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NEUROSE, PSICOSE E PERVERSÃO POR QUINET

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com o que o paciente fale. 
"Não importa que sua filha seja muda, o que importa é que faça-a falar". 
 Freud
O importante é fazer com que o paciente fale, para que o paciente fale a gente
precisa ouvir, a oferta da escuta implica o outro no lugar de fala. Para que ele fale
e a gente ouça qual o lugar dele na estrutura de linguagem: NEURÓTICO, PSICÓTICO ou
PERVERSO. 
Isso não é dito ao paciente. Nenhum paciente recebe esse diagnóstico do analista pois
só serve para que possamos dirigir o tratamento. Diferença essa das Psicoterapias. 
O paciente vai entrar em análise e sair sem saber seu diagnóstico a não ser que ele
vá fazer uma formação analítica, saindo de uma análise de intenção para extensão. 
Temos portanto a indicação de que nesse momento a tarefa do analista é apenas a de
relançar o DISCURSO DO ANALISANTE, FREUD entretanto dirá que "HÁ RAZÕES DIAGNÓSTICAS
PARA FAZER ESSE TRATAMENTO DE ENSAIO, ESTE É O MOMENTO EM QUE POR PRINCÍPIO A QUESTÃO
DIAGNÓSTICA ESTÁ EM JOGO".
O importante é fazer com que o paciente fale, para que o paciente fale a gente
precisa ouvir, a oferta da escuta implica o outro no lugar de fala. Para que ele fale
e a gente ouça qual o lugar dele na estrutura de linguagem: NEURÓTICO, PSICÓTICO ou
PERVERSO. Como que eu sei que um paciente é histérico?
Apesar de precisar de muitas coisas mas uma coisa que nunca escapa desse escuta,
histórias mil, vários contextos lá no fundo um desejo insatisfeito. Na NEUROSE
OBSESSIVA a mesma coisa, muda as coisas que ele fala mas sempre existe um desejo
impossível, diferente do SUJEITO HISTÉRICO que tem um desejo insatisfeito. O
HISTPERICO é aquele que faz.
Clínica Psicanalítica
@Mentologikas - Resumos de Eliane Cavalcante
texto - Antonio Quinet - As funções das entrevistas preliminares. - AULA 18.11.2020
As entrevistas preliminares 
Tem a mesma estrutura da análise mas são distintas desta, portanto colocada a
nível de um paradoxo. 
P = A (Entrevistas preliminares são igual a análise, o que implica que a
entrevista preliminar é diferente da análise). 
A lógica nos ajuda na clínica. 
O QUE AJUDA NO DIANÓSTICO DA NEUROSE OBSESSIVA: 
Na fala do SUJEITO OBSESSIVO, lá no fundo que toda relação dele com a demanda do
outro é sempre colocada nesses termos. 
Exemplo do caso do homem dos ratos. 
Se isso então aquilo ( Se eu fizer isso, vai acontecer aquilo) > É essa dúvida
obsedante é que pavimenta os pensamentos do OBSESSIVO ( aquele que pensa demais). O
HISTÉRICO é aquele que sente. Paradoxo
Nossa senhora das flores - Jean Genet
O escritor japonês Yukio Mishima também era PERVERSO se a gente lê o livro
"Confissões de uma máscara". E quando a gente lê não veremos a perversão no
sentido jurídico. 
Outro Francês André Gide, também era PERVERSO. 
Maria Helena Martinho - tem uma tese sobre perversão. 
Catherine Millor - A inteligência da Perversão.
James Joyce - psicótico que nunca alucinou. O tratamento dele foi a escrita. 
A entrevista preliminar é igual a análise por causa da associação livre, mas a
entrevista preliminar é diferente da análise por causa da questão do diagnóstico.
Por que o Diagnóstico muda o lugar, marca uma descontinuidade, sai do face a face e
vai para o divã. Pois agora o analista já sabe que aquele caso é um caso de neurose,
ou histérica ou neurose obsessiva. 
Na Clínica de NEUROSE, o SUJEITO pode ser HISTÉRICO mas com sintomas ou traços
obsessivos, e o sujeito obsessivo pode ter traços histéricos, por isso a importância
da supervisão. 
A clínica da perversão, porque os perversos não procuram muito mas encontramos na
literatura. A PERVERSÃO não é da ordem da PSICOPATIA, a perversão é outra coisa. 
