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Musica - Projeto Pedagogico

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de projetos elaborados por pessoal interno ou externo. O 
educador musical pode atuar na concepção de projetos como este no que concerne ao ensino 
da música e também na formação de agrupamentos musicais. Aliás, este tipo de atividade já é 
muito comum no cotidiano nacional se for levado em consideração quantos coros, bandas e 
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fanfarras existem em escolas, prefeituras, igrejas e entidades diversas. Uma outra vertente 
importante deste tipo de trabalho, vinculada às secretarias de educação nas várias esferas 
administrativas públicas, são os projetos que envolvem a formação continuada de professores 
da rede pública de ensino. O educador musical pode, então atuar na formação destes 
professores não especialistas por meio da elaboração e da implantação de projetos com esta 
finalidade. 
É sabido, já de longa data, que a educação musical está fortemente ligada a formação 
de público. Devido à sua capacidade de integrar qualquer ser humano à música, a educação 
musical possibilita a difusão dos interesses musicais em toda uma comunidade, de forma que, 
mesmo que o educando musical não siga uma carreira profissional como músico, seja um 
admirador desta arte e esteja presente em apresentações musicais diversas durante toda a sua 
existência. E para conseguir tal fim, pode-se citar duas abordagens. A primeira é o trabalho de 
ensino da música e de instrumentos musicais no sentido tradicional do termo, e a segunda é 
por meio de apresentações de grupos musicais. O educador musical pode atuar na direção de 
regionais, duos, trios, quartetos, orquestras, big-bands, bandas, coral, conjuntos vocais e 
solistas, de modo que contribua para a formação de público ouvinte. 
Uma das atividades importantes para o desenvolvimento da música e dos processos 
educativos inerentes à ela é a performance instrumental ou vocal. E esta é uma ferramenta 
que o educador musical pode utilizar com finalidades variadas. Pode utilizar esta habilidade 
para chamar a atenção dos alunos ou do público para a beleza musical; pode utilizar sua 
destreza para ilustrar questões diversas em aulas de música e em situações de educação 
musical; e pode atuar como intérprete, sendo remunerado por este ofício específico. Os 
trabalhos mais direcionados à educação musical podem utilizar preferencialmente 
instrumentos melódicos e harmônicos economicamente mais viáveis como flautas doce, 
violões, teclados e instrumentos de percussão diversos. Por isso o educador musical deve ter 
uma formação que o direcione para instrumentos como estes, sem descartar, no entanto, as 
possibilidades de poder explorar quaisquer outros instrumentos em sua atividade. 
Além de formações musicais mais ortodoxas o educador musical pode propor outros 
arranjos, como grupos de vivências musicais, trabalho de construção de instrumentos e 
reutilização de material e grupos musicais de caráter sócio-humanitário para visitar hospitais, 
asilos, presídios, orfanatos, escolas etc. Na realidade são alternativas à criação e a prática 
musical de grupos amadores ou profissionais. 
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O estudo da música e a utilização da música em variados cenários educacionais gera 
uma demanda de material didático adequado a cada situação. Este material deve ser 
concebido e desenvolvido por profissionais que compreendam as necessidades dos 
professores que o utilizam, considerando a faixa etária, a região e as condições de trabalho em 
questão. Para que esta tarefa seja devidamente realizada, é preciso um profundo conhecimento 
das atividades do professor de música, estruturando o material produzido de acordo com os 
objetivos e possibilidades específicos de cada grupo de alunos que irá utilizá-lo. Além disso, o 
mercado comercial de materiais didáticos oferece um campo de atuação de desenvolvimento 
de produtos para a auto-aprendizagem musical, incluindo revistas, vídeos, websites na 
Internet, etc. O professor formado estará capacitado a participar da produção destes materiais 
como coordenador, produtor e apresentador. 
As várias áreas de atuação no mercado do educador musical, seja na educação, 
performance ou difusão cultural, exigem um domínio intenso dos fundamentos da música, 
conhecimento amplo de sua história e de suas principais manifestações em diversas culturas. 
