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plano tarsila do amaral ARTES

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INSTITUTO ESTADUAL DE EDUCACAO DR. CARLOS CHAGA 
TRABALHO DE DIDÁTICAS ARTES DA EDUCAÇÃO
PROFESSORA: FABIANE 
PLANO DE AULA
DADOS ALUNO:
 Nome: Luciane Braga Reginato turma: AE 2C
Disciplina: Didatica Artes da Educação Professora: Fabiane
DADOS DO PLANO
Disciplina: Ates e português 3° ano
· TEMA: BIBLIOGRAFIA E OBRAS DE TARSILA DO AMARAL
OBJETIVOS:
· Conhecer a biografia da Tarsila do Amaral e suas obras de artes;
· Desenvolver o interesse por obras de artes;
· Estimular a imaginação,
· Estimular a percepção visual, cores, formas, detalhes, expressões e tamanhos.
· Interpretação de texto
CONTEUDOS:
· Explicativa;
· Dialogada; 
· Expositiva;
· Demonstrativa.
RECURSOS:
· MUC 
· Historia da autora anexo (resumo);
· Imagens de arte em anexo,
· Folhas oficio branca;
· Papeis crepom coloridos.
DESENVOLVIMENTO:
· Passar no quadro para os alunos copiar o resumo da biografia da autora Tarsila do Amaral. (Anexo do texto).
· Apresentar algumas de suas obras: Abapuru, operários, negra, lago, sol poente e família. (Anexos).
· Conversar sobre seus significados.
· Distribuir folhas, pedir para que cada um faça releitura e uma obra da autora.
· Pintar com lápis de cor ou fazer colagens com papel crepom colorido,
· Logo após fazer uma roda de conversa para compartilhar sua arte e falar sobre ela, ouvir a todos, observar que aprenderam e observaram nas imagens que mais chamou sua atenção.
· A avaliação será durante todo período de aula observando como cada aluno executa a atividade proposta pelo professor e interpreta-las através das imagens.
BIOGRAFIA
Tarsila do Amaral
 Tarsila do Amaral nasceu em Capivari – SP em 1886. Passou a infância nas fazendas de seu pai. Estudou em São Paulo, no Colégio Sion e depois em Barcelona, na Espanha, onde fez seu primeiro quadro, 'Sagrado Coração de Jesus', 1904. Quando voltou, casou-se com André Teixeira Pinto, com quem teve a única filha, Dulce.
 Separaram-se alguns anos depois e então iniciou seus estudos em arte. Começou com escultura e, depois, teve aulas de desenho e pintura no ateliê de Pedro Alexandrino em 1918, onde conheceu Anita Malfatti. Em 1920, foi estudar em Paris, ficou lá até 1922  e soube da Semana de Arte Moderna (que aconteceu em fevereiro) através das cartas da amiga Anita. Quando voltou ao Brasil, Anita a introduziu no grupo modernista e Tarsila começou a namorar o escritor Oswald de Andrade. Formaram o grupo dos cinco: Tarsila, Anita, Oswald, o também escritor Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Agitaram culturalmente São Paulo com reuniões, festas, conferências. 
 Em 1923, em Paris, estudou com o mestre cubista Fernand Léger e pintou a tela 'A Negra'. A figura da Negra tinha muita ligação com sua infância, pois essas negras eram filhas de escravos que tomavam conta das crianças e, algumas vezes, serviam até de amas de leite. Com esta tela, Tarsila entrou para a estória da arte moderna brasileira. 
 Em 1924, Blaise Cendrars veio ao Brasil e um grupo de modernistas passou com ele o Carnaval no Rio de Janeiro e a Semana Santa nas cidades históricas de Minas Gerais. No grupo estava além de Tarsila, Oswald, Dona Olívia Guedes Penteado, Mário de Andrade, dentre outros. 
 Tarsila disse que foi em Minas que ela viu as cores que gostava desde sua infância, mas que seus mestres diziam que eram caipiras e ela não devia usar em seus quadros. 'Encontrei em Minas as cores que adorava em criança. Ensinaram-me depois que eram feias e caipiras. Mas depois vinguei-me da opressão, passando-as para as minhas telas: o azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde cantante, ...' E essas cores tornaram-se a marca da sua obra, assim como a temática brasileira, com as paisagens rurais e urbanas do nosso país, além da nossa fauna, flora e folclore. Ela dizia que queria ser a pintora do Brasil. Esta fase da sua obra é chamada de Pau Brasil, e temos quadros maravilhosos como 'Carnaval em Madureira', 'Morro da Favela', 'EFCB', 'O Mamoeiro', 'São Paulo', 'O Pescador', dentre outros.
