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ingerem sangue, para que ocorra o desenvolvimento dos ovos. Como ela pica diferentes pessoas, ao entrar em contato com sangue de pessoas contaminadas, ela pode expor as pessoas saudáveis aos vírus que está carregando.
Resultados dos testes com o mosquito do Bem 
Em período de teste, a alternativa mostrou-se eficiente em bairros de Piracicaba (São Paulo) onde os mosquitos do Bem foram liberados: houve a redução de mais de 80% na quantidade de larvas do Aedes aegypti em comparação aos bairros próximos que não receberam o “tratamento”. No Brasil, alguns bairros de cidades na Bahia já foram tratados com o Aedes aegypti do Bem, e em todos eles houve redução de mais de 90% de Aedes aegypti selvagem.
Perspectivas
Mesmo com os bons resultados, especialistas alertam para o fato de que a redução dos casos de doenças no bairro pode não ser uma consequência exclusiva da liberação de mosquitos transgênicos, mas sim de uma associação com a eliminação de criadouros, por exemplo. Então, essa alternativa deve ser vista como uma possível aliada, sem tirar a atenção nas medidas tradicionais de controle do mosquito.
Uma vacina para a Zika? Empresa indiana dá início a testes clínicos
Quando uma doença surge ou torna-se uma epidemia, a ciência inicia ou intensifica suas pesquisas em busca de formas de combater seus responsáveis. Quando os responsáveis pelas doenças são vírus, uma das melhores formas de combatê-las é a produção de vacinas, que “apresentam” o vírus ao nosso organismo, fortalecendo nosso sistema imune contra a doença. Doenças como a Hepatite, a Poliomielite e a Varicela (também conhecida como Catapora) possuem vacinas bem estabelecidas e já são bem controladas na maioria dos países. Porém, novas doenças surgem a todo o momento, e a pesquisa e produção de novas vacinas necessitam de tempo e esforço consideráveis para serem desenvolvidas. Nos últimos meses, o vírus responsável pela transmissão da Zika tem se espalhado de forma alarmante, especialmente por países do hemisfério sul, como o Brasil. Apesar de possuir sintomas aparentemente mais leves do que a Dengue, o Zika vírus tem sido fortemente associado ao enorme aumento no número de crianças nascidas com Microcefalia em nosso país, o que é muito preocupante! Coincidentemente, uma empresa indiana de biotecnologia afirma possuir duas vacinas candidatas para o controle do vírus da Zika. Segundo os responsáveis pela pesquisa, as vacinas estavam sendo pesquisadas apenas por serem muito similares às pesquisadas para outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, principalmente a Dengue. Com o aumento no número de casos e a recente preocupação mundial em relação à doença, os pesquisadores resolveram aumentar seus esforços com as pesquisas, em busca de uma vacina para a doença. Os testes com as possíveis candidatas à vacina devem ser iniciados em março deste ano, e serão inicialmente realizados em animais de laboratório. Caso estes testes mostrem resultados positivos, as potenciais vacinas serão encaminhadas para testes clínicos em pacientes humanos.
Como funcionam as possíveis vacinas?
O melhoramento de técnicas biotecnológicas tem permitido uma ampliação nas formas de produção de vacinas. No caso das vacinas contra o Zika vírus, dois métodos de vacinação serão testados: o primeiro consiste em uma vacina recombinante – que utiliza o material genético do Zika vírus para imunizar nosso organismo –, e o segundo em uma vacina inativada – utiliza o vírus inativado, que é incapaz de replicar-se ou transmitir qualquer infecção. Apesar da boa notícia, os testes clínicos em animais devem durar, ao menos, cinco meses. Após uma possível aprovação destes, os testes realizados em seres humanos devem demorar ainda mais tempo para serem realizados, pois dependem da aprovação e do apoio de organizações e instituições de saúde. Esperamos que todos eles sejam realizados com sucesso, e que as vacinas possam ser comercializadas e utilizadas o mais rápido possível!