O trabalho como professor requer o estudo aprofundado da teoria e da prática musical, ou 
seja, uma acentuada preparação para lidar com qualquer tema relativo aos assuntos musicais, 
e a capacidade de relacioná-lo com outros assuntos. O conhecimento da história e das 
manifestações musicais em ambientes culturais variados é essencial para transmitir aos alunos 
uma percepção ampla da música, que destaque a diversidade existente em todas as épocas e 
regiões do planeta. O trabalho como músico intérprete ou compositor exige, além do domínio 
da teoria musical e da prática instrumental, um conhecimento de estilos historicamente 
contextualizados. Finalmente, o trabalho como agente cultural lida com a inserção de 
situações musicais em diferentes cenários, exigindo um forte embasamento para idealizar 
projetos e tomar decisões apropriadas. 
Atualmente existem diversas oportunidades de envolvimento com questões relativas à 
crítica musical. Os processos musicais são alvos de análises enquanto fenômeno de educação 
e comunicação social. Saber realizar tais análises dentro de um panorama traçado a partir de 
conhecimentos teóricos e práticos é essencial e possibilita uma vasta gama de atuação em 
jornais, revistas, websites da Internet, programas de rádio e televisão, assim como serviços de 
assessoria à empresas que investem em produções de espetáculos musicais e projetos 
culturais. O profissional desta área deve estar preparado a justificar suas críticas e apresentar 
conceitos baseados em conhecimentos da história da música, colocando seus posicionamentos 
dentro de um quadro teórico convincente e balanceado. 
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1.6. Bases legais 
A presente proposta de curso de educação musical observa e fundamenta-se nas na 
seguinte normatização legal: 
• BRASIL. MEC. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação 
nacional. [on line, acessado em 09/07/2001]. Disponivel em http://www.senado.gov.br/legbras/ 
• BRASIL. MEC. Diretrizes curriculares para os cursos de música. Brasília, junho de 1999. Disponivel 
em http://www.mec.gov.br/Sesu/diretriz.shtm#diretrizes 
• BRASIL. MEC. Resolução CNE/CP 1, de 18 de fevereiro de 2002. [on-line, acessado em 10/10/2006]. 
Disponível em http://portal.mec.gov.br/cne 
• BRASIL. MEC. Resolução CNE/CP 2, de 19 de fevereiro de 2002. [on-line, acessado em 10/10/2006]. 
Disponível em http://portal.mec.gov.br/cne. 
• UFSCar. Parecer CaG/CEPE 171/98, aprovado pelo CEPE, em sua 189.º Reunião, de 23/junh/98). 
Normas para criação/reformulação dos cursos [on-line acessado em 01/03/2003]. Disponivel em 
http://www.ufscar.br/%7Eprograd/criacao_reform.html 
 
Após a implantação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, 
número 9.394 de 20 de dezembro de 1996, as Diretrizes Curriculares Nacionais para os 
Cursos de Graduação, substituem o conceito de Currículo Mínimo. A Resolução N.º 10, de 10 
de outubro de 1969, do Conselho Federal de Educação, fixou os mínimos de conteúdo e de 
duração dos cursos de Música. A LDB 5692/71, através da Resolução n. 23/73 fixou o 
Currículo de Educação Artística, com habilitação em Música. 
A Constituição Federal de 1988, com indiscutíveis avanços, prescreveu, em seu artigo 
22, inciso XXIV, que a União editaria, como editou, em 20 de dezembro de l996, a nova 
LDB, contemplando, na nova ordem jurídica, um desafio para a educação brasileira: as 
instituições assumirão a ousadia da criatividade e da inventividade, na flexibilização com que 
a LDB 9.394 marcou a autonomia das instituições e dos sistemas de ensino, em diferentes 
níveis. 
No momento atual, as orientações gerais sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais 
dos