 “Abaporu” – 1928
Abaporu é uma clássica pintura do modernismo brasileiro, da artista Tarsila do Amaral. Considerada uma obra-prima da autora, a tela foi pintada a óleo em 1928 para ser oferecida ao seu então marido, o escritor Oswald de Andrade.
No quadro vemos a valorização do trabalho braçal (observe o pé e a mão enormes) e a desvalorização do trabalho mental (repare na cabeça minúscula).
Outros quadros desta fase Antropofágica são: 'Sol Poente', 'A Lua', 'Cartão Postal', 'O Lago', 'Antropofagia', etc. Nesta fase ela usou bichos e paisagens imaginárias, além das cores fortes.
Em 1933 pintou a tela 'Operários'. Desta fase Social, temos também a tela 'Segunda Classe'. A temática triste da fase social não fazia parte de sua personalidade e durou pouco em sua obra. Em 1950, ela voltou com a temática do Pau Brasil e pintou quadros como 'Fazenda', 'Paisagem ou Aldeia' e 'Batizado de Macunaíma'. 
 Sol Poente - 1929.
Nesta obra, percebemos elementos imaginários e idealizados por Tarsila. As cores, como sempre, são também um destaque importante na composição.
 A Lua (1028), Tarsila do Amaral (1886-1973). Tarsila produziu A Lua quatro anos depois de Abaporu (1924). O gigante pintado em meio a uma paisagem solar com tons abertos de azul, amarelo e verde sai de cena e entra um “cacto-homem” introspectivo... 
 Tarsila do Amaral (1886-1973) foi uma das mais importantes artistas do Brasil. Esta tela é da fase Antropofágica, com o colorido e o tema típicos de Tarsila. Seu sobrinho Sérgio comprou a tela e permaneceu com ela por muitos anos.
 Antropofagia (1928-1930), o quadro Antropofagia apresenta assim como outras obras do mesmo período, cores fortes com temas relacionados ao imaginário, aos sonhos, lembranças de infância, visão de objetos reais transformados em bichos imaginários, entre tantas outras formas.
	
Abaporu (1928)O Lago (1928)Antropofagia (1929)
A terceira e última fase da obra de Tarsila do Amaral, denominada “Social”, teve início em 1933, com a obra, “Operários”, onde sua criação está voltada para os temas sociais da época e a situação dos trabalhadores. São dessafase:
Operários (1933)Segunda Classe (1933)Crianças do Orfanato (1935)
Tarsila pintou dois painéis em sua carreira: “Procissão do Santíssimo” (1954), para as comemorações do IV Centenário da cidade de São Paulo e “Batizado de Macunaíma” (1956), para a Editora Martins.
Entre 1934 e 1951, Tarsila manteve um relacionamento com o escritor Luís Martins. De 1936 a 1952, trabalhou como colunista nos Diários Associados onde ilustrava retratos de grandes personalidades. Em 1951 participou da I Bienal de São Paulo. Em 1963 teve uma sala especial na VII Bienal de São Paulo e no ano seguinte teve participação especial na XXXII Bienal de Veneza.
Tarsila do Amaral faleceu em São Paulo, no dia 17 de janeiro de 1973.
Tarsila do Amaral era ou não era uma mulher ímpar na nossa cultura? Não por acaso ela é uma das mulheres elencadas no artigo A biografia das 20 pessoas mais importantes para a história do Brasil.
 “O Mamoeiro” - 1925
Em 1926, Tarsila fez sua primeira Exposição individual em Paris, com uma crítica bem favorável. Neste mesmo ano, casou-se com Oswald (o pai de Tarsila conseguiu anular em 1925 o primeiro casamento da filha para que ela pudesse se casar com Oswald). Washington Luís, o Presidente do Brasil e Júlio Prestes, o Governador de São Paulo na época, foram os padrinhos deles.
 “Abaporu” - 1928
Outros quadros desta fase Antropofágica são: 'Sol Poente', 'A Lua', 'Cartão Postal', 'O Lago', 'Antropofagia', etc. Nesta fase ela usou bichos e paisagens imaginárias, além das cores fortes.
Em 1933 pintou a tela 'Operários'. Desta fase Social, temos também a tela 'Segunda Classe'. A temática triste da fase social não fazia parte de sua personalidade e durou pouco em sua obra. Em 1950, ela voltou com a temática do Pau Brasil e pintou quadros como 'Fazenda', 'Paisagem