Pesquisadores descobrem uma bactéria que degrada plástico PET
Apesar de serem extremamente úteis para a vida moderna dos seres humanos, os compostos plásticos possuem uma enorme resistência e são de difícil degradação ambiental. Pouquíssimas enzimas possuem a capacidade de catabolizar processos de degradação destes compostos, e os plásticos do tipo PET, que possuem uma grande quantidade de componentes aromáticos, são ainda mais difíceis de serem degradados.
Mais de 50 milhões de toneladas de plástico PET são produzidas a cada ano em nosso planeta, e grande parte deste plástico permanece no ambiente, poluindo corpos d'água e até mesmo levando à morte de animais aquáticos, que acabam enforcados ou engasgados por pedaços de plástico ou confundem os produtos transparentes com alimentos. Pensando nisso, cientistas das mais renomadas universidades têm estudado microrganismos em busca de enzimas possivelmente degradadoras do material. Agora, pesquisadores japoneses publicaram um artigo na revista Science, no qual afirmam terem encontrado uma nova espécie de bactéria, capaz de degradar plástico PET.
Em busca da bactéria "heroína", os pesquisadores coletaram centenas de amostras de sedimento, solo, água e lodo contaminados por materiais PET. Estas amostras foram analisadas em busca de um ou mais organismos que pudessem utilizar o PET como fonte de carbono, ou seja, de espécies que se alimentassem de PET e utilizassem sua energia para crescer. Durante as análises alguns microrganismos cresceram sobre as amostras de PET, e inclusive induziram modificações no plástico. A análise microscópica destes microrganismos permitiu aos pesquisadores que identificassem bactérias, fungos e protozoários ali presentes. Após o isolamento destes microrganismos em um meio de cultura enriquecido com fibras PET, apenas uma espécie de bactéria conseguiu sobreviver. A bactéria, denominada Ideonella sakaiensis 201-F6, degradou praticamente toda a fibra de PET após seis semanas, sendo mantida a uma temperatura de 30 °C. Pode parecer um processo demorado, porém ele abre portas para o estudo das enzimas utilizadas pela espécie para este tipo tão raro de metabolismo. Para encontrar tal enzima responsável pela degradação do PET, os pesquisadores sequenciaram todo o genoma das bactérias, analisando cada um de seus genes. Uma das sequências analisadas pelos cientistas apresentou mais de 50% de identidade com a de um gene que regula outra enzima degradadora de PET, extraída da bactéria gram-positiva Thermobifida fusca, pertencente ao filo Actinobacteria. Para comprovar, então, a real eficácia da enzima potencialmente degradadora de plástico, os pesquisadores a isolaram e incubaram em um filme de plástico PET, de forma similar ao que fizeram com as bactérias. Após 18 horas de incubação, o filme de PET já apresentava diversos pontos de perfuração. Além disso, grande parte das moléculas de PET havia sido convertida a ácido terefltálico e etilenoglicol, monômeros ambientalmente benignos. Agora, os pesquisadores esperam estudar mais as enzimas e todos os processos responsáveis pela degradação do plástico PET, em busca de uma nova técnica de degradação que consiga reduzir o acúmulo de plástico da forma mais ambientalmente segura possível.
São Paulo enfrenta surto de H1N1
Ele chegou com tudo! O vírus influenza A (H1N1) ressurgiu este ano mais forte do que nunca e já causou, em apenas três meses no estado de São Paulo, praticamente o dobro de casos registrados no ano de 2015 para todo o país. Na região noroeste de São Paulo, o número de casos já é tão grande que a Secretaria de Saúde decidiu antecipar a campanha de vacinação. O objetivo das campanhas antecipadas é levar a vacina a quase 70 cidades da região, imunizando mais de 300 mil pessoas, especialmente aquelas que se enquadram nos grupos de maior risco: idosos, crianças, gestantes, agentes de saúde e pessoas com doenças crônicas, para os quais a distribuição da vacina ocorre de forma gratuita. De acordo com o relatório epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde, entre