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parto ativo

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© 1989 Janet Balaskas 
Título original: New Active Birth: A Concise Guide to Natural Childbirth 
by Unwin Paperbacks, 1989 - Thorsons, 1991. 
Tradução: Dr. Adailton Salvatore Meira 
Revisão: Antonieta Canelas 
Diagramação: Eliane Alves de Oliveira 
Capa: Carlos Guimarães 
Fotos: Anthea Sieveking /Ilustrações: Lucy Sue Laura Mckechnie 
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE 
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ 
Bl44p 
2.ed. 
Balaskas, Janet 
Parto ativo : guia prático para o parto natural/ Janet 
Balaskas ; tradução Adailton Salvatore Meira. - 2.ed. -
- São Paulo: Ground, 2012. 
317p.: il.; 21cm 
Inclui bibliografia 
ISBN 978-85-7187-045-1 
1. Parto (Obstetrícia). 2. Nascimento. 3. Naturopatia. 1. Título. 
08-3996 
12.09.08 
CDD: 618.45 
CDU: 618.4 
16.09.08 
Direitos reservados: 
EDITORA GROUND LTDA. 
008738 
Rua Lacedemônia, 85 - Jardim Brasil 
Te!.: (011) 5031.1500 Fax: 5031.3462 
vendas@ground.com. br 
www.ground.com.br 
Sumdr1Ó 
Prólogo, 5 
Prefácio - Sheila Hitzinger, 12 
Introdução - Michel Odent, 14 
Introdução à edição brasileira -Adailton Saivatore Meira 16 
' 1. O que é um Parto Ativo?, 19 
2. Seu Corpo na Gravidez, 47 
3. Exercícios de Yoga na Gravidez, 60 
4. Respiração, 120 
5. Massagem, 125 
6. Trabalho de Parto e Parto, 134 
7. Parto Dentro da Água, 198 
8. Depois do Parto, 213 
9. Exercícios no Pós-Parto, 222 
1 O. Parto Ativo em Casa ou no Hospital, 231 
11. Referências de A-Z, 280 
Manifesto do Parto Ativo, 302 
Referências para o Manifesto do Parto Ativo, 306 
Leituras Recomendadas, 308 
Lista de Referências, 31 O 
Índice, 313 
O Parto Ativo no Brasil, 316 
O Movimento Parto Ativo Brasil, 317 
Gr:J'/aria de agradeca a todas aJ· mães e suas famílias, CtljaS 
experiêmias tanto enriquoceram o lútllt!Údo deste livro. 
Também gostaria de agradecer àqueles que qjudaram a produzi-lo, 
espeâalmente Anthea Sieveking, pelas Jotogrqfias, e toda a equipe da 
U11win Paperbaiks, por esta edifãO revisada. 
Sou muito grata às minhas colegas de profissão Lol!J S tirk e Yvonne 
Moore pela qjuda na implanta:::o do Curso de Treinamento para 
Professores de Parto Ativo; a Yehuc!J Gordon, Michel Odent e 
obstetriz.es* de vários hospitais de diversas âdades pelo pioneitismo, 
ussún como àsprefmoras de yoga Mina Semyon, Mary Stuart, I.A!J· 
e John S tirk pelo toque de inspirafãO. 
Sou prefundamente guita a Carol e Dliott por sua orientafàO e ao 
seu marido, Nonnan Stannard, pur .1ua energia positiva. Acima de 
litdv, gostaria de agradecer uos meus quatro filhos por terem me qjudado 
a descobrir a enorme alegria de dar à luz e ser mãe, e ao meu marido 
Kúth Brainin, pelo seu rminhoso apoio e incentivo. 
·N. do T.: "MiJwife", no uri.giual, também signiGca enfermeira obstétric~, parteira. Na 
EuropJ fazem curso superior com espenali.zaçãu em Obstetrícia (atualmente com Juraçào 
Je 4 ân,») e s:lu as profissionais que fazc-m a m~ior parte· dos partos normais, só chamando 
o m.:d:co cm cic.u ,lc cumplicaçôcs. 
Nina, minha primeira filha, nasceu em 1970. Participei de aulas 
de preparação para gestantes e contava com um parto natural. Per-
maneci no controle da situação até que as contrações ficaram mais 
fortes, quando não tive outro jeito a não ser me deitar, passivamente, 
semi-inclinada, nas últimas três horas. Felizmente não houve com-
plicações e consegui, com um esforço desmedido e ajuda de uma 
episiotomia desnecessária, trazê-la ao mundo por mim mesma. 
