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6 Controle Superior da Atividade Motora Córtex e Tronco Encefálico Pt 2

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encontrar 
um distúrbio conhecido como paralisia facial, sendo 
uma alteração da atividade que pode ocorrer nas 
regiões corticais ou então nas regiões mais periféricas. 
No primeiro esquema à esquerda há um tipo de 
paralisia facial em que há a preservação dos 
movimentos de testa e sobrancelha em ambos os 
lados, porém existe uma perda do sulco nasolabial e 
queda do lábio inferior. Já no outro tipo temos a perda 
dos movimentos da testa, inabilidade de fechar os olhos 
e lacrimejamento palpebral, além de perda do sulco nasolabial e queda do lábio inferior. 
 
Núcleo Facial e inervação facial do VIIpar 
 
Agora será possível solucionar o porquê das diferenças entre esses tipos de lesão. Os núcleos do nervo facial estão 
localizados na ponte e responsável por ser o local de onde partem os axônios dos neurônios motores referentes a toda 
nossa face. Esses núcleos são pares, uma vez que os nervos existem duplicados, sendo um núcleo do lado esquerdo e 
um do lado direito. Outro detalhe interessante é que o núcleo do nervo facial possui uma divisão, sendo que a parte mais 
medial é responsável pela inervação da face 
superior e a mais externa pela inervação da 
face baixa. 
Algumas vias cruzam a linha média, partindo do 
lado contralateral informações através de 
axônios e inervando os núcleos localizados no 
outro lado da ponte. Nesse núcleo há uma 
diferença na inervação, sendo que algumas 
fibras inervam a região medial do núcleo 
enquanto outras inervam a região lateral, sendo 
presente ainda a inervação da região medial do 
núcleo por fibras de mesmo lado do córtex, 
sem haver cruzamento na linha média. 
Portanto, as diferenças podem ser explicadas devido a esses padrões distintos de inervação. As regiões mais mediais do 
núcleo recebem aferências tanto ipsilateral quanto contralateral e é responsável pela inervação do quadrante superior de 
nossa face. Já as regiões mais laterais do núcleo são 
responsáveis pela inervação do quadrante inferior de 
nossa face e recebe informação apenas contralateral. 
Sendo assim, se tivermos uma lesão após o núcleo 
facial, haverá acometimento da inervação dos dois 
quadrantes da face, e, caso ocorra uma lesão supra-
nuclear, haverá paralisia apenas de um hemisfério. 
 
 
 
Córtex Motor Primário 
 
A partir do córtex motor primário, das regiões mais superiores e mediais, haverá o comando de todos os movimentos 
que ocorrem em nosso tronco, membros superiores e inferiores, formando a via córtico-espinal. A via córtico espinal tem 
origem no córtex motor primário, no giro pré-central, forma a coroa radiada, passa pela cápsula interna, chega no 
pedúnculo cerebelar, passa pela ponte, chega no bulbo (podendo cruzar ou não). 
O trato córtico-espinal terá sua formação no córtex motor primário, com aproximadamente 30% formada no córtex 
motor primário, 30% no córtex pré-motor e motor suplementar, além de 40% em áreas somatossensoriais, por onde 
recebem as aferências do nosso corpo. Parte dessa via é cruzada nas pirâmides bulbares. 
A partir do córtex motor primário haverá a saída do feixe 
de fibras que, nessa região do encéfalo, formará uma série 
de fibras chamada de coroa radiada, que se juntará até 
formar um feixe de fibras chamado de cápsula interna. No 
mesencéfalo ela irá descender pelo pedúnculo cerebral. Na 
ponte haverá algumas divisões dessa via, sabendo que o 
núcleo rubro e o colículo superior receberão feixes dessa 
via. No bulbo ela formará o que chamamos de pirâmides 
bulbares, onde grande parte dessa via (cerca de 75 a 90%) 
cruza para o lado oposto na decussação das pirâmides. As 
fibras que cruzaram chegarão na medula espinhal no 
funículo lateral, formando o trato córtico-espinal lateral, 
responsáveis por inervar a musculatura mais distal de 
nossos membros. 
O restante das fibras 
não cruza e desce para 
a medula espinhal, 
formando o trato 
córtico-espinhal medial, 
que desce pelo funículo 
anterior, relacionado 
com a inervação da musculatura axial e a musculatura estabilizadora de movimento. 
Quando chega na medula, o trato córtico-espinhal ventral faz sinapses com os 
motoneurônios ipsilaterais e uma parcela cruza para inervar a porção contralateral. Uma parte muito pequena dessa via 
descerá e formará parte da via córtico-espinhal lateral ipsilateral. 
 
Tratos Corticais 
 
Tanto o sistema lateral quanto o sistema medial recebem informações provenientes do córtex motor e, a partir dele, há 
a formação da via córtico-espinhal lateral (compondo o sistema lateral junto com o rubroespinhal) e da via córtico-espinhal 
ventral (compondo o sistema medial em conjunto com o corticoreticulo espinhal). Lembra-se que fazem parte do sistema 
medial, ainda, a via tecto-espinal e a via vestíbulo-espinhal 
 
 
Trato Rubro-espinhal – Von Manakow 
 
Juntamente com o trato córtico-espinhal lateral é chamado de sistema motor lateral na medula espinal. Possui grande 
importância no controle da musculatura flexora. Os núcleos rubros receberão informações através de fibras diretas 
provindas do córtex motor, formando a via córtico-rubral. Além disso, o núcleo rubro recebe aferências provenientes da 
periferia vindas do cerebelo. A partir do núcleo rubro temos o cruzamento de fibras que partem do núcleo rubro e 
descem pela medula espinal pelo funículo lateral, juntamente com a via córtico-espinal lateral. Essa via rubro-espinal pode 
ser uma via alternativa dos sinais corticais para a medula espinal.