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TIPOS DE CÂNCER

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CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO 
Entre os homens e mulheres, o câncer de boca responde por 5% de todos os tumores 
malignos, ocupando a 5ª posição entre os cânceres masculinos, enquanto o de garganta 
está em 8° lugar entre os homens, segundo o INCA – Instituto Nacional do Câncer. Entre o 
público feminino, o câncer de boca é o 12° mais prevalente. 
Os fatores de risco são : 
Álcool: Assim como em outros tipos de câncer, o consumo freqüente de álcool e o 
alcoolismo é um fator que aumenta o risco de aparecimento destas lesões. 
Tabaco: O tabagismo é o principal fator isolado que causa o câncer de cabeça e pescoço. 
Parar com o tabagismo é uma medida fundamental para reduzir o risco de se desenvolver 
uma neoplasia de cabeça e pescoço. 
Infecções virais pelo vírus do papiloma humano (HPV): O HPV é um vírus transmitido 
principalmente pelas relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, no pênis, no 
ânus, colo de útero, cavidade oral e orofaringe. Em alguns casos, essa lesão pode estar 
presente também na pele, nas cordas vocais (laringe) e no esôfago. Estas lesões são 
associadas com o aparecimento do câncer nessas regiões. 
Infecções do vírus de Epstein-Bar (EBV): O virus Epstein-Bar é um vírus que infecta os 
linfócitos B e afeta a grande maioria dos seres humanos. No entanto, somente alguns 
indivíduos adquirem a mononucleose infecciosa: uma manifestação do vírus transmitida por 
contato com outras salivas, sendo assim, transmitido pelo massivamente pelo beijo. Em sua 
manifestação aguda, pode causar febre, dor de garganta, mal-estar e fadiga. Sua exposição 
crônica (e mais rara) pode estar carregada de oncogenes que aumentam a permanência de 
alguns tipos de células, gerando a probabilidade de ocorrer carcinomas da nasofaringe, 
linfoma de Burkitt ou de Hodgkin. 
Bebidas Quentes: Por agredir as células da mucosa, o consumo de bebidas ou comidas 
muito quentes torna-se um fator de risco secundário. O consumo diário e prolongado de 
bebidas tradicionalmente servidas em temperaturas altas (como o chimarrão, por exemplo) 
aumentam o risco de câncer de boca – assim como o câncer de esôfago. 
Exposição excessiva ao sol: A exposição excessiva ao sol é a grande responsável pelo 
aparecimento do câncer de pele na região da cabeça e pescoço. 
O câncer de cabeça e pescoço traz consequências como febre, dor de garganta, mal estar 
e fadiga quando é manifestado de forma aguda. Apresenta alguns sintomas a medida que 
vão se desenvolvendo: manchas brancas na boca, dor, lesão ulcerada ou com 
sangramento, nódulos no pescoço presente por mais de 2 semanas, mudanças na voz, 
rouquidão e dificuldade para engolir. 
As principais opções de tratamento para pacientes com câncer de cabeça e pescoço podem 
incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia alvo. Em muitos casos, mais do que um 
desses tratamentos ou uma combinação deles podem ser utilizados. 
 
 CÂNCER DE PULMÃO 
é um tumor maligno que se inicia em um dos pulmões. Como acontece com vários tumores, 
após exposição aos fatores de risco, uma célula normal do pulmão sofre uma mutação em 
genes específicos que estão relacionados à multiplicação celular. Essa mutação faz com 
que essa célula se multiplique descontroladamente, levando à formação de um 
conglomerado de células - o câncer. Esse conglomerado de células possui características 
específicas, diferentes dos tecidos normais. Uma dessas características é a capacidade de 
gerar metástases, que são células que se “desprenderam” do tumor inicial e foram parar em 
outros locais do corpo, onde continuam se multiplicando, gerando novas lesões. Existem 
diversos tipos diferentes de câncer de pulmão. Em geral eles são divididos em dois grandes 
grupos: “carcinomas células não-pequenas” e os “carcinomas de pequenas células”. O 
primeiro grupo é o mais frequente, sendo os adenocarcinomas e os carcinomas 
epidermóides os subtipos mais comuns desse grupo. 