Minha primeira experiência com a condução ativa do parto acon-
teceu no nascimento da segunda filha, Kim. Durante a gravidez pra-
tiquei yoga e me sentia muito bem em algumas posturas, descobrin-
do com o decorrer da gravidez que algumas delas me traziam muitos 
benefícios. Estudando a história do parto, observei que algumas das 
posturas de yoga, particularmente a posição de cócoras, foram usa-
das durante séculos como posições de parto. Um estudo da anato-
rnia da pelve feminina mostrou que essas posturas relaxavam e "abri-
am" o canal pélvico e eram as melhores posições para se esvaziar 
algum conteúdo pélvico. 
Assim, quando entr.ei em trabalho de parto, simplesmente come-
cei a seguir as instruções do curso de preparação e procurei ficar 
tranqüila, deitada com o tronco um pouco mais elevado que os pés, 
concentrando-me em algumas técnicas respiratórias. A evolução foi 
lenta e as técnicas respiratórias mantinham-me calma e concentrada, 
parecendo desviar minha atenção das contrações. Finalmente decidi 
me levantar e tentar algumas das posições que havia treinado duran-
te a gravidez. A mudança na evolução foi drástica e comecei a perce-
ber, pela primeira vez, que é preciso que a parturiente se mova e se 
coloque de acordo com a gravidade para ajudar o corpo a se abrir 
ainda mais. Tomei consciência de que a posição de cócoras, e suas 
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variações, era a posição lógica para todas as mulheres assumirem no 
momento de dar à luz e de que era a posição mais importante para 
ser exercitada durante a gravidez. Decidi, naquele momento, que 
iria aprimorar meu "ficar de cócoras" antes do meu próximo parto. 
Durante o parto do meu filho Iasonas permaneci ativa; caminhan-
do, ficando de cócoras e de joelhos, terminei dando à luz ajoelhada 
de quatro. Foi uma experiência maravilhosa. Tive um senso de con-
trole inteiramente novo e soube instintivamente o que fazer. Poucas 
horas após o parto já estava de pé e sem as dores que tive durante 
uma semana ou duas depois dos outros partos, apesar de ele ter pe-
sado quase 4,5 quilos. Sentia-me surpreendentemente bem e em for-
ma depois do parto e não me senti cansada ou deprimida nos meses 
que se segwram. 
Recentemente tive o quarto filho, também em casa. Theu pesou 5 
quilos. Dessa vez tinha à minha disposição uma piscina portátil es-
pecial para parto, no nosso quarto, projetada por meu marido, Keith. 
O trabalho de parto foi intenso e assim que alcancei 5 centímetros 
de dilatação entrei na piscina. A leveza da água fez com que eu pu-
desse relaxar mais facilmente. Fui encorajada a me soltar sem restri-
ções e lembro que fiz muito barulho e atingi a dilatação total em 
pouco tempo. 
Michel Odent, o médico que nos acompanhava, sugeriu que eu 
deixasse a banheira no momento do nascimento. Dado o tamanho 
do bebê, decidimos que seria melhor contar com a ajuda da gravida-
de para o seu nascimento; assim, fiquei na posição de cócoras sus-
tentada. Apesar do tamanho, Theu nasceu depois de duas contra-
ções e, maravilhosamente, sem nenhuma ruptura. Os médicos certa-
mente iriam considerar minha gravidez de alto risco. Tinha 42 anos, 
Rh negativo e sofrera cirurgia no útero 3 anos antes. Para mim estes 
foram os verdadeiros motivos que me levaram a preferir ter meu 
bebê em casa, onde as condições para um parto normal são as me-
lhores. 
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Minhas experiências de parto não são tão incomuns. Desde 1978 
eu preparo gestantes com aulas de yoga e mais de 80 por cento con-
seguiram ter seus filhos de maneira ativa e natural. Muitas delas nun-
ca tinham tido contato com a yoga e as idades variavam de 19 a 49 
anos. É muito bom observar como seus corpos respondem pronta-
mente aos exercícios, como a flexibilidade melhora e como a saúde 
e a felicidade aumentam. No final da gravidez muitas delas tinham 
descoberto os instintos de dar à luz e da maternidade e aguardavam 
o parto com confiança. As experiências dessas mulheres aumenta-
ram minha convicção e conquistaram o apoio de obstetrizes, médi-
cos e obstetras. 
Muitas grávidas desfrutam dos benefícios da yoga a tal ponto que 
voltam para sessões de yoga para mamães e bebês, duas ou três se-
manas após o parto. Isso ocorre não somente com as mães que tive-
ram parto normal e sem nenhum problema, mas também com aque-
las que tiveram necessidade da ajuda de cesariana ou de fórceps. 
Com o passar do tempo pude observar que o desempenho