO 
 
Não havia a intenção de escrever um livro quando, numa série 
de mensagens, um servo de Deus expressou espontaneamente o que 
lhe vinha queimando o coração. Não se dirigia ele a pessoas 
ausentes; mas fazia um apelo direto aos seus colegas íntimos. Alguns 
destes, impressionados com o valor dessas mensagens, desejaram 
compartilhá-las com os seus irmãos na fé que não tiveram o 
privilégio de estar presentes quando elas foram proferidas. Eis a 
origem deste livro. 
Embora as mensagens tenham sido especificamente 
endereçadas àqueles que se atarefam na obra do Senhor, bem pouco é 
dito sobre o trabalho: antes, é acentuado o caráter do obreiro. Um 
homem de Deus apela para homens que desejam ser verdadeiros 
cooperadores de Deus — não super-homens, não homens dotados de 
certa posição cristã; mas homens segundo a norma cristã, que através 
da disciplina foram postos em harmonia com a própria natureza de 
Deus, e que, por essa razão, podem cumprir a vontade de Deus 
quanto ao mundo atual. 
 
1. DILIGENTE 
 
Leitura: Mateus 25.14-30; II Timóteo 4.2; II Pedro 1.5-15; João 5.17 e 4.35. 
 
A vida diária do obreiro cristão está relacionada intimamente 
com o seu trabalho. E, por essa razão, ao considerarmos as 
qualificações necessárias para o serviço cristão, precisamos levar em 
conta questões como disposição e conduta. A fim de estar preparado 
para o serviço espiritual, o homem deve ser dono não apenas de 
determinado lastro de experiência espiritual, mas igualmente de certo 
tipo de caráter. O caráter do obreiro deve condizer com o caráter da 
obra, e o desenvolvimento do caráter de uma pessoa não ocorre em 
um dia. Se um obreiro tiver de possuir aquelas qualidades necessárias 
para que seja útil ao Senhor, então é mister serem consideradas 
muitas questões práticas atinentes à sua vida diária. Terá ele de 
desfazer-se de hábitos antigos e de formar novos costumes, mediante 
a disciplina, e sua vida terá de ajustar-se fundamentalmente à obra, 
para que se harmonize com ela. 
Há certos jovens que desde o início de sua vida cristã 
manifestam qualidades que nos levam a esperar que se tornem úteis 
servos de Cristo; por outro lado, existem aqueles que, embora não 
lhes faltem dons, cedo tropeçam pelo caminho e atraem opróbrio 
para o nome de Cristo. Pergunta-se, pois, como se explica o 
desenvolvimento tão variado das vidas dos obreiros cristãos? Seja-
me permitido responder francamente que há certas características 
básicas na constituição de cada um que determinam se terão ou não 
valia para o Senhor. Um jovem pode exibir certas inclinações que 
parecem promissoras para o futuro; todavia, se determinadas 
qualidades fundamentais não estiverem presentes, certamente ele 
será um desapontamento para outros. Pode ter ele autêntico desejo de 
servir ao Senhor, mas falta-lhe a disposição de ser um verdadeiro 
servo. Jamais pudemos encontrar um obreiro cristão que fosse um 
bom obreiro, se porventura lhe faltasse o domínio-próprio necessário; 
e jamais conhecemos uma pessoa desobediente que se mostrasse um 
servo útil para o Senhor. 
Há certas características sem as quais ninguém pode ser um 
obreiro cristão satisfatório, tornando-se necessário, desse modo, um 
processo de destruição e reedificação, a fim de que o Senhor possa 
obter obreiros que satisfaçam às Suas exigências. A dificuldade de 
muitos candidatos à obra do Senhor não consiste de ignorância ou 
falta de habilidades, mas reside no fato que o errado é o próprio 
indivíduo; há algo de fundamental que está ausente em sua 
constituição. Por conseguinte, é necessário que nos humilhemos 
perante Deus, submetendo-nos à disciplina própria, se aquilo que 
porventura estiver faltando em nosso caráter tiver de ser corrigido. 
Demoremo-nos um pouco em Sua presença, buscando descobrir 
algumas daquelas qualidades requeridas de todos quantos tiverem de 
servi-Lo de modo aceitável. 
Uma dessas qualidades é a diligência. Parece supérfluo dizê-lo, 
mas realmente é essencial afirmar de maneira enfática que o obreiro 
cristão deve ser pessoa dotada da vontade de trabalhar. No evangelho 
de Mateus lemos acerca da história dos servos aos quais foram 
entregues cinco talentos, dois talentos e um talento, respectivamente. 
Quando, após longa ausência, o senhor daqueles servos regressou e 
exigiu que prestassem contas de sua custódia, o servo que recebera 
um único talento, disse: "Senhor, sabendo que és homem severo, que 
ceifas onde não semeaste, e ajuntas onde não espalhaste, receoso, 
escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondeu-lhe, 
porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não 
semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que 
entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia 
com juros o que é meu. Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem 
dez. . E o servo inútil lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro 
e ranger de dentes" (25.24-30). 
Esse trecho das Escrituras demonstra que