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Sistema cardiovascular e seus farmacos

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Farmacologia 28/10/2019 
· Sistema cardiovascular 
Pré-carga Carga é o que chega nos ventrículos, tem como definição o retorno venoso, é o que do sangue que circulou chegou no coração, os animais podem ter algum problema circulatório ou de bombeamento, relacionado com o retorno venoso.
Pós-carga O quanto que as artérias fazem força que impede o sangue sair do coração, relacionado com a resistência das artérias e válvulas. Alguns animais tem problema na válvula semilunar.
Inotropismo Força de contração (normal que respeita o mecanismo automático de contração do coração, sistema nervosa autônomo, lei de straling faz a mesma força que fez pra sair e pra voltar, positiva quando a força de contração está maior que a fisiológica ou negativa é quando a força de contração tá menor que a fisiológica).
Débito cardíaco volume de sangue ejetado pelo ventrículo esquerdo por minuto. 
Insuficiência cardíaca Redução do debito cardíaco há mecanismos compensatórios que é o aumento da frequência (associonado pelo sistema simpático, pode levar a paradas cardíacas), vasoconstrição periférica (principalmente de artéria, pode levar a derrames ) e retenção de água e sódio serve para aumentar o volume de sangue, ele age no rim, aumentando o nível de sódio e ele irá puxar água do rim para o plasma e assim retendo mais água , sistema que é controlado pela adeldesterona. Essa água que é retida irá para os tecidos, assim é bem comum edema em pacientes cardiopatas. O sopro é um retorno de sangue que não consegue ir para as artérias, que ao longo prazo pode ocorrer a insuficiência cardíaca. Os gatos tem predisposição de ter o musculo cardíaco espesso, nesse caso entrará menos sangue, assim esse coração terá que bombear mais sangue e trabalhar mais que o normal. Insuficiência cardíaca é uma consequência de algum distúrbio cardíaco. 
 Principais causadoras de insuficiência cardíaca congestiva, que é quando o sangue não consegue voltar para o coração, alterações de válvula mitral, cardiomiopatia dilatada o musculo cardíaco aumenta de tamanho. Objetivo terapêutico é melhorar condição clinica e reestabelecer o debito cardíaco. 
	Manejo da insuficiência cardíaca 
 Ajuste dos mecanismos de pré-carga, pós-carga ou inotropismo. Remoção de excesso de liquido que é através de diuréticos, vasodilatadores reduzir vasoconstrição periférica serão utilizados e inotrópicos positivos são perigosos, pois a dose terapêutica e a toxica são muito perto. 
Digitálicos 
· É o grupo mais antigo que existe na história da humanidade 
· É um inotrópico positivo, usado para melhorar debito cardíaco 
· Derivado da planta digitalis “dedaleira” 
· Ter cuidados na hora de calcular a dose, possuem indicie terapêutico estreito 
· Glicosídeos digitálicos – digoxina, gitoxina e digitoxina 
· Farmacocinética Definida pela lipossolubilidade mais lipossolúvel é mais absorvida, absorção por difusão passiva, muito absorvido rapidamente. A maioria é por via oral tem absorção no ID, tratamentos de patologias crônicas. Intravenoso não é recomendado por conta de pode ser dose tóxica. Por via intramuscular apresenta baixa absorção e é bem doloroso. 
· Distribuição alguns fatores podem alterar esse processo e alterar a chegada do medicamento no coração, a potassemia afeta a afinidade do fármaco com o musculo cardíaco, muito potássio no sangue o digitálico vai funcionar muito mal no coração, reduz a interação com o musculo cardíaco. Pouco potássio, tenho um aumento da afinidade do fármaco com o musculo cardíaco e sendo assim será mais eficaz. A maioria dos cardiopatas tem uma baixa quantidade potássio no organismos, sendo assim é mais fácil de matar o paciente com uma baixa dose. Quando tenho pouco magnésio, o medicamento funcionará mais, afetando a interação do digitálicos com o musculo cardíaco. 