O principal fator de risco é o tabagismo. O tabaco possui mais de mais de 4000 produtos 
químicos sendo 60 deles já identificados como tumorigênicos. O risco é proporcional ao 
número de cigarros fumados por dia e ao número de anos de tabagismo. Cerca de 90% dos 
pacientes com câncer de pulmão fumam ou já fumaram durante a vida. Dentre a população 
que não fuma, o câncer de pulmão é extremamente raro e possui características 
específicas, diferentes do câncer de pacientes tabagistas. A população que não fuma, mas 
que é exposta à fumaça de cigarro (tabagismo passivo) apresenta risco aumentado de 
câncer de pulmão, que é inferior ao risco daqueles que fumam, no entanto cerca de 25% 
maior do que aqueles que nunca fumaram. Existem outros fatores de risco como exposição 
a arsênio, cromo, asbesto, sílica, cádmio, radônio, entre outros, mas nenhum deles é tão 
importante quanto o consumo de tabaco e seus derivados. História familiar de câncer de 
pulmão e fibrose pulmonar também aumentam o risco de câncer de pulmão, em menores 
proporções, outras consequências das vias respiratórias obstruídas são dificuldade 
respiratória e pneumonia, que podem causar tosse, febre e dor torácica. Se o tumor crescer 
no interior da parede torácica, ele pode causar dor torácica persistente e incessante. 
O tratamento do câncer de pulmão é complexo e exige participação de várias 
especialidades médicas (oncologia, cirurgia, radioterapia, radiologia) bem como vários 
profissionais de saúde (equipe multidisciplinar – enfermagem, fisioterapia, nutrição, 
fonoaudiologia). Para o adequado planejamento do tratamento é necessário que seja 
realizada uma biópsia e a seguir os exames de estadiamento, que têm por objetivo ver o 
quão avançada está a doença. Os exames mais frequentemente utilizados para isso são 
tomografia, ressonância, PET-CT, cintilografia óssea, mediastinoscopia, entre outros. Para 
os pacientes com doença apenas no pulmão (sem metástases) e particularmente sem 
linfonodos (“ínguas”) no mediastino (região entre os dois pulmões) o tratamento é cirúrgico, 
seguido ou não de quimioterapia e/ou radioterapia. Para aqueles com doença localizada no 
pulmão e nos linfonodos, o tratamento é realizado comradioterapia e quimioterapia ao 
mesmo tempo. E para os pacientes que apresentam metástases à distância o tratamento é 
realizado com quimioterapia ou, em casos selecionados, algumas medicações via oral 
(terapia alvo). 
 
 CÂNCER DE PÂNCREAS 
mais comum é do tipo adenocarcinoma (que se origina no tecido glandular), 
correspondendo a 90% dos casos diagnosticados. A maioria dos casos afeta o lado direito 
do órgão (a cabeça). As outras partes do pâncreas são corpo (centro) e cauda (lado 
esquerdo). 
Pelo fato de ser de difícil detecção e ter comportamento agressivo, o câncer de pâncreas 
apresenta alta taxa de mortalidade, por conta do diagnóstico tardio. No Brasil, é responsável 
por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes 
causadas pela doença. 
Raro antes dos 30 anos, torna-se mais comum a partir dos 60. Segundo a União 
Internacional para o Controle do Câncer (UICC), os casos de câncer de pâncreas 
aumentam com o avanço da idade: de 10/100.000 habitantes entre 40 e 50 anos para 
116/100.000 habitantes entre 80 e 85 anos. A incidência é mais significativa no sexo 
masculino. 
Fatores de risco que levam ao aparecimento do câncer de pâncreas: 
Fumo: É um dos principais fatores de risco. Fumantes correm risco duas a três vezes maior 
do que os não fumantes. É provável que um terço dos tumores de pâncreas seja provocado 
pelo cigarro. 
Pancreatite crônica: Os portadores de pancreatite crônica (alcoólica e não alcoólica) correm 
risco até 10 vezes maior do que aqueles que não têm a doença. 
Radioterapia prévia: Pacientes que receberam radioterapia na área onde se localiza o 
pâncreas correm risco mais alto. 
Dieta: Embora haja controvérsia, existe suspeita de que dietas ricas em gordura e carne 
vermelha e pobres em frutas e verduras aumentem o risco de desenvolver a doença. Não 
há consenso sobre a relação entre o uso de álcool e café e o desenvolvimento do câncer de 
pâncreas. 