INDICAÇÃO DE LITERATURA PSICOSE E PERVERSÃO: 
O PERVERSO é aquele que desmente a castração, o que faz com que coloque nesse lugar a
exuberância. A escrita desse cara é de uma beleza que esconde uma decadência. Mas ele
tem vários livros como Pompas fúnebres, Querele, Diário de um ladrão; 
LACAN usa o James Joyce como modelo de final de análise ou seja conseguiu fazer uma
amarração estrutural sem precisar recorrer a metáfora delirantes pois não alucinou e
nem delirou e se cuidou escrevendo.
Clínica Psicanalítica
@Mentologikas - Resumos de Eliane Cavalcante
texto - Antonio Quinet - As funções das entrevistas preliminares. - AULA 18.11.2020
Demanda de análise
FUNÇÃO SINTOMAL; 
FUNÇÃO DIAGNÓSTICA;
FUNÇÃO TRANSFERENCIAL;
Demanda de análise não é o que leva um paciente a nos procurar, aquilo que leva ele a
nos procurar é um sintoma. 
TRÊS FUNÇÕES: 
Não estão colocadas de maneira cronológica, e sim de maneira lógica. Pois o sintomal
é o que leva uma pessoa a chegar a procurar uma analista, por exemplo, mas a medida
em que ele vai falando do seu sintomal, ele vai construindo a sua demanda de análise. 
Demanda de análise não é aquele pedido inicial, é construída a partir da escuta do
analista. 
QUINET citando LACAN - Referência do texto - a direção do tratamento e os princípios
do seu poder. 
"... com a oferta criei a demanda" - No caso a oferta da escuta.
 
O paciente traz o sintoma (função sintomal), e nesse sintoma a gente então escuta a
oferta a escuta, ao ofertar a escuta na sua fala o paciente vai construindo uma
demanda de análise, a demanda de análise que ele vai construindo transforma o
sintomal em sintoma analítico. Porque o sintoma quando ele chega é "botaram esse
sintoma em mim" - Foi o chefe, minha mãe etc... Ou seja ele alega que o sintoma
colocaram nele. 
Essa demanda de análise que é construída na fala a partir da escuta do analista,
também vai transformando o sintoma no sentido do sintomal no sintoma analítico. 
"Qual é a parte sua, relacionado a esse sintoma que você está trazendo?" tem algo seu
aí! que sabemos que o Freud diz que "o sintoma é uma satisfação pulsional
substituta", essa demanda de análise que vai sendo construída, possibilita a
transformação desse sintoma num sintoma analítico. Ou seja analisar o sintoma,
decompor o sintoma através das associações ("ah lembrei, disso, daquilo, está me
vindo isso a mente", vai aliviando o sintoma, a construção da demanda também ajuda a
constituir a função transferencial. E é exatamente na função transferencial (com base
nela) que nós vamos realizar esse diagnóstico. O Diagnóstico é feito a partir da
transferência. Transferência
É a atualização da realidade sexual do inconsciente na figura do analista. O que que
vem dessa atuaização? O Édipo. E é no édipo que está determinada as estruturas
clínicas, se é NEUROSE, PSICOSE ou PERVERSÃO. E isso se decide na infância.
Praticamente do nascimento aso 6 anos de vida. E iss vai se atualizando ao longo da
vida. 
RECOMENDAÇÕS AO MÉDICO QUE PRATICA A PSICANÁLISE
Clínica Psicanalítica
@Mentologikas - Resumos de Eliane Cavalcante
SIGMUND FREUD OBRAS COMPLETAS VOLUME 10 - PÁGINA 111
O que que faz um sujeito ser neurótico?
Quando ele reconhece a castração e recalca o nome do pai. Recalca a função paterna. 
Aquela função da lei. É aquela função que vem para separar
a criança do grande outro, que no caso encarnado
inicialmente pela mãe, que é o grande outro simbólico, que
com sua lei caprichosa está ali numa relação incestuosa,
de prazer, de grudada. 
Alguma coisa tem que cortar essa ligação, privar essa
ligação, quem faz isso é a função paterna. 
Função paterna
Ou seja tudo aquilo que atrai e orienta o desejo da mãe, para não deixar esse desejo
da mãe consumir-se nesse ser que é seu filho. 
Sujeito Neurótico
É aquele que aceita a castração - "Ela não é minha, ela é
da vida, ela é da função paterna, e para eu tê-la eu vou
me identificar com os traços que me vem da função paterna
e vamos recalcando. 
Exemplo: um menino que não pode ter a mãe, se identifica com o pai. Se eu for como
meu pai, eu vou ter uma mulher como a minha mãe. Em geral é assim que acontece. Ou
algo invertido ou distorcido. - Tudo aquilo que meu pai é eu vou ser diferente disso,
mas está referenciado. 
Na