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Centro de Formação Tecnologico do ITEL (CFITEL). 
Bairro CTT, Km 7- Rangel – Luanda - Angola 
 www.itel.co.ao. 
E-mail: formacao.formacao@cfitel.gov.ao 
 
 Versão 1.5 
Autor: Dionísio 
Fama Noque 
CENTRO DE FORMAÇÃO TECNOLÓGICO DO ITEL –CFITEL. 
 
 
 
Testes e Emendas de Fibras Ópticas 
 
 
 
Formador: Dionísio Fama Noque. 
dionisiofama@hotmail.com 
 
 
 
 
 
 
 
Todos os direitos reservados pelo autor. 
Em nenhuma circunstância esse material poderá ser reproduzido ou transmitido sejam quais 
forem os meios usados: electrônicos, mecânicos, fotográficos ou quaisquer outros. 
mailto:dionisiofama@hotmail.com
Curso de Testes e emendas de Fibras ópticas. 
2 Centro de Formação Tecnologico do Itel – CFITEL 
formaca.formacao@cfitel.gov.ao 
 
 
 
Índice 
 
1.0.Introdução 
2.0.Transmissão nas fibras ópticas 
3.0.Fundamentos das fibras ópticas 
4.0.Vantagens da fibra Óptica 
5.0.Desvantagens da fibra óptica. 
6.0.Noções Básicas da óptica 
7.0.Divisão do estudo da óptica. 
7.1.Fenômenos da Óptica Geométrica 
7.1.2.Reflexâo da luz 
7.1.3.Refraçâo 
7.1.4.Refraçâo da luz 
7.2.Confinamento da luz na fibra 
7.3.Reflexão total 
8.0.O Espectro Eletromagnético 
9.0.Tipos De Fibras Ópticas 
9.1.Estrutura Básica Da Fibra Óptica 
9.2.Cabos ópticos. 
10.0.Fontes De Luz 
10.1.Comprimento de Onda 
10.2.Modulação 
10.3.Diferença entre LEDs e Lasers 
11.0.Atenuação 
12.0.Capacidade de Informação 
13.0.Conectores 
13.4.TIPOS DE CONECTORES 
15.0.Emendas De Fibras Ópticas 
15.1.TIPOS DE EMENDAS 
15.3.ATENUAÇÃO EM EMENDAS ÓPTICAS 
15.4.Reflexão de Fresnel 
16.0.RETROESPALHAMENTO 
16.1.Espalhamento Rayleigh. 
17.0.Testes Em Fibras Ópticas 
17.1.Teste de identificação e continuidade 
17.2.Teste de Perda de potência 
17.3.Testes com o OTDR 
18.0.Zona Morta 
19.0.Eventos que podem ser detectados através do tracer do OTDR. 
20.0.Medidas De Atenuação 
20.1.Verificação De Enlaces De Fibras Ópticas 
25.0.Bibliografia. 
 
 
 
 
Curso de Testes e emendas de Fibras ópticas. 
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1. INTRODUÇÃO 
 
