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2 Tecido Ósseo

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ao 
periósteo), lamelas circunferenciais 
internas (lamelas paralelas que envolvem a cavidade medular e próximas ao endóstio), 
lamelas circunferenciais que formam Ósteons (sistemas de Havers) e lamelas intersticiais (resquícios de ósteons). 
 
Sistema de Havers 
 
O Ósteon é formado por lamelas circunferenciais concêntricas ao redor do canal de Havers. É possível visualizar essas 
lamelas através da organização das fibras de colágeno do tipo I. O canal de Havers contém vasos sanguíneos e nervos 
que se encontram paralelos a diáfises de ossos longos e é revestido por endósteo internamente. Delimitando os ósteons 
há uma substância cimentante formada por matriz calcificada e pobre em colágeno. Possuímos ainda as lamelas que são 
formadas pelo posicionamento organizado de fibras de colágeno e, entre as lamelas, há a presença de lacunas, ocupados 
por osteócitos e, através das lacunas, há canalículos ocupados por prolongamentos de osteócitos. Um canal de Harver 
associado a cerca de 4 a 20 lamelas concêntricas constitui um sistema de Harvers, sendo muito típico de ossos compactos. 
No osso esponjoso, não encontramos essa conformação, apenas lamelas organizadas em paralelos. 
A comunicação entre os canais de Havers e destes canais com a medula óssea e com a superfície externa do osso se 
dá por canais transversais chamados canais de Wolkmann. O vaso sanguíneo penetra pelo canal de Wolkmann e depois 
se distribuem pelos canais de Havers, e, ao redor desses canais de Wolkmann não se organizam lamelas. 
Os nutrientes encontram dificuldade em difusão dos nutrientes 
pela matriz, devido à presença de calcificação. Portanto, a 
nutrição se dá através de redes de canalículos, que fazem 
contato com vasos sanguíneos de vasos presentes nos canais de 
Havers e transmitem a partir de junções extracelulares. Essa 
forma de nutrição limita o tamanho do sistema de Havers, devido 
à possível deficiência de nutrientes mais afastadas do centro do 
canal. 
 
 
 
 
Histogênese 
 
Sob influências específicas, as células mesenquimais indiferenciadas pode se diferenciar 
em osteoblastos e, posteriormente, em osteócitos. Essas células osteoprogenitoras estão 
presentes na camada interna do periósteo e no endósteo e sob estímulos específicos 
irão se diferenciar. Essas células osteoprogenitoras estarão ativas durante período de 
crescimento ósseo intenso. 
Possuímos duas formas de ossificação (formação de tecido ósseo), sendo a ossificação 
intramembranosa, que forma ossos específicos do nosso corpo localizado principalmente 
na caixa craniana, e a ossificação endocondral, que acontece principalmente nos ossos 
longos do corpo. Embora haja diferença no processo de ossificação, o tipo de tecido ósseo é o mesmo, e, 
independentemente do tipo de ossificação, o primeiro tecido ósseo a se formar é o primário ou imaturo, o qual é, pouco 
a pouco, substituído por tecido ósseo secundário. 
 
Ossificação intramembranosa 
 
Em um tecido mesenquimal rico em vasos sanguíneos, células 
mesenquimais indiferenciadas sofrerão estímulos específicos, 
diferenciando-se em osteoblastos e se aglomerando nos chamados 
centros de ossificação primária, onde começarão a secretar matriz 
extracelular. Na ossificação intramembranosa há um tecido mesenquimal 
altamente vascularizado, com presença de células mesenquimais 
indiferenciadas que sofrerão estímulos específicos do meio e se 
diferenciarão em osteoblastos que por sua vez começarão a secretar 
Osteóide (matriz óssea não calcificada), posteriormente passando por 
um processo de mineralização e o aparecimento de osteócitos. O 
osteoblasto e o osteócito secretarão no início do desenvolvimento da 
ossificação intramembranosa matriz típica de tecido ósseo imaturo, com fibras de colágeno não organizadas, sendo 
posteriormente substituída por tecido ósseo maduro. A região de células mesenquimais altamente vascularizada e entre 
as trabéculas dará origem a medula óssea. 
Essa ossificação ocorre em ossos planos do crânio e face, mandíbula e clavícula. Propicia também o crescimento de ossos 
curtos e aumento de espessura de ossos longos. 
Ossificação endocondral 
 
