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2 Lesão Celular

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preparar a célula para o quadro de hipóxia que ocorrerá durante 
o procedimento. 
Lesão Reversível 
 
Todas as vezes em que há um quadro de isquemia, há 
redução da oferta de oxigênio para a célula, levando-a a 
juntar todas suas forças para manter seu funcionamento, 
produzindo menos ATP e priorizando a respiração 
anaeróbia. Esse ATP que foi gerado será utilizado para 
manter algumas funções vitais, como a bomba de sódio e 
potássio. A bomba de sódio-potássio é uma bomba 
dependente 
de ATP, 
portanto, ao 
diminuir o 
seu 
funcionamento devido à diminuição do ATP, haverá retenção de sódio na 
célula, levando a uma tumefação celular. Esse quadro de acúmulo de água 
na célula é chamado de degeneração hidroxica. O potássio também sofrerá 
um efluxo, levando a tumefação das organelas, como RE, mitocôndrias etc., 
que comprometerão a sua conformação. Também poderá haver prejuízo 
de outras bombas, pois haverá mudanças na permeabilidade a alguns outros 
íons pela célula. O cálcio, por exemplo, começa a ser liberado no citoplasma 
da célula, ativando algumas enzimas que causará desarranjo de citoesqueleto. 
A perda da conformação da célula começará a formação de bolhas. 
Também é sabido que em um quadro de isquemia há uma maior utilização 
de glicose por glicólise anaeróbica, com diminuição do estoque de glicogênio, aumento do ácido lático e redução do pH 
(causará condensação da cromatina nuclear. Com a permanência do efeito da tumefação do RER, poderá haver 
destacamento de ribossomos, causando uma redução da síntese de proteínas. 
Sendo assim, podemos pontuar a tumefação celular e a degeneração gordurosa 
como as principais manifestações de lesão celular reversível. Na lesão hipóxia não há 
oxigênio suficiente para continuar a rota metabólica, sendo assim, o Acetil-CoA fica 
acumulado e favorece a síntese de Ácidos |Graxos, gerando acúmulo de triglicérides 
 
 
 
Hipóxia persistente 
 
Há a continuidade da perturbação eletrolítica e na síntese de proteínas e lipídeos. A agressão da membrana citoplasmática 
e de organela torna-as inviáveis e a célula se torna incapaz de repor os componentes perdidos. Ao chegar nesse estado, 
dizemos que a célula está em lesão permanente. 
 
 
 
A apoptose ocorre quando há danos em 
proteínas e DNA, além de queda dos sinais de 
sobrevivência. Essa situação faz com que haja 
uma maior quantidade de proteínas pró-
apoptóticas e queda de proteínas 
antiapoptóticas, além da liberação de proteínas 
mitocondriais, como por exemplo o citocromo 
c, que tem a função de ativar as catarses, que 
ativarão o quadro de apoptose. A apoptose não 
gera quadro inflamatório, pois não há 
extravasamento de material celular. 
A necrose ocorre principalmente quando há 
quadros de hipóxia muito longas, contato com 
radiação ou substâncias tóxicas. Essa situação 
leva ao aparecimento de poro de transição de 
permeabilidade mitocondrial, fazendo com que aconteça um dano ou disfunção mitocondrial, fazendo com que a 
mitocôndria perca sua capacidade de geração de ATP e alta produção de EROs. Esse quadro leva a múltiplas anormalidades 
celulares, gerando a necrose. 
 
Reperfusão 
 
Reperfusão é a restauração do fluxo sanguíneo em determinado tecido/órgão isquêmico. Essa reperfusão leva a uma 
chegada muito grande de oxigênio à crista mitocondrial, sendo a cadeia respiratória incapaz de reduzir corretamente todos 
os oxigênios que chegam em água, causando uma grande formação de EROs. A reperfusão, a longo prazo irá ajudar a 
célula e o tecido a se recuperarem, porém, em casos de hipóxia prolongada, a priori, irá agravar mais o quadro. 
Os tecidos que ficam isquêmicos tendem a apresentar uma maior concentração de enzima xantino-oxidase, que, ao entrar 
em contato com o oxigênio, gera íons superóxido, que é um radical livre fonte de outros radicais livres graves. 
A reperfusão também pode fazer com que haja muita 
presença de cálcio no citoplasma, podendo ativar 
enzimas e piorar a situação. 
Ainda pode ocorrer choque osmótico na célula pela 
chegada de plasma.