· Digoxina utilizado tanto em humanos como em animais. É o medicamento que é pior absorvido, cuidar ajuste de dose, sofre muito efeito de intestino. Já tem carga elétrica, maior polaridade e já é hidrossolúvel, o corpo elimina de forma inalterada, não sofre biotransformação e sua eliminação é por via renal, cuidados com pacientes nefropatas, assim eles poderão acumular a digoxina e ocorre a intoxicação. Pacientes com problemas digestivos devem ter cuidados, será menos absorvido ainda, dificulta muito absorvido. Deve ser tomado com o estomago cheio, se não tiver nada no estomago a absorção será pior ainda. Há interação com outros fármacos como pectina e neomicina, uma irá atrapalhar a absorção da outra. Sua meia vida é de 36 horas. 
· Digitoxina é melhor absorvida, mais lipossolúvel é apolar, passa por biotransformação hepática, com a ajuda do fenobarbital e fenilbutazona sua biotransformação é acelerada, porém gera metabolito ativo segue agindo sobre coração. Uma parte fica ativa e outra inativa. Uma pequena parte é eliminada por via renal inativada, e outra parte ativa é eliminada via fezes (bile). 27% do fármaco ativo é eliminado via bile, pode ser reabsorvida quase em sua maioria 25% é reabsorvido, apenas 2% é eliminado. Isto é sua meia vida é de 5 a 7 dias, possuem alta interação com proteínas plasmáticas. Pacientes nefropatas este é o medicamento recomendado. 
- Interações medicamentosas 
Aumentam a biodisponibilidade - (aumenta a quantidade do fármaco para agir no musculo cardíaco) -> Verapamil (utilizado para ritimia cardíaca), diltiazem (age no sistema nervoso), espirinolactona (diurético). 
Aumenta toxicidade 
Furosemida que pode causar hipocalemia, perca potássio, aumentando a afinidade do fármaco com o musculo cardíaco. 
Inativação a nível de intestino 
Macrolídeos, cuidado pois essa classe antibiótico inativa os digitálicos no intestino e assim o animal pode descompensar novamente 
· Mecanismo de ação 
Para que a célula cardíaca consiga absorver cálcio, ela precisa de um potencial de ação que é uma entrada de sódio que despolariza minha célula, entoa a carga elétrica, abrindo os canais de cálcio e ocorrendo a contração muscular. A bomba sódio potássio, é responsável de colocar o sódio para fora e puxar o potássio de volta, para ser novamente repolarizada e voltar a ser negativa. Quando eu utilizo o digitálico, esse fármaco toma o lugar do potássio, ele se liga no sitio de ligação do potássio, fazendo a bomba sódio potássio parar, inibindo todo processo de bomba-sodio-potássio. Quando a bomba para, terei o excesso de sódio dentro da célula cardíaca, fazendo a célula utilizar outro mecanismo para expulsar o sódio, esse mecanismo é uma proteína que faz co-transporte de sódio e cálcio, o seguinte joga o sódio para fora e puxa o cálcio para dentro da célula, como consequência terei maior concentração de cálcio para contração muscular. Esse medicamento ele também retarda a repolarização, o cálcio tem uma carga elétrica mais positiva que o potássio, isso que faz demorar a repolarização. No uso de digitálicos há duas coisas ocorrendo aumenta a contração muscular mais forte e reduz a velocidade frequência cardíaca, pois a célula cardíaca demora mais para responder o estimulo. 
· Respostas do mecanismo 
Aumenta a disponibilidade de Ca, aumentando a força de contração e também aumenta a atividade parassimpática nos nódulos cardíacos reduzindo a frequência cardíaca 
· Indicação terapêutica 
Disfunção (fora do padrão) miocárdica sistólica (musculo contraído) (taquiarritimia supraventricular). Insuficiência cardíaca congestiva. 
· Contraindicação 
Obstrução do fluxo esquerdo, pericardite, tamponamento cardíaco, taquicardia ventricular, ausência de sinal de ICC. 
· Aminas simpatomimética 
Dobutamina e dopamina, inotrópico positivo que causam taquicardia. Imitam o sistema simpático, agem estimulando a ação de receptores beta-adrenérgicos, agindo como um neurotransmissor, aumentando a frequência cardíaca. Por aumentar a frequência cardíaco, o uso desses fármacos deve ser controlado, só utilizado em últimos casos, como tratamento de emergências em pacientes com ICC ou refratários a terapia clássica que são medicamentos com menos efeitos. A dobutamina causa menos efeitos arritmogênico.