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2 Controle Motor Medula Espinhal Pt 1

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pré-ganglionares parassimpáticos 
Lâmina VIII: interneurônios motores → interneurônios do aspecto medial do corno ventral que coordenam as atividades 
dos neurônios motores inferiores 
Lâmina IX: coluna de neurônios motores → colunas de neurônios motores inferiores que controlar a musculatura límbica 
Lâmina X: substância cinzenta central → interneurônios ao redor do canal central 
 
 
Destino das Fibras da raiz dorsal 
 
Essas fibras podem fazer sinapse com neurônios motores da coluna anterior (arcos reflexos monossinápticos) 
Podem fazer sinapse com neurônios internunciais (reflexos polissinápticos intrasegmentares) 
Podem fazer sinapse com neurônios cordonais de associação (reflexos intersegmentares) 
Podem fazer sinapse com neurônios pré-ganglionares (reflexos viscerais – SNA) 
Podem fazer sinapse com neurônios cordonais de projeção (vias ascendentes da medula) 
 
 
 
 
 
 
Organização Segmentar dos Motoneurônios 
 
 
Ao longo da medula espinal possuímos colunas de neurônios que possuem a mesma função em determinada região de 
nosso corpo. Existem colunas que são localizadas mais lateralmente, na região dorsolateral, e existem colunas neuronais 
localizadas mais medialmente. Essas células que estão localizadas mais medialmente são responsáveis pela inervação da 
musculatura axial do nosso corpo, como o da cintura escapular, cintura pélvica, tronco, ou seja, a musculatura postural. 
Já as colunas localizadas na região dorsolateral são responsáveis pela musculatura mais distal, desde os membros até as 
mãos e pés. Esses núcleos do grupo dorsolateral serão encontrados principalmente nas intumescências 
 
Movimento 
 
Quando falamos em movimento corporal, temos que esse é produzido por alguns padrões de contração muscular que 
podem ser desencadeados pelo encéfalo ou pela medula espinhal. Esses padrões são pré-existentes na medula espinhal, 
logo, existem predeterminações de movimento, como por exemplo o reflexo de caminhada. Esses reflexos são padrões 
que ocorrem apenas em nível medular e são conhecidos como CGP (centro geradores de padrão), que possuem uma 
maquinaria de neurônios que funcionam com movimentos predeterminados (como reflexos de retirada, reflexo de 
caminhada, reflexo de tropeço, etc.). 
Quando temos um movimento voluntário, os níveis superiores corticais irão controlar esses padrões, gerenciando os 
padrões medulares preexistentes. 
Para que seja feito toda a nossa contração muscular é necessário que existam informações do SNC, sendo que uma das 
partes mais importantes para a contração muscular é o corno anterior, onde há maior presença dos motoneurônios α, 
podendo inervar várias fibras de um determinado músculo, formando a chamada unidade motora. As unidades motoras 
podem inervar poucas fibras musculares ou muitas fibras, sendo que as maiores serão inervadas por motoneurônios de 
corpo maior e as menores serão inervadas por motoneurônios menores. 
Podem haver variações também a respeito das fibras, havendo fibras rápidas, lentas e intermediárias. Cada uma dessas 
fibras também será inervada por tipos diferentes de motoneuroniôs α. Portanto, dependendo da ação motora que for 
desenvolvida pelo individuo, sendo uma postura, caminhada ou corrida, haverá ativação de diferentes fibras por diferentes 
motoneurônios. 
Sendo assim, as distinções entre os diferentes tipos de unidades motoras indicam como o SN produz movimentos 
apropriados para diferentes circunstancias. 
 
O aumento gradual na tensão muscular é mediado por recrutamento ordenado de diferentes tipos de unidades motoras 
(princípio do tamanho) como pelo aumento na frequência de disparo dos motoneurônios. 
 