A ossificação endocondral necessita de um molde inicial de cartilagem hialina, que possui 
uma forma parecida à do osso que será formado, porém de tamanho menor. Esse tipo 
de ossificação ocorre na maioria dos ossos longos e curtos do corpo. 
Vale pontuar que a cartilagem hialina irá ser substituída por tecido ósseo e não se 
transformará nele. Para que ocorra a ossificação endocondral é necessário que a 
cartilagem hialina sofra modificações, como hipertrofia dos condrócitos, acumulando 
glicogênio no citoplasma e vacuolização. Isso é relacionado com a mineralização da matriz 
cartilaginosa e sua calcificação, impedindo a passagem de nutrientes para os condrócitos, 
causando uma morte por apoptose. 
Além disso, é preciso que ocorra um aumento da vascularização das regiões de molde 
prévio de hialina e, através desses vasos, a chegada de células precursoras de medula 
óssea. As células condrogenicas estão acostumadas a viver em baixa tensão de oxigênio, diferenciando-se em 
condroblastos e formando hialina, porém, uma vez que se aumenta a vascularização, há uma maior oxigenação e as 
células condrogênicas se diferenciam em células osteoprogenitoras. Essas células se diferenciação em osteoblastos que 
começarão a depositas matriz óssea sobre a matriz cartilaginosa calcificada, levando a substituição do pericôndrio em 
periósteo. 
 
Formação de ossos longos 
 
Todo osso longo possui um molde de cartilagem que se apresenta no embrião e, na região de diáfise do molde acontece 
um processo de ossificação intramembranosa, onde células mesenquimais indiferenciadas dessa região irão se diferenciar 
em osteoblastos e começar a secretar matriz óssea, essa matriz óssea nessa região forma uma estrutura chamada de 
colar ósseo. 
Após a formação do colar ósseo começará a apresentação de ossificação endocondral. Esse colar ósseo irá fazer 
modificações nessa matriz óssea devido a dificuldade já aparente na passagem de nutrientes e oxigênio na matriz 
cartilaginosa, levando à hipertrofia e morte dos condrócitos. Isso desencadeia um processo de mineralização da matriz 
cartilaginosa. 
Os vasos sanguíneos do periósteo (formado através da ossificação intramembranosa) penetram a cartilagem calcificada 
levando células osteoprogenitoras. Os osteoblastos iniciam a síntese de osteóide sobre a matriz cartilaginosa calcificada e 
posterior mineralização da matriz óssea. 
A região central de ossos longos onde se forma o colar ósseo é chamado de centro primários de ossificação, geralmente 
situada na porção média da diáfise e apresenta crescimento longitudinal rápido e sua região central será digerida por 
osteoclastos para a instalação da medula óssea. 
Teremos nas regiões de epífise a região do centro secundário de ossificação, onde também haverá hipertrofia de 
condrócitos, calcificação de matriz cartilaginosa, chegada de vasos sanguíneos que levarão células osteoprogenitoras, que 
ocuparão lacunas onde eram presentes condrócitos, secreção de osteóide e calcificação da matriz, formando tecido 
ósseo. Apresentam crescimento radial, medula óssea e seu desenvolvimento não é simultânea. 
Separando o centro primário de ossificação na diáfise do centro secundário de ossificação na epífise há um resquício de 
cartilagem (disco epifisário, substituída aos poucos por tecido ósseo), assim como em regiões mais distais da epífise devido 
à presença de articulações. Nessas etapas o osteoclasto é fundamental para absorção de tecido ósseo e formação do 
canal medular. 
Há a permanência de tecido cartilaginoso na cartilagem articular e no disco epifisário entre diáfise e epífise de ossos 
longos. O desaparecimento desse disco ocorre em médias aos 20 anos de idade e, após seu desaparecimento, não há 
mais crescimento longitudinal dos ossos. 
 
Zonas dos discos epifisários 
 
 
Consolidação de