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Inibidores-de-corrosao e tratamento de superfície Apostila 2020

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CESAR TATARI
RÔMULO BATISTA VIANI
CONTROLE E PROCESSOS INDUSTRIAIS
PROGRAMA BRASIL PROFISSIONALIZADO
A expansão do Ensino Técnico no Brasil, fator importante para melhoria de nossos recursos humanos, é um dos pilares do desenvolvimento do País. Esse objetivo, dos governos 
estaduais e federal, visa à melhoria da competitividade de nossos 
produtos e serviços, vis-à-vis com os dos países com os quais mantemos 
relações comerciais.
Em São Paulo, nos últimos anos, o governo estadual tem investido de 
forma contínua na ampliação e melhoria da sua rede de escolas técnicas 
– Etecs e Classes Descentralizadas (fruto de parcerias com a Secretaria 
Estadual de Educação e com Prefeituras). Esse esforço fez com que, de 
agosto de 2008 a 2011, as matrículas do Ensino Técnico (concomitante, 
subsequente e integrado, presencial e a distância) evoluíssem de 92.578 
para 162.105. Em 2019 foram registradas 460.421 inscrições para 119.885 
vagas em cursos para os períodos da manhã, tarde, noite e integral. 
A garantia da boa qualidade da educação profissional desses milhares de 
jovens e de trabalhadores requer investimentos em reformas, instalações, 
laboratórios, material didático e, principalmente, atualização técnica e 
pedagógica de professores e gestores escolares.
A parceria do Governo Federal com o Estado de São Paulo, firmada por 
intermédio do Programa Brasil Profissionalizado, é um apoio significativo 
para que a oferta pública de Ensino Técnico em São Paulo cresça com a 
qualidade atual e possa contribuir para o desenvolvimento econômico e 
social do Estado e, consequentemente, do País. 
Almério Melquíades de Araújo 
Coordenador do Ensino Médio e Técnico
Projeto de formação continuada de professores da educação profissional do 
Programa Brasil Profissionalizado - Centro Paula Souza - Setec/MEC
CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA
Diretora Superintendente
Laura Laganá
Vice-Diretor Superintendente
Emilena Lorezon Bianco
Chefe de Gabinete da Superintendência
Armando Natal Maurício
REALIZAÇÃO
Unidade do Ensino Médio e Técnico
Coordenador
Almério Melquíades de Araújo
Centro de Capacitação Técnica, Pedagógica e de Gestão - Cetec Capacitações 
Responsável
Lucília dos Anjos Felgueiras Guerra
Responsável Brasil Profissionalizado
Silvana Maria Brenha Ribeiro
Professora Coordenadora de Projetos
Denise Moreira dos Santos
Parecer Técnico
Gislaine Barana Delbianco
Revisão de Texto
Sandra Valéria Walchhutter
Projeto Gráfico e diagramação
Diego Santos
APRESENTAÇÃO
A corrosão está muito presente em nossa sociedade e representa grandes 
perdas econômicas industriais, pois todos os tipos de corrosão estão rela-
cionados à diminuição do tempo de vida de um material.
Os conceitos químicos são importantes para que o discente entenda 
como o fenômeno ocorre e quais as suas influências nos processos das 
mais variadas indústrias.
O presente material apresenta uma série de sugestões de aulas experi-
mentais, facilitando ao aluno a visualização do processo e diferenciando 
os tipos de corrosão possíveis.
Os roteiros foram divididos em: objetivos, materiais e reagentes, procedi-
mentos experimentais e questões de verificação, possibilitando ao pro-
fessor analisar e promover discursão em sala de aula com os diversos gru-
pos de estudo.
Esperamos que aproveitem ao máximo esse curso e que o material 
possa beneficiar os professores das Unidades Escolares em diversas 
Componentes Curriculares dos Cursos do Eixo Tecnológico de Controle e 
Processos Industriais.
Bom Trabalho a todos!
Denise Moreira dos Santos
Coordenadora de Projetos
SUMÁRIO
1. Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2. Tipos de Corrosão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.1. Corrosão por erosão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.2. Corrosão sob tensão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.3. Corrosão Pitting . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.4. Corrosão galvânica ou eletroquímica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.5. Corrosão Uniforme . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.6. Corrosão por frestas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.7. Corrosão por lixiviação seletiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.8. Corrosão Intergranular: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3. Prevenção e Controle de Corrosão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
4. Inibidores de Corrosão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Atividades Experimentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Eletrodeposição de Zinco em painel de latão ou Ferro . . . . . . . . . . . 20
Passivação do Zinco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
Concentração dos componentes dos banhos de Zinco . . . . . . . . . . 29
Niquelação de peças por eletrodeposição. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Niquelação por deslocamento químico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
Eletrodeposição de Cobre . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
Proteção polimérica. Filme orgânico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
Fosfatização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
Oxidação negra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
Proteção polimérica. Filme orgânico 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
Referência Bibliográfica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
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1. INTRODUÇÃO
Num conceito universal, define-se corrosão como a deterioração de um 
material, principalmente metálico, por ação química e eletroquímica do 
meio ambiente associada ou não a esforços mecânicos. A corrosão cau-
sada por interação físico-química entre o meio e o material apresenta al-
terações geralmente indesejáveis como desgaste, variações estruturais, 
alterações físicas e químicas, tornando o material inadequado para uso.
Materiais não-metálicos também entram nestas definições de corrosão, 
como borracha, concreto, madeira e até polímeros. Mas o termo corrosão 
aplica-se com mais frequência para materiais metálicos devido às causas 
econômicas e perda total das propriedades físico-químicas, ou mecâni-
cas, de interesse presentes nas ligas e materiais metálicos.
No seu todo esse fenômeno assume importância transcendental na vida 
moderna, que não pode prescindir dos metais e suas ligas (GENTIL 2007). 
Problemas de corrosão ocorrem em variadas atividades, os maiores exem-
plos são as indústrias químicas, petroquímicas, naval, petrolífera, constru-
ção civil, automobilística, meios de transporte, medicina, obras de arte, 
esculturas, etc.
São geradas perdas econômicas que atingem todas as atividades, essas 
perdas são classificadas como diretas e indiretas, sendo as diretas custos 
com manutenção ou substituição de equipamentos que sofreram o pro-
cesso de corrosão (incluem-se nos custos energia aplicada e mão de obra 
necessária) e principalmente custos com métodos de proteção contra cor-
rosão (como os que serão abordados nesta apostila). As perdas indiretas 
são de difícil avaliação, embora apresentam na maioria dos casos custos 
mais elevados do que casos de perdas diretas, alguns exemplos de
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