Diabetes mellitus tipo 2: O próprio câncer pode provocar diabetes por afetar a produção de 
insulina do órgão. Contudo, alguns estudos sugerem que, com o passar dos anos, os 
pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2 teriam maior probabilidade de desenvolver 
câncer de pâncreas. 
Fatores ambientais: A exposição prolongada a pesticidas e outros produtos químicos é fator 
de risco. 
Síndromes genéticas: São muito raras e incluem: síndrome das neoplasias endócrinas 
múltiplas do tipo 1, câncer colorretal hereditário não polipose (HNPCC, sigla em inglês), 
câncer de mama hereditário associado à mutação do gene BRCA2 e síndrome de Peutz 
Jeghers. Além dessas síndromes, estima-se que aproximadamente 3% dos tumores de 
pâncreas tenham origem familiar. 
Complicações do câncer de pâncreas: Podem ocorrer vômitos nos casos em que o câncer 
localizado na cabeça do pâncreas obstrui o trânsito do conteúdo gástrico até o intestino 
delgado (obstrução na saída do estômago) ou obstrui o próprio intestino delgado. 
O câncer de pâncreas tem chances de cura se for descoberto na fase inicial. Nos casos 
onde a cirurgia é uma opção, o mais indicado é a ressecção (retirada do tumor). 
Há, ainda, os procedimentos de radioterapia e quimioterapia, associados ou não, que 
podem ser utilizados para redução do tamanho do tumor e alívio dos sintomas. 
Para pacientes com metástases (disseminação do câncer para outras partes do corpo) a 
alternativa, como paliativo (apenas para alívio dos sintomas), é a colocação de 
endoprótese. 
 
 
 CÂNCER DE FÍGADO 
pode ser de dois tipos: primário (que começa no próprio órgão) e secundário ou metastático 
(tem origem em outro órgão e, com a evolução da doença, atinge também o fígado). O tipo 
secundário é mais frequentemente decorrente de um tumor maligno no intestino grosso ou 
no reto. 
Dentre os tumores iniciados no fígado, o mais comum é o hepatocarcinoma ou carcinoma 
hepatocelular. Agressivo, ocorre em mais de 80% dos casos. Existem também o 
colangiocarcinoma (originado nos dutos biliares do fígado), o angiossarcoma (câncer raro 
que se origina nos vasos sanguíneos do fígado) e o hepatoblastoma, tumor maligno raro 
que atinge recém-nascidos e crianças nos primeiros anos de vida. 
Os riscos do câncer de fígado: 
Cirrose: Para quem sofre de cirrose, o risco de desenvolver câncer de fígado no decorrer da 
vida é da ordem de 1% a 4%. Caso exista associação entre cirrose e infecção pelo vírus da 
hepatite B, o risco pode subir até 500 vezes, em comparação com o de uma pessoa sem 
esses fatores. 
Infecção pelo vírus da hepatite B: A infecção crônica pelo vírus da hepatite B aumenta 140 
vezes o risco de hepatocarcinoma. Cerca de 50% a 60% das pessoas com esse tipo de 
câncer são portadoras do vírus da hepatite B. Geralmente o intervalo entre a infecção pelo 
vírus da hepatite B e o aparecimento do câncer de fígado é de algumas décadas. Pacientes 
do sexo masculino, de origem asiática ou africana, infectados cronicamente pelo vírus da 
hepatite B há mais de 10 anos e que consomem álcool regularmente correm risco ainda 
mais alto. 
Infecção pelo vírus da hepatite C : A infecção pelo vírus da hepatite C também é fator de 
risco para os hepatocarcinomas. Pacientes do sexo masculino com cirrose, na faixa etária 
de 60 a 70 anos, infectados cronicamente pelo vírus da hepatite C e que fumam correm 
maior risco. 
Alimentos que contêm aflatoxina: A aflatoxina é produzida por um tipo de fungo encontrado 
em alimentos armazenados em condições inadequadas, principalmente amendoim, milho e 
mandioca. 
Doenças metabólicas: Esse grupo inclui a esteato-hepatite não alcoólica (acúmulo de 
gordura no fígado, cuja incidência aumenta em paralelo à da epidemia de obesidade), além 
de doenças mais raras, como a hemocromatose, a deficiência de α-1 antitripsina e a 
tirosinemia. 
