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ou vírus a fim de que haja estímulo para produção de anticorpos. E não existe, até o momento, na literatura cientifica nacional e internacional, nenhum caso de microcefalia causada pela vacina contra a rubéola. As mulheres que foram vacinadas contra a rubéola e não sabiam que estavam grávidas não tiveram filhos com microcefalia ou qualquer outro problema. Além disso, todas tiveram acompanhamento médico. De qualquer maneira, para especialistas o caso já demonstra a incapacidade do Brasil de conseguir controlar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor de DENGUE, do CHIKUNGUNYA e do Zika. A única ferramenta efetiva para combater a doença é controlar o vetor. 
Vacina contra a Dengue é aprovada no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no início desta semana, a primeira vacina contra Dengue (Dengvaxia®) no Brasil. Entretanto, a vacina produzida pela empresa francesa Sanofi Pasteur ainda levará um tempo para ser comercializada, pois a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos ainda precisa definir o valor de cada uma das doses. A previsão é de a imunização chegue ao mercado no primeiro semestre de 2016 e ainda será avaliado se ela será incorporada ao sistema público de saúde. A Dengvaxia® é feita com o vírus “enfraquecido” da Dengue, de forma que nosso sistema imunológico consegue reconhecê-lo e produzir anticorpos, gerando proteção sem que a doença se desenvolva. Ela deverá ser aplicada em três doses, em intervalos de seis meses. Isso porque a proteção vai caindo ao longo do tempo, mas de acordo com a Sanofi Pasteur 70% das pessoas são imunizadas de maneira eficaz a partir da primeira dose da vacina. O imunizante apresentou uma eficácia global (contra qualquer sorotipo da Dengue) de 65,5% na população acima de 9 anos de idade. No entanto, com relação aos casos de Dengue mais severos – aqueles que levam à hospitalização –, a eficácia foi de 80,8%! O preço irá depender da estratégia que o governo federal irá adotar para ofertar o produto à população, mas o custo é visto como um problema pelo ministério da saúde. Cada dose da vacina custa em torno de R$ 84,00! Por isso, uma ideia preliminar considerada, seria imunizar crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, baseada no argumento de que estas pessoas se movimentam mais e, portanto, estariam mais sujeitas à contaminação. No entanto, isso não faz sentido se considerarmos que grande parte das pessoas é contaminada na sua própria casa ou arredores. Além do custo elevado, há ainda outro problema. A empresa francesa consegue produzir apenas 100 milhões de doses por ano, logo não há vacina para todos! Portanto, se a vacina não for incorporada no sistema público, poucas pessoas terão acesso à imunização! Uma vez que problemas de saneamento básico estão associados com a prevalência do mosquito Aedes aegypti, e são maiores em locais carentes, as pessoas mais suscetíveis não teriam acesso. Além disso, vale ressaltar que a imunização contra a Dengue não protege contra os vírus Chikungunya e Zika, também transmitidos pelo Aedes aegypti. Por isso é importante que as campanhas de combate ao mosquito continuem para que a população não relaxe!
Por que o Aedes aegypti transmite tantas doenças?
O ano de 2016 foi fortemente marcado por uma explosão de casos de Zika no Brasil, especialmente por conta da sua relação com a microcefalia. Mas, ao que tudo indica, 2017 não ficará atrás no quesito epidemia, já que o país vive um surto de febre amarela. Até o momento, dos 1048 casos notificados no país 195 já foram confirmados. Mas o que estas duas doenças têm em comum? Ambas podem ser transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Além dessas duas doenças, este mosquito também é responsável pela transmissão da dengue, da Chikungunya – que também teve um aumento expressivo nos números de casos e mortes em 2016 –, da encefalite equina venezuelana e da febre de Mayaro. No mundo ele é conhecido como mosquito da febre amarela e no Brasil como mosquito da dengue. Mas, se tratando do mosquito capaz de transmitir a maior variedade de doenças, estes nomes não lhe parecem mais suficientes.
