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A3 ÉTICA E BEM ESTAR ANIMAL

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1- Caso clinico de felino com traumatismo crânio encefálico (TCE) 
 
Um felino, raça SRD, 5 anos, Macho, 5,5 kg, chegou ao hospital inconsciente. 
No exame clínico apresentavam variados sinais, foram observados desidratação, midríase, 
dispneia, taquicardia, ataxia, hipotensão e hipotermia e ausência de reflexos pupilares. Além 
disso, foi observado proptose ocular do globo ocular direito, com alto grau de necrose. 
Foram realizados exames radiográficos na região de crânio onde foi observado a presença de 
uma estrutura apresentando contornos regulares, radiopacidade metal em topografia de palato 
duro, medindo cerca de 0,79cm x 0,55 cm; imagem compatível com projetil. Foi constatado 
traumatismo crânio encefálico. Iniciou-se então fluidoterapia com ringer lactato e 
oxigenoterapia. Além disso e foram administrados medicamentos IV e IM . 
O animal ficou internado e não apresentou melhora em seu estado clinico, tendo repetidas 
crises convulsivas durante a madrugada. Além disso, apresentou escore 6 na escala de Glasgow, 
resultando em prognostico desfavorável. 
Haja vista o estado clinico desse animal, estando este já bastante debilitado, foi indicado o 
procedimento de eutanásia devido ao seu prognóstico desfavorável. A eutanásia foi discutida 
com o tutor que concordou com o procedimento, visto que o animal estava sofrendo mais do 
que podia suportar. O procedimento foi feito através do método da injeção de cloreto de 
potássio, que tem por função comprometer os órgãos vitais que vão a óbito de maneira rápida, 
interrompendo o sofrimento. 
A eutanásia foi feita seguindo todos os protocolos. Primeiro foi explicado novamente por que a 
eutanásia seria necessária nesse caso. Os tutores então assinaram uma autorização para 
realização do procedimento. Na clínica veterinária havia uma sala especializada para ele, 
confortável, para o gato com a presença dos tutores e do médico veterinário responsável. Além 
disso os prontuários com as técnicas e métodos empregados estavam disponíveis para a 
fiscalização dos órgãos competentes e após o procedimento a morte do animal foi atestada 
observando a ausência de seus parâmetros vitais. 
Em suma, toda a equipe no processo de eutanásia deve ter profissionalismo, respeito ao animal, 
à vida animal e ao impacto do procedimento nas demais pessoas envolvidas. Embora a eutanásia 
seja necessária em alguns casos, todo o processo deve ser realizado com a maior consideração 
possível pelo animal e suas necessidades. Os profissionais envolvidos precisam estar treinados 
para o manuseio adequado dos animais, deve haver a escolha do método ideal e execução 
dentro das normas. 
Pode se concluir então, que a eutanásia envolve o conhecimento científico que evolui de forma 
a proporcionar uma humanização na forma da eutanásia, portanto essa deve ser ponderada e 
sempre realizada de forma ética, para não provocar sofrimento no animal ou no executor.