 
Os movimentos podem ser: 
Movimentos reflexos: são padrões coordenados involuntários de contração e relaxamento eliciados por estímulos 
periféricos. Ex: reflexo de estiramento 
Movimentos rítmicos: padrões repetitivos de movimentos espontâneos ou desencadeados por estímulos periféricos. Ex: 
mastigação, ato de engolir, coçar e locomoção 
Postura e equilíbrio: movimentos organizados no tronco cerebral e cerebelo 
Movimentos voluntários ou elaborados: movimentos complexos 
 
Organização Hierárquica do Movimento 
 
Cada nível contém circuitos que organizam e regulam respostas motoras complexas. 
Córtex: propósito e comando do movimento 
Núcleo da Base e Cerebelo: formação do plano motor e ajustes motores 
Tronco Cerebral e Cerebelo: controle da postura e equilíbrio 
Medula Espinhal: nível mais baixo da organização hierárquica, circuitos neurais que 
medeiam reflexos e automatismos rítmicos (tronco e medula espinhal). 
 
Fibras aferentes sensoriais de receptores cutâneos ou profundos 
 
De extrema importância para a modulação do movimento são as fibras aferentes, ou seja, as que levam informações 
sensitivas dos receptores, sejam mais superficiais como o cutâneo, ou mais profundos, como os dos tendões, ligamentos 
e articulações. Esses receptores são extremamente importantes para a geração do movimento e toda a sua função 
sensitiva é gerada e levada à medula espinhal pelas suas raízes posteriores. No gânglio da raiz dorsal é que encontramos 
o corpo desse neurônio sensitivo, sendo um neurônio pseudounipolar, e são eles que irão trazer informações da periferia 
ate a medula espinhal. 
 
Neurônio Sensorial de Primeira Ordem 
 
Existem diferenças no trafego dessas informações. 
As fibras mais calibrosas e mielinizadas, como a Aα 
e a Aβ, são fibras extremamente importantes pois 
trazem informações a todo tempo de forma mais 
rápida. As fibras Aδ levam informação ao corno 
posterior de forma rápida, porém mais lenta do que 
as anteriores. As fibras C, por sua vez, são 
responsáveis pela nossa sensibilidade dolorosa, 
térmica e de cócegas, levando a informação de 
forma mais lenta, devido ao fato de serem 
desmielinizadas e mais finas. 
 
Organização geral das estruturas neurais envolvidas com o controle do movimento 
 
Quando falamos do movimento e da sua hierarquia do comando geral temos estruturas ditas anteriormente que participam 
desse controle. Lembrando que a via final da atividade motora é nossa medula espinhal, principalmente nos motoneurônios 
presentes no corno ventral. Lembra-se que, na medula espinhal, apesar do nosso neurônio ser a via final de todos esses 
ajustes motores, existe um centro gerador de padrão que será controlado por outras estruturas hierarquicamente mais 
importantes do que a medula espinhal. O ato reflexo, portanto, é modulado para que possamos fazer o movimento correto. 
O tronco cefálico e o córtex motor participam diretamente 
modulando aquela circuitaria localizado na medula espinal, 
modulando os centros geradores de padrão entre outros. O 
córtex, por sua vez, será influenciado pelos gânglios da base, 
como substancia negra e putamen, agindo tanto sobre a 
programação do movimento quanto no ato motor 
propriamente dito. Já o cerebelo, com sua ligação direta com 
a ponte, irá influenciar diretamente os movimentos mais 
básicos, como os movimentos de manutenção de postura, de 
controle e de coordenação. 
 
 
 
 
 
Para que seja desenvolvida essa organização na medula espinhal, há a presença de alguns tipos de circuitos neuronais 
locais na medula espinhal e no tronco cefálico. 
Diferentes tipos de circuitos neurais encontrados na medula espinhal e tronco encefálico que podem atuar sobre os 
neurônios motores. 
 
Circuito Neural Local 
Divergência de sinal 
Um sinal diverge para vários neurônios do mesmo trato Um sinal diverge para vários neurônios de tratos diferentes 
 
 
Convergencia de sinal 
Nesses circuitos, as informações irão convergir de uma região para outra determinada região 
 
Circuito Reverberante 
Um axônio colateral se volta para um neurônio anterior no circuito e o 
reestimula para manter a estimulação que será direcionada ao alvo (auto 
reforço). 
 
Atividade Rítmica Alternante 
Essa atividade ocorre, por exemplo, no reflexo da marcha, onde um