Mas como uma única espécie de mosquito é capaz de transmitir tantas doenças que nos causam tanto medo?
Proximidade ao Homem
O Aedes aegypti é uma espécie de mosquito da família Culicidae. Originalmente encontrados no continente Africano, estes mosquitos chegaram ao Brasil durante o período colonial, tendo seus ovos transportados acidentalmente em navios negreiros. A partir de então, a espécie proliferou-se e encontrou no ambiente urbano as condições ideais para sua proliferação.  Embora as fêmeas de Aedes aegypti prefiram colocar seus ovos em águas limpas, a ausência desta condição não impede que ela se reproduza. Estudos já mostraram que elas podem depositar seus ovos em água com maior presença de matéria orgânica. Isso torna a espécie adaptada a qualquer ambiente aquoso. Além disso, os ovos conseguem sobreviver por até um ano em ambientes secos, eclodindo rapidamente ao menor sinal de água. Outros vetores de doenças não são capazes de resistir tão fortemente ao ambiente. Por isso o Aedes aegypti está presente em quase todo o mundo.
Simbiose com os vírus
Apesar de também se alimentarem do sangue de outros mamíferos, o Aedes aegypti prefere o sangue de seres humanos, e foi isto que os tornou altamente adaptados à transmissão de doenças virais humanas! Os vírus transmitidos pelo Aedes aegypti também se adaptaram aos humanos e passaram a viver em uma espécie de simbiose com os mosquitos, já que encontraram neles uma forma bastante eficaz de se reproduzir. Diferentemente de mosquitos noturnos, o Aedes aegypti pode picar seres humanos tanto de dia quanto de noite, o que aumenta ainda mais as chances de transmissão dos vírus.
Alta reprodutibilidade
Somado a tudo isso, tem-se ainda a alta reprodutibilidade da espécie. Uma única fêmea pode colocar centenas de ovos de uma só vez, distribuindo estes ovos por diferentes ambientes. Com uma grande quantidade de ovos espalhados por diversos locais, um número muito alto de larvas consegue desenvolver-se e chegar à vida adulta.
Estes são alguns dos motivos que tornaram o Aedes aegypti um mosquito tão temido e combatido por populações humanas. Por isso mesmo, nunca é demais reforçar: faça a sua parte contra os mosquitos, evite deixar água acumulada em sua casa e contribua para um país mais saudável!
Nota importante: o Aedes aegypti é vetor da febre amarela urbana e a febre amarela que temos no Brasil atualmente é a forma silvestre, não havendo surtos da forma urbana desde a década de 40. Mas, como sabemos bem, por termos o vetor da forma urbana em abundância, existe uma grande preocupação em evitar que a febre amarela seja reurbanizada.
Aedes aegypti do bem! Isso é possível?
Que o Aedes aegypti é o vilão do momento no Brasil nós já sabemos! Vetor de doenças como a Dengue, Chikungunya e Zika, este mosquito tem causado muita dor de cabeça! Mas você sabia que o próprio Aedes aegypti pode ser usado no combate a estas doenças? Como assim, Jubilut? Sabe-se que uma medida fundamental para proteção da saúde pública é o controle da proliferação do mosquito através de, por exemplo, a eliminação dos focos do vetor. Mas o que está sendo testado em algumas cidades brasileiras é uma ferramenta adicional para reduzir e manter baixa a quantidade do vetor, através de modificações genéticas! Uma empresa britânica, chamada Oxitec, desenvolveu mosquitos transgênicos. Ao portarem um gene alterado, os machos chamados de Aedes aegypti do Bem, produzem filhotes que não sobrevivem por muito tempo. Dessa forma essa nova prole não é capaz de se reproduzir, causando a redução da população desses insetos!
Mas a liberação de mais mosquitos Aedes aegypti não faria aumentar a incidência dessas doenças?
Neste caso não, porque os mosquitos transgênicos são machos e somente as fêmeas picam os humanos! Tanto machos como fêmeas se alimentam de néctar, seiva e outras substâncias com açúcar, mas somente as fêmeas