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20 TEXTOS QUE VOCÊ PRECISA LER PARA O ENEM E VESTIBULAR

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20 TEXTOS QUE VOCÊ PRECISA LER PARA O ENEM E VESTIBULAR – BIOLOGIA TOTAL
Quais os perigos da lama 'tóxica' do desastre de Minas Gerais?
O rompimento de duas barragens, na cidade mineira de Mariana, no final da última semana, causou mais do que vítimas fatais, pessoas feridas e a morte de animais. A lama que foi produzida durante o acidente pode se tornar 'tóxica'! No que se refere a mortes, também há informações de que o número de óbitos seja maior que o noticiado até agora – já que o acesso ao local do ocorrido é restrito à empresa responsável.  
	Toneladas de lama foram despejadas de uma mineradora. E, apesar de os responsáveis técnicos da empresa garantirem que o material não é tóxico, há indícios de que existem riscos para o meio ambiente. Isto por que foram despejados 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro no local. O material é formado, principalmente por sílica e ferro. Especialistas afirmam que os riscos não são para os seres humanos diretamente, mas para o meio ambiente, e podem se estender por anos!
O principal problema é que a agricultura pode ser afetada por estas substâncias, conforme explicou o consultor de meio ambiente da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Cleuber Moraes Brito. Ele explicou ainda que a fauna, flora e rios também podem ser ‘afetados’ por estas substâncias na natureza. Os danos ao meio ambiente no entorno da barragem podem ser, a grosso modo, químicos ou de ordem física. O primeiro diz respeito à desestruturação química do solo, não só pelo ferro, mas também por outros metais secundários descartados durante o processo de mineração. Segundo Cleuber, este solo recebe uma incorporação química anormal, já que o resíduo tem excesso de ferro, que pode alterar o pH da terra. Já o impacto físico dos rompimentos diz respeito à quantidade de lama - e não à composição. Outro risco é o de que muitas nascentes sejam soterradas. Este impacto nos recursos hídricos também afeta sua fauna, especialmente peixes e microrganismos que compõem a cadeia alimentar dos rios. Os especialistas salientam que é preciso fazer um levantamento do impacto, sendo que uma das primeiras medidas reais será retirar a lama o quanto antes, principalmente por meio de escavações.
Outras informações 
Segundo reportagem publicada no jornal Estado de Minas de hoje, a Barragem de Santarém, a segunda que se rompeu em Mariana, está com a Licença de Operação vencida desde maio de 2013. Na mesma situação está a mina do Germano, também rompida, que faz parte do mesmo complexo, que está com a licença vencida desde julho de 2013. A informação é da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semade). Em alguns jornais de Minas Gerais e do Espírito Santo há informações de que o desastre é o pior dos últimos 30 anos! Vale lembrar que este não é o primeiro fato ocorrido com rompimento de barragens. Houve também casos semelhantes em Algodões, Camará, Macacos, os três rompimentos de Cataguases, ocorridos em 2003, 2007 e 2009.
