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2 Microbiota Natural e Bactérias Potencialmente Patogênicas à Pele 2

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frente à liberação de interleucinas, 
configurando um padrão de resposta do tipo TH1, que é o padrão celular. O outro polo que temos é o Lepromatoso, 
caracterizado por padrão de resposta TH2 que configura uma resposta humoral, com produção de anticorpos, essa 
resposta ocorre em grande liberarão de interleucina 4 e 10. Possuímos também manifestações intermediárias. 
A partir da multiplicação da leprae, este apresenta tropismo para os nervos periféricos e, a partir da infecção desses 
nervos e da resposta imunológica, ocorre uma desmielinização dos nervos, gerando uma diminuição da sensibilidade. Há 
outras hipóteses que consideram que a infecção por leprae pode provocar apoptose dessas células e até mesmo isquemia. 
 
 
Mycobacterium ulcerans 
 
Acaba sendo uma doença negligenciada e a úlcera que a bactéria provoca é chamada de Úlcera de Buruli. A sua 
transmissão para humanos ainda é desconhecida, havendo hipóteses de ser através de água contaminada e outras que 
levantam a possibilidade de presença de vetores. Dentre seus principais fatores de virulência destaca-se a produção de 
uma toxina destrutiva (micolactona) que produzirá lesão tecidual e inibição da resposta imune. 
Em relação à patogênese da doença, é uma doença de progresso lento, com poucos sinais e sintomas precoces graves. 
Há a formação de uma úlcera profunda que com frequência se torna massiva e seriamente danosa e, se não tratada, 
pode aumentar sua extensão ao ponto de ser necessário a remoção ou reconstrução do tecido ou até a amputação do 
membro. A OMS recentemente classificou a doença como um risco global à saúde pública. 
Para o seu diagnóstico é feito a biópsia da lesão e coloração BAAR