Lesões pré-malignas: Os adenomas de fígado muito raramente podem sofrer transformação 
maligna. Os hemangiomas, frequentemente encontrados nas ultrassonografias hepáticas, 
são lesões puramente benignas. 
Uso de esteroides anabolizantes: Usados inadequadamente, aumentam o risco de câncerhepático. As complicações mais comuns são sangramento, infecção, fístulas biliares 
(extravasamento da bile para fora dos ductos biliares), formação de ascite, insuficiência 
hepática (que pode causar icterícia e alterações neurológicas) e formação de coágulos 
sanguíneos nas veias do corpo. Dependendo do estágio da doença e outros fatores, as 
principais opções de tratamento para pessoas com câncer de fígado podem incluir a 
cirurgia, ablação, embolização, radioterapia, terapia-alvo, imunoterapia e quimioterapia. 
 
 
 VIAS BILIARES 
As vias biliares são o conjunto de ductos encarregados de transportar a bile até à vesícula, 
onde a secreção se armazena e, posteriormente, segue até ao intestino delgado, onde 
exerce a sua ação digestiva. Abrangem, portanto, uma série de ductos intra-hepáticos, 
contidos no interior do fígado, e outra série de ductos extra-hepáticos, que se encontram 
fora do fígado. 
Fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver câncer de via biliar: 
Doenças do Fígado ou Via Biliar: Pessoas com inflamação crônica na via biliar tem risco 
aumentado de desenvolver câncer da via biliar. Várias condições do fígado ou da via biliar 
podem causar essa inflamação, como colangite esclerosante primária, presença de cálculos 
nas vias biliares, cisto de colédoco, infecção por parasitas no fígado, refluxo nos ductos 
biliares, cirrose, infecção por hepatite B ou C, doença policística e síndrome de Caroli. 
Doença Inflamatória Intestinal: Doença inflamatória do intestino inclui colite ulcerosa e 
doença de Crohn. Pessoas com estas doenças têm um risco aumentado de câncer de via 
biliar. 
Envelhecimento: Pessoas mais velhas são mais propensas do que os jovens de 
desenvolver câncer de via biliar. 
O câncer de via biliar é mais comum no Sudeste Asiático e China, em grande parte devido à 
alta taxa de infecção por parasitas hepáticas nessas áreas. 
Obesidade: Estar acima do peso pode aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de 
vesícula e vias biliares. Isto pode ocorrer em função da obesidade aumentar o risco de 
cálculos biliares na vesícula e na via biliar. Mas podem existir outras maneiras que o 
excesso de peso pode levar ao câncer de vias biliares, como alterações em determinados 
hormônios. 
Exposição a Thorotrast: O thorotrast (dióxido de tório) é uma substância radioativa que foi 
usada como contraste para exames de raios X até 1950 e que pode levar ao câncer de via 
biliar, bem como alguns tipos de câncer de fígado. É por essa razão que o thorotrast não é 
mais usado. 
Histórico Familiar: Histórico familiar de câncer da via biliar parece aumentar as chances de 
uma pessoa desenvolver esse tipo de doença, mas o risco é baixo,por ser uma doença rara. 
A maioria dos cânceres de vias biliares não é encontrada em pessoas com histórico familiar 
da doença. 
Diabetes: Uma análise dos dados de estudos diferentes mostrou que as pessoas com 
diabetes têm um risco aumentado de câncer de via biliar. Este aumento não é alto e o risco 
global em alguém com diabetes é baixo. 
Alcoolismo: Pessoas que bebem álcool são mais propensas a ter problemas câncer de via 
biliar. O risco é maior naqueles que têm problemas no fígado devido ao consumo de álcool. 
A maioria das complicações dos pacientes com câncer de vesícula é decorrente da 
obstrução da via biliar que acontece com o crescimento do tumor. Cateteres utilizados para 
desobstruir a via biliar podem infectar o obstruir, o que pode causar infecção dos canais 
biliares (colangite). O tumor pode apresentar sangramento. 
Os tratamentos: 
Cateter das Vias Biliares 
Se o tumor está bloqueando a via biliar, que transporta a bile da vesícula biliar para o 
intestino delgado, isso pode levar à icterícia ou outros problemas. Nesses casos, pode ser 
inserido um cateter no ducto biliar ou na vesícula biliar para ajudar a drenar a bile. Isto pode 
ser feito como parte de um procedimento de colangiografia, como a colangiografia 
transhepática percutânea ou a colangiopancreatografia endoscópica retrógrada ou em 
alguns casos cirurgicamente. 
