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NEUROSE, PSICOSE E PERVERSÃO POR QUINET

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Psicose
A foraclusão do nome do pai, então o sujeito fica preso a
esse grande outro que era inicialmente sua mãe
(onipresente, onisciente) daí aparecem muitos delírios
megalogâmicos (muito comum, inclusive nas próprias
religiões. . 
Nome do pai É o nome que fica no lugar da ausência da mãe, quando a
mãe não está com a criança (ela está no trabalho, no
shopping, no cabeleireiro etc, ou seja o nome do pai é o
o nome da ausência dela. A criança vai se identificando
com isso ou não .
Se na NEUROSE há essa separação do grande outro que vai se tornar inclusive
inconsciente, na PSICOSE há uma foraclusão do nome do pai. Essa função da lei, no
tempo que ela deveria ser vigente, ela não foi então nunca mais será. 
O nome do pai substitui o desejo da mãe com a foraclusão do nome do pai, então não há
essa substituição, então a mãe fica muito forte para esse sujeito que vai se
constituir e pode fazer delírio. 
A questão do desmentido. O sujeito sabe que tem a castração mas ele desmente, os
fetiches sexuais que inclusive não são da realidade (os clássicos).
Exemplo: Sacher Masoch e Marquês de Ssde. 
Quando a gente lê essas literaturas que vê esses fetiches clássicas, aquilo ali é
curioso.
Vamos pensar num menino, ele acha que tem o falo, igual o homem que foi na
infância o pequeno Hanz. Todo mundo tem faz pipi. Depois começa a diferenciar quem
faz pipi e quem não faz.
Pensando nessa maneira de pensar que é muito do nosso período infantil que está
vinculado a uma ordem fálica (ordem da sociedade) que valoriza o sexo masculino e
não o sexo feminino. 
A ordem fálica é esse do pênis ereto. O menininho acha que todo mundo tem um pênis
e olha pro sapato da mãe e vai subindo para examinar e quando descobre que ela não
tem o sexo, ele desmente. 
Ele volta e se fixa no sapato. Então o objeto fetichezado é o último objeto do
examescópico que o sujeito faz antes de se deparar com a experiência de ver a
castração. O Neurótico não! Ele aceita e recalca o nome do pai. 
É uma coisa extremamente positiva, não é a melhor saída, mas é uma coisa muito postiva
porque o delírio LACAN chamou de METÁFORA DELIRANTE. 
Já que faltou a função paterna (o nome do pai), já que faltou a metáfora paterna o
próprio sujeito consegue construir uma metáfora delirante. 
RECOMENDAÇÕS AO MÉDICO QUE PRATICA A PSICANÁLISE
Clínica Psicanalítica
@Mentologikas - Resumos de Eliane Cavalcante
SIGMUND FREUD OBRAS COMPLETAS VOLUME 10 - PÁGINA 111
Delírio
Perversão
Fetiche
RECOMENDAÇÕS AO MÉDICO QUE PRATICA A PSICANÁLISE
Clínica Psicanalítica
@Mentologikas - Resumos de Eliane Cavalcante
SIGMUND FREUD OBRAS COMPLETAS VOLUME 10 - PÁGINA 111
Estruturas clínicas
 do Quinet 
Formas de negação da castração
NEUROSE 
PERVERSÃO E 
PSICOSE
NEUROSE: Pela via do recalque
PERVERSÃO: pela via do desmentido - Que é esse mecanismo de negação. 
PSICOSE: foraclusão. 
Isso que recalca, é desmentido e foracluído onde retorna? vai retornar no simbólico
na NEUROSE e na Perversão (na própria fala do paciente) e na PSICOSE vai voltar na
real( no sentido que o paciente não sabe falar disso - podemos até perguntar "mas o
que a voz diz?" ele não sabe dizer, não consegue dialetizá-la, ele só sabe que a
sente. No real da pulsão invocante ou no real da pulsão escópica (seja alucinação
auditiva ou visual). Então o lugar de retorno é no simbólico.
Qual o tipo de fenômeno que evidencia esse retorno?
NEUROSE: sintoma que volta no simbólico.
PERVERSÃO: fetiche também retorna no simbólico mas o fenômeno que aparece é o
fetiche.
PSICOSE: O fenômeno é a alucinação. É o fenômeno que evidencia que o nome do pai
foi foracluído. 
Fonte: página 19 - Tem esse esqueminho