A comunicação com fibra óptica tem suas raízes nas invenções do século XIX. 
Um dispositivo denominado Fotofen convertia sinais de voz em sinais ópticos 
utilizando a luz do sol e lentes montadas em um transdutor que vibrava ao entrar em 
contato com o som. A fibra óptica em si foi inventada pelo físico indiano Narinder 
Singh Kanpany, ela se tornou mais prática, durante os anos 60 com o surgimento das 
fontes de luz de estado sólido, raio lazer e os LEDs (do inglês light-emitting diodes), e 
das fibras de vidro de alta qualidade com poucas impurezas. As companhias telefônicas 
foram as primeiras a se beneficiar do uso de técnicas de fibra óptica em conexões de 
longa distância. Em meados da década de 80 foram estendidos nos Estados Unidos e no 
Japão, milhares de quilômetros de cabos ópticos para estabelecer comunicações 
telefônicas. 
As fibras ópticas são ainda usadas em vários equipamentos médicos projetados 
para examinar o interior do corpo, uma vez que as imagens transmitidas podem ser 
ampliadas e manipuladas para permitir uma observação mais detalhada de cavidades do 
organismo. Recorre-se também à fibra óptica nos estudos de física e engenharia nuclear 
para a visualização das operações que se realizam na inspeção do núcleo dos reatores. 
 As Fibras Ópticas são fios finos feitos de sílica, silicone, vidro, nylon ou 
plástico, que são materiais dielétricos (isolantes elétricos) e transparentes para a faixa do 
espectro da luz visível e infravermelho próximo. São guias de onda e podem ser 
informalmente entendidas como "encanamentos de luz": A luz aplicada a uma das 
extremidades percorre a fibra até sair pela outra extremidade, podendo este percurso 
atingir centenas de quilômetros sem a necessidade de que o sinal seja regenerado ou 
amplificado. 
Cada metade do cabo de fibra óptica é composta de camadas de material. Na 
parte externa, uma cobertura plástica deve obedecer às normas de construção no prédio 
e aos códigos de proteção contra incêndio para que o cabo inteiro fique protegido. Sob a 
cobertura, uma camada de fibras Kevlar (também usada em coletes à prova de bala) 
amortece impactos e proporciona maior robustez. Sob as fibras de Kevlar, outra camada 
de plástico denominada capa dá proteção e amortecem impactos. Alguns cabos de fibra 
óptica projetados para entrarem em contato com o solo devem conter fios de aço 
inoxidável ou de outro material que proporcionam maior robustez. Todos esses 
materiais protegem o fio de vidro. 
Os dados percorrem o centro de cada fio de fibra de vidro denominado núcleo. A 
luz de um diodo ou lazer entra no núcleo através de uma das extremidades do cabo e é 
absorvida por sua parede (um fenômeno denominado reflexão total interna). As fibras 
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ópticas são atualmente as maiores responsáveis pelas revoluções ocorridas nas 
telecomunicações. Elas têm tomados os lugares dos cabos metálicos na transmissão de 
dados e têm capacidade de transmitir uma quantidade enorme de informações com 
confiabilidade e velocidade incríveis. 
2. Fundamentos das Fibras Ópticas 
Actualmente no mercado existem vários tipos de fibras ópticas, e elas têm 
características diferentes. Muitos tipos distintos estão disponíveis, projetados para 
aplicações especificas e podem ser usadas em conjunto ou individualmente. As fibras 
ópticas individuais são usadas em virtualmente todas as aplicações de comunicações e 
para muitos outros propósitos. Cada fibra é separada opticamente das outras fibras 
apesar de muitas fibras separadas poderem ser acondicionadas em um cabo comum. 
Muitas fibras são feitas de vidro, plásticos ou vidro isolado por plástico; algumas fibras 
especiais são feitas de outros matérias exótico composto fluorídrico. As fibras padrão 
são flexíveis, mas um pouco duras; a flexibilidade depende do diâmetro da fibra. As 
fibras costumam ser comparadas a cabelos humanos, mas qualquer um que tenha 
pensado nessa comparação deve ter tido cabelos bem duros ou fibras plásticas muito 
finas. As fibras de comunicação são mais grossas até do que o mais espesso fio de barba 
que um homem possa ter do mesmo comprimento. Uma comparação melhor seria a 
linha de pesca mono filamento. Ao contrario dos fios, as fibra retornam à sua forma 
original depois de serem dobradas. 
3. Vantagens das Fibras Ópticas 
Baixa atenuação 
A fibra óptica apresenta uma perda de potência por quilometro muito menor do 
que os sistemas que utilizam cabos metálicos, guias de ondas ou transmissão não física 
(espaço livre). Exemplo: Um cabo coaxial operando em 5 GHz pode apresentar perda 
superior a 100 dB/Km, enquanto as modernas fibras ópticas apresentam uma perda de 
0,1 a 0,25 dB/Km, operando nos comprimentos de onda de 1,55 e 1,31 micrometros 
(µm) respectivamente. Nos sistemas radioelétricos operando na faixa de micro-ondas 
com antenas parabólicas de alto ganho, a perda por quilometro é menor do que nos 
sistemas a cabos coaxiais ou a guias de onda, mas ainda assim, muito maiores do que 
nos sistemas de fibras ópticas. Isto significa que é necessário uma quantidade menor de 
repetidores para a cobertura total do enlace. Alem disso, podemos aumentar ainda mais 
o enlace óptico com a utilização de amplificadores ópticos, se for necessário. 
 Maior capacidade de transmissão 
Na transmissão por fibras ópticas as portadoras possuem frequência na faixa de 
luz, valores na casa de centenas de terahertz. Este facto permite que se preveja a 
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possibilidade de elevadíssimas velocidades de transmissão a uma taxa de centenas ou 
mesmo milhares de megabits/segundo.

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