O cateter pode ser substituído todos os meses para reduzir o risco de um novo bloqueio, 
que poderia levar novamente à icterícia ou à inflamação da vesícula biliar. 
Derivação Biliar 
Em pacientes com bom estado de saúde geral, outra opção para permitir a drenagem da 
bile do fígado e da vesícula biliar é a realização de uma derivação biliar. Nesta cirurgia é 
criada uma nova forma para a bile superar o bloqueio nos canais biliares causados pelo 
tumor. 
Radioterapia Paliativa 
A radioterapia pode ser administrada para ajudar a aliviar a dor e outros sintomas 
destruindo algumas células cancerígenas que estão causando a obstrução da via biliar ou 
pressionando os nervos. 
Ablação do Tumor 
A ablação pode ser realizada em tumores do fígado que não podem ser retirados. Esta 
técnica consiste em destruir o tumor inserindo uma sonda aquecida por radiofrequência ou 
congelada (crioterapia) diretamente no tumor para destruir as células cancerosas. 
Terapia Fotodinâmica: 
Nesta técnica, um medicamento ativado pela luz é injetado na veia. Alguns dias depois, um 
endoscópio é inserido até a via biliar, com uma luz vermelha especial na extremidade do 
aparelho direcionada no tumor, fazendo com que as células cancerígenas sejam destruídas. 
Injeção de Álcool: 
Para aliviar a dor, os médicos podem anestesiar os nervos que levam as sensações de dor 
à área da via biliar e do intestino para o cérebro através de injeções de álcool diretamente 
nesses nervos. Isto pode ser realizado durante a cirurgia ou inserindo uma agulha, 
orientada por uma tomografia, diretamente no nervo. 
Medicamentos contra Dor: 
Se necessário, o médico pode prescrever analgésicos. Alguns pacientes com câncer podem 
hesitar em morfina, por medo de ficar sonolentos ou ficarem dependentes. Mas muitos 
pacientes obtém alívio da dor com essas medicações sem efeitos colaterais severos. É 
muito importante que seu médico saiba quando você está com dor, de modo a ser tratada 
de forma eficaz. 
 
 CÂNCER GÁSTRICO 
O câncer de estômago, também conhecido comocâncer gástrico, é o quinto tumor mais 
comum em todo o mundo. No Brasil, ele é o terceiro tipo da doença mais frequente entre os 
homens e é o quinto no grupo feminino, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer). 
O câncer é uma proliferação anormal de células que podem se desenvolver a partir de 
qualquer tecido, inclusive no estômago. Quando essas células migram para a corrente 
sanguínea, pelos vasos linfáticos ou pelas cavidades, elas podem levar ao estabelecimento 
de uma metástase. 
As causas dos tumores gástricos são multifatoriais, isso é, podem decorrer de várias 
situações, desde ambientais até genéticas. 
Quando o tumor é pequeno ele é silencioso. E caso haja algum sinal, pode se confundir 
com outras manifestações benignas. Já em caso mais avançado, a depender da localização 
do tumor, como na parte do esôfago que liga o estômago, ou na região em que o estômago 
se liga ao intestino (o duodeno), podem ser notados sintomas de obstrução: náusea, 
vômitos, sensação de plenitude. Anemia, perda de apetite e de peso também podem ser 
observadas. 
O tratamento do câncer gástrico é dividido em duas modalidades: curativo e paliativo. O 
tratamento curativo tem como seu principal elemento a cirurgia de remoção do tumor. Tal 
cirurgia pode ir desde a retirada do tumor por via endoscópica até a remoção parcial ou 
completa do estômago (gastrectomia parcial ou total). 
Vale ressaltar que a retirada dos gânglios linfáticos (órgãos que consistem de vários tipos 
de células e são parte do sistema linfático) integra a cirurgia de retirada do estômago, cujo 
objetivo é determinar se há células malignas nestes linfonodos, pois implica modificações 
no tratamento, e a sua consequente remoção caso estejam comprometidos. 
A radioterapia e ou quimioterapia junto à cirurgia compõem a terapia com intuito curativo, 
dependendo, sobretudo, do estágio do tumor. Taxas de cura de 60% a 70% são obtidas em 
pacientes com doença localizada utilizando as medidas de terapia citadas. 