A bioquímica da Fosfoetanolamina
Este ano, um composto químico está causando muita polêmica e discussão: trata-se da Fosfoetanolamina. Após a divulgação de notícias sobre seus possíveis efeitos, a fosfoetanolamina passou a ser procurada por diversas pessoas diagnosticadas com câncer. Mas, afinal, o que é a fosfoetanolamina? Quais características fazem deste composto um potencial tratamento contra o câncer? Do ponto de vista bioquímico, trata-se de uma amina primária (composto químico) envolvida na biossíntese (fabricação) de lipídeos. Além da função estrutural, de formar a membrana celular, ela possui ainda uma função sinalizadora, ou seja, a fosfoetanolamina informa o organismo de algumas situações que as células estão passando. A fosfoetanolamina é produzida naturalmente pelo nosso organismo, com uma importante função no metabolismo celular – que é agir no transporte de ácidos graxos para as mitocôndrias – responsáveis pela produção de energia na célula. A fosfoetanolamina foi isolada pela primeira vez em 1936, após sua extração de tumores malignos de bovinos. A partir de então, descobriu-se que a fosfoetanolamina é um tipo de fosfolipídeo, um monoéster, que compõe a estrutura de membranas celulares. Por incrível que pareça, este composto está presente em todos os tecidos e órgãos animais! E por isso surgiu o interesse dos pesquisadores em elucidarem a bioquímica da fosfoetanolamina. Após a descoberta do composto, algumas pesquisas demonstraram uma relação entre a sua concentração no tecido e a existência de tumores. A fosfoetanolamina é encontrada em grandes quantidades em cérebros saudáveis, por exemplo, mas sua concentração pode ser 10 vezes maior, caso exista a presença de um tumor no tecido cerebral. Além disso, alguns estudos demonstraram que patologias do sistema nervoso central, como a doença de Alzheimer, poderiam estar relacionadas à deficiência de fosfoetanolamina. Atualmente, pesquisadores da área têm focado nos possíveis efeitos da fosfoetanolamina sobre os tumores, com a intenção de utilizar este composto em tratamentos anti-tumorais. Estes estudos geralmente utilizam culturas de células e camundongos para a realização dos tratamentos, por ser mais fácil a visualização dos processos bioquímicos. De acordo com as pesquisas publicadas, o tratamento de animais com fosfoetanolamina resultou em redução da massa tumoral de melanomas (câncer de pele). Já as pesquisas com culturas celulares utilizaram o composto no tratamento de células hepáticas tumorais e demonstraram dois possíveis fatores para a diminuição dos tumores: um aumento na indução do apoptose (morte) das células e uma diminuição no potencial de membrana das mitocôndrias. Estes e outros estudos apresentam resultados aparentemente bastante promissores, mas devemos sempre ter em mente que as pesquisas foram realizadas apenas em células e em animais não-humanos. Por diversas vezes medicamentos que apresentaram resultados satisfatórios em pesquisas celulares e de laboratório falharam durante os testes clínicos com pacientes humanos. Isto se deve às diferenças bioquímicas existentes entre os modelos utilizados em testes laboratoriais, geralmente roedores, e humanos. E são justamente estas diferenças que tornam a busca por novos medicamentos tão minuciosa. Diversos fatores com relação aos efeitos da fosfoetanolamina no organismo humano ainda são desconhecidos, dentre eles o envolvimento do sistema imunológico e os mediadores ativados durante os tratamentos com o composto. Esperamos que as pesquisas com a Fosfoetanolamina sejam incentivadas e recebam os investimentos necessários. Porém, assim como todas as demais pesquisas farmacêuticas, estas devem ser realizadas com um grande senso crítico, afinal, vidas humanas serão tratadas com os possíveis medicamentos liberados para comercialização.
Tudo sobre a COP 21 em Paris
O que é a COP?
A COP (conferência das partes) ocorre desde 1995. Neste evento, autoridades de diversos países se reúnem para discutir um tratado que visa diminuir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, a fim de evitar que o planeta se aqueça a um nível crítico.
Mas o que são gases de efeito estufa?
Grande parte da radiação solar que incide sobre a superfície terrestre retorna para o espaço. Entretanto, os gases de efeito estufa (ex: gás carbônico e metano) absorvem parte dessa radiação emitida pela Terra, retendo o calor na superfície terrestre. Este processo, conhecido como efeito estufa, é um processo natural. Sem estes gases a superfície terrestre seria congelante (cerca de 18º C negativos) e a maior parte dos organismos que conhecemos provavelmente não sobreviveria.
O problema é que a concentração destes gases na atmosfera vem aumentando desde a revolução industrial devido às ações antrópicas (as alterações realizadas pelo homem), causando um aumento acentuado e acelerado da temperatura na Terra. Embora uma minoria acredite que o aquecimento do planeta é um processo natural, a imensa maioria dos cientistas defende que a ação do