O tratamento paliativo é oferecido a pacientes em algumas situações: 
com tumores não passíveis de remoção, com condições clínicas que impedem a realização 
da cirurgia curativa, com doença metastática. 
A terapia paliativa é composta por quimioterapia e radioterapia, indicadas de acordo com a 
forma de apresentação da doença. 
 
 
 CÂNCER DO INTESTINO GROSSO 
O câncer do intestino grosso, ou colorretal, é um tumor maligno que tem início no cólon ou 
no reto. É um dos mais comuns do organismo, mas, quando diagnosticado precocemente, 
pode ser curado. 
Embora suas causas não sejam totalmente esclarecidas, sabe-se que não existe um único 
fator responsável por todos os casos de câncer do intestino grosso. Os principais são: 
Alterações genéticas: podem ser herdadas dos pais (predisposição ou tendência familiar) ou 
aparecer espontaneamente por erro no processo de divisão das células do intestino ao 
longo da vida. São responsáveis pela maioria dos cânceres do intestino grosso; 
Fatores dietéticos: uma dieta rica em carne vermelha, gordura animal e pobre em fibras 
vegetais aumenta a chance de desenvolver a doença. Em contrapartida, uma alimentação 
baseada em vegetais, cereais e frutas reduzem essa possibilidade; 
Outros fatores: pessoas com alguma doença intestinal incomum, como a retocolite 
ulcerativa idiopática, ou que foram submetidas à radioterapia anteriormente para tratar 
tumores têm maior risco de adquirir o câncer. 
Em sua fase inicial, o câncer do intestino grosso não provoca sintomas. No entanto, quando 
o tumor aumenta, pode causar desconforto abdominal, mudanças no hábito intestinal, 
presença de sangue nas fezes, anemia e perda de peso. 
Existem 4 opções de tratamento para o câncer do intestino grosso que podem ser 
utilizados. A escolha de um ou uma combinação de mais de um tipo é individualizada. Varia 
de acordo com fatores como, por exemplo, tamanho, localização e extensão do tumor, bem 
como condições clínicas do paciente. São eles: Cirurgia 
É a principal forma de tratamento para todos os estágios do câncer. O tipo de cirurgia varia 
conforme o tamanho e o local do tumor bem como sua presença em outros órgãos. Os 
procedimentos podem ser: 
Colectomia: Consiste na remoção de uma parte do intestino grosso que contém o tumor, 
além dos linfonodos adjacentes. O trânsito do órgão é reconstruído por meio de sutura com 
a ajuda de instrumentos especiais. A colectomia pode ser feita por via aberta (corte grande 
no abdômen) ou laparoscópica (pequenos furos). 
Excisão local: Alguns tumores iniciais podem ser tratados por remoção local, sem 
necessidade de colectomia. Além disso, se o tumor estiver em um pólipo numa fase inicial, 
a retirada total pode ser feita através da colonoscopia. Tanto a remoção dos pólipos quanto 
a retirada local do tumor através do ânus têm a vantagem de não necessitarem da cirurgia 
de colectomia. Entretanto, esses métodos só podem ser utilizados em tumores pequenos 
para evitar a remoção incompleta e, por consequência, recidiva do câncer. 
Tratamento cirúrgico de metástase: Nos casos em que o câncer é diagnosticado de forma 
tardia, é possível que o tumor invada outros órgãos. Dessa maneira, pode ser necessária a 
remoção parcial ou completa desses órgãos. A retirada pode acontecer antes, durante ou 
depois da cirurgia do intestino grosso. No entanto, a escolha do momento mais propício 
depende de diversos fatores como, por exemplo, tamanho, número de metástases e de 
tecidos comprometidos, bem como o estado geral do paciente. 
Quimioterapia 
Além da cirurgia, faz parte do tratamento a realização de quimioterapia. Consiste no uso de 
medicamentos que destroem as células cancerígenas ou impedem sua multiplicação. Essa 
medicação circula por todo o organismo e pode destruir o câncer de qualquer parte do 
corpo (efeito sistêmico). O objetivo principal da quimioterapia é aumentar as chances de 
cura do paciente. 
Contudo, o método não é necessário para os casos de tumores diagnosticados na fase 
inicial. Em geral, a quimioterapia costuma ser usada quando o câncer do intestino grosso é 
grande ou apresenta metástase. É iniciada após otratamento cirúrgico. 
Radioterapia 
Uma fonte de elevada energia ionizante é utilizada para destruir as células cancerosas ou 
impedir sua multiplicação. Além disso, a radioterapia é feita com o auxílio de uma máquina 
externa e pode ser usada antes ou depois da cirurgia. 
Entretanto, ao contrário da quimioterapia que destrói as células em qualquer parte do corpo, 
a radioterapia se limita ao local em que é aplicada. Dessa forma, diminui o tamanho do 
tumor e reduz a recidiva local. Nesse caso, efeitos colaterais são frequentes e, às vezes, 
alguns são definitivos. O médico poderá orientar sobre o assunto. 
Terapia biológica 
Consiste em anticorpos produzidos em laboratório e que agem especificamente contra as 
células tumorais, reduzindo o crescimento do câncer. Dessa forma, não causam lesões nas 
células normais. Os efeitos colaterais podem existir, mas, em geral, são leves e 
temporários. 
 
 CÂNCER NO OVÁRIO 
O câncer de ovário costuma passar despercebido até se espalhar na pelve e na barriga. 
Nesse último estágio, a doença é mais difícil de tratar e pode ser fatal. 
O câncer de ovário geralmente não tem sintomas nos estágios iniciais. Os estágios 
posteriores estão associados a sintomas, mas estes podem ser inespecíficos, como perda 
de apetite e perda de peso. 
Geralmente, cirurgia e quimioterapia são usadas para tratar o câncer de ovário. 
Quimioterapia 
Reações indesejadas a medicamentos administrados com a finalidade de matar células 
cancerosas. 
 
 CÂNCER NO ÚTERO 
O câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, é causado pela infecção 
persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano - HPV (chamados de tipos 
oncogênicos). 
A infecção genital por esse vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das 
vezes. Entretanto, em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o 
câncer. Essas alterações são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido 
também como Papanicolaou ou Papanicolau), e são curáveis na quase totalidade dos 
casos. Por isso, é importante a realização periódica desse exame. 
Excetuando-se o câncer de pele não melanoma, é o terceiro tumor maligno mais frequente 
na população feminina (atrás do câncer de mama e do colorretal), e a quarta causa de 
morte de mulheres por câncer no Brasil. 
Riscos: 
Início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros. 
Tabagismo (a doença está diretamente relacionada à quantidade de cigarros fumados). 
Uso prolongado de pílulas anticoncepcionais. 
O tratamento para cada caso deve ser avaliado e orientado por um médico. Entre os 
tratamentos para o câncer do colo do útero estão a cirurgia, a quimioterapia e a 
radioterapia. 
O tipo de tratamento dependerá do estadiamento (estágio de evolução) da doença, 
tamanho do tumor e fatores pessoais, como idade da paciente e desejo de ter filhos. 
Se confirmada a presença de lesão precursora, ela poderá ser tratada a nível ambulatorial, 
por meio de uma eletrocirurgia 
 
 CÂNCER TUBA UTERINA 
São tumores muito raros com poucos casos relatados na literatura mundial. O diagnóstico 
geralmente é realizado durante a cirurgia geralmente realizada por uma lesão pélvica 
suspeita de câncer de ovário. 
O tratamento é semelhante ao câncer de ovário, devendo-se realizar cirurgia radical, 
incluindo retirada dos linfonodos pélvicos e paraórticos. Quimioterapia pós-operatória deve 
ser administrada nos casos em que o tumor estende-se além da tuba uterina. 
 
 CÂNCER NA VAGINA 
Existem vários tipos de câncer de vagina: 
Carcinoma de Células Escamosas 
Cerca de 90% dos cânceres de vagina são carcinomas de células escamosas, que se 
iniciam nas células do mesmo nome e que compõem o revestimento epitelial da vagina, são 
mais comuns na parte superior do órgão, próximos ao colo do útero e têm desenvolvimento 
lento. Se não forem tratados, podem se disseminar para os tecidos próximos e para outras 
partes do corpo, como pulmões, fígado e ossos. Inicialmente, algumas células normais da 
vagina sofrem alterações pré-cancerígenas, em seguida, algumas destas células se 
transformam em células cancerígenas propriamente ditas, num processo que pode levar 
vários anos. 
Adenocarcinoma 
Os tumores que começam nas células glandulares são denominados adenocarcinomas e 
representam 10% dos casos dos cânceres de vagina. O tipo mais comum de 
adenocarcinoma vaginal se desenvolve em mulheres com mais de 50 anos. O 
adenocarcinoma de células claras ocorre mais frequentemente em mulheres jovens que 
foram expostas ao dietilestilbestrol dentro do útero materno. 
Melanoma 
Os melanomas se desenvolvem a partir das células produtoras do pigmento que dá cor à 
pele. Estes tumores são usualmente encontrados em áreas da pele expostas ao sol, mas 
podem formar-se na vagina ou outros órgãos internos. Cerca de 3% dos casos de câncer de 
vagina são melanomas. O melanoma tende a afetar a parte inferior ou exterior da vagina, 
variando em tamanho, cor e padrão de crescimento. 
Sarcoma 
O sarcoma é um tipo de câncer que começa nas células dos ossos, músculos ou tecido 
conjuntivo. Até 3% dos casos de câncer de vagina são sarcomas. Estes tumores se formam 
no fundo da parede da vagina, e não em sua superfície. Existem vários tipos de sarcomas 
vaginais. O rabdomiossarcoma é o tipo mais comum de sarcoma vaginal, mais 
frequentemente encontrado em crianças. O leiomiossarcoma é visto com mais frequência 
em mulheres adultas, principalmente em mulheres com mais de 50 anos. 
Outros Tipos: 
Os tumores da vagina são muito menos comuns do que os cânceres que começam em 
outros órgãos como, colo do útero, corpo do útero, reto ou bexiga, e se disseminam para a 
vagina. Além disso, um câncer que envolve o colo do útero e a vagina é considerado como 
um câncer de colo de útero. Da mesma forma, se a doença envolver tanto a vulva e a 
vagina, é considerado como câncer de vulva. 
 
 CÂNCER DE PRÓSTATA 
No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenasdo 
câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o 
segundo tipo mais comum. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos em 
comparação aos países em desenvolvimento. 
A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do 
abdômen. Ela é um órgão pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga 
e à frente do reto (parte final do intestino grosso). A próstata envolve a porção inicial da 
uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do 
sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual. 
Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 
75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de 
incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos 
diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e 
pelo aumento na expectativa de vida. 
Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos 
e podendo levar à morte. A maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 
anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a 
saúde do homem. 
Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não 
apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento 
benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia 
ou à noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando 
mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal. 
Para doença localizada (que só atingiu a próstata e não se espalhou para outros órgãos), 
cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) 
podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em 
combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática 
(quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento mais indicado é 
a terapia hormonal. 
A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e 
paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um. 
 
 SARCOMA DE PARTES MOLES 
Existem muitos tipos de tumores de partes moles, mas nem todos são malignos. Quando o 
termo sarcoma é parte do nome da doença, significa que o tumor é maligno. No entanto 
alguns tumores de partes moles se comportam tanto como malignos e benignos e são 
denominados intermediários. 
O sarcoma é um tipo de câncer que se desenvolve a partir de certos tecidos, como osso ou 
músculo. Os dois tipos principais são os sarcomas ósseos e os sarcomas de partes moles. 
Os sarcomas de partes moles podem se desenvolver a partir de tecidos, como músculo, 
gordura, nervos, tecidos fibrosos, vasos sanguíneos ou tecidos mais profundos da pele. 
Eles podem ser encontrados em qualquer parte do corpo, mas a maioria se apresenta nos 
braços ou pernas. Eles também podem ser encontrados no tronco, cabeça e pescoço, 
órgãos internos e no retroperitônio (área em volta da cavidade abdominal). Os sarcomas 
não são tumores comuns e sua maioria é denominada carcinoma. 
Os principais tipos de tratamento para o sarcoma de tecidos moles são a cirurgia, 
radioterapia, quimioterapia e terapia alvo. 
Em função das opções de tratamento definidas para cada paciente, a equipe médica deverá 
ser formada por especialistas, como cirurgião ortopédico, oncologista, cirurgião torácico, 
radioterapeuta e fisioterapeuta. Mas, muitos outros poderão estar envolvidos durante o 
tratamento, como enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais e psicólogos. 
É importante que todas as opções terapêuticas sejam discutidas com o médico, bem como 
seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às 
necessidades de cada paciente.

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