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Direito na Grécia antiga

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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
Rafael Bashiyo Baz
DISSERTAÇÃO DIREITO NA GRÉCIA ANTIGA
Ribeirão Preto
2020
Introdução
O Direito na Grécia Antiga é relativo ao direito na sociedade grega do século XX ao século IV a.C. Sendo sua história dividida em quatro períodos, Pré-homérico (XX a XII a.C.), Homérico (XII a VIII a.C.), Arcaico (VIII a VI a.C.) e Clássico (V a IV a.C.), consistindo o período de VIII a IV a.C. o de maior impacto para o estudo da sociedade e do direito grego uma vez que neste espaço de tempo tem-se a origem das cidades-estados gregas e seu apogeu.
Panorama geral 
	O Direito Helênico constitui-se na primeira fonte formadora da tradição jurídica ocidental, sendo os gregos grandes pensadores e políticos da antiguidade, mas não grandes juristas. Com isso os impactos indiretos na contemporaneidade do direito vem através de seus avanços na política e na filosofia principalmente, sendo estes responsáveis pela origem de uma ciência política como demonstrado em “Ética a Nicômano” de Aristóteles e “A Republica” de Platão. 
Além disso, os gregos não construíram uma ciência do direito, nem desenvolveram uma sistemática do Direito Privado, continuando em muitos aspectos tradições dos Direitos Cuneiformes de origem no Oriente próximo. Porém a partir da sua concepção de lei como construção humana (Nomos), a legislação se pautava na própria natureza humana descolando-se da divindade, possuindo um caráter mais racional e laico.
Por fim, a multiplicidade Jurídica e Política decorrente das Polis, tem como resultado um direito difuso e desuniforme, que tangenciava-se por alguns costumes e concepções comuns, porém por suas especificidades individuais, resulta em um melhor diálogo com a noção de direitos das cidades gregas, e não com a ideia de um direito grego propriamente dito. 
Leis de Drácon 
	Corresponde a legislação constituída pelo político e estadista ateniense Drácon que constituiu o primeiro conjunto de normas escrita da cidade de Atenas, sendo este considerado o primeiro legislador, sendo seu código vigente durante 7 anos. Suas principais contribuições são no âmbito da proibição da vingança privada, institucionalizando de forma obrigatória os tribunais para a solução de controversas e na introdução do princípio de Direito Penal, através da distinção entre formas diferenciadas de homicídio. Sendo suas penas marcadas pela rigidez ao exemplo da pena de morte atribuída ao crime de furto, que dá origem ao termo “Pena Draconiana”.
Leis de Sólon
Corresponde a legislação constituída pelo estadista, legislador e político ateniense Sólon, considerado fundador da democracia, promoveu reformas institucionais, econômicas e sociais, aplicando o fim da escravidão por dívida, o fim da propriedade coletiva dos clãs e a igualdade no respeito às leis (Eunomia). De forma a gerar maior participação política e minar os conflitos decorrentes da privação de direitos vivenciada pelas classes oprimidas, Sólon estabeleceu a “Bulé” com representantes de todas as regiões da polis, a “Eclésia” que possuía o papel de assembleia popular para aprovar a legislação da “Bulé” e o “Helieu” como tribunal de justiça, desenvolvendo de forma antecipada a divisão dos poderes apresentada por Montesquieu. Sendo ainda responsável pelo estabelecimento do testamento e da adoção.
O trabalho de Sólon foi postumamente levado a diante por Clístenes, que ao chegar ao poder implantou a democracia, realizando reformas políticas que possibilitaram o voto universal aos cidadãos independentemente de critérios de renda, ampliando a “Bulé” de 400 para 500 membros, tornando-se o principal órgão do governo, enquanto a “Eclésia” consolidava-se como órgão central da democracia. 
Fontes Históricas
	O Direito na Grécia Antiga carece de fontes formais, porém é perceptível seus aspectos em obras literárias e filosóficas. Sendo presente uma noção difusa de justiça na consciência coletiva. Porém no espectro recente documentos jurídicos vem sendo descobertos como o código de Gortina, descoberto em 1884 que legisla sobre diversos temas, sendo o mais conhecido a decima primeira parte que relata a legislação de herança.
Platão
	É um ateniense de origem aristocrática, fundador da academia em Atenas, sendo autor de diversas obras em oposição a seu mentor Sócrates. Suas noções de política e justiça foram muito marcadas pelos fatos apresentados pelo próprio em “Apologia de Sócrates”, sendo consolidada sua descrença no sistema democrático uma vez que este podia conduzir a própria tirania, na obra “A Republica” em que aborda a questão do governo ideal, sendo esse um modelo aristocrático, composto por 3 classes, cujo governante seria um filosofo e as demais classes seriam os guerreiros e o povo. Porém esse modelo carregaria uma tendência a injustiça. 
Aristóteles
	É um filosofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, O Grande. Em seus textos apresenta a teoria das formas de governo constando a existência de 3 modelos e seus respectivos estados degradados. Sendo estes Monarquia e tirania, Aristocracia e Oligarquia e Democracia e Demagogia. 
	A forma ideal de governo depende do grupo social, sendo um regime misto a melhor forma de condução e controle em que o povo somente se manifestaria em grandes problemas e na eleição dos magistrados. Sendo este introdutor do poder em três esferas que serviria de base a divisão dos poderes de Montesquieu.
	Além disso, foi responsável pelo desenvolvimento da noção de justiça em “Ética a Nicômano”, obra essa em que expõem seu entendimento sobre virtude e suas considerações acerca do habito e da prudência. 
Contribuições
	As contribuições diretas do Direito na Grécia Antiga percorre, o impedimento da vingança privada, as bases para o Direito Penal, Eunomia, adoção, testamento, fim da escravidão por dívida e a própria democracia, arbitragem pública e privada, Júri, a importância da retorica entre outros. De forma indireta seu impacto é imensurável, uma vez os preceitos e as bases da filosofia clássica permeiam nossas próprias relações individuais e globais e a ciência política oriunda nos faz reavaliar questões e rever os questionamentos ao exemplo do papel do guarda para Platão em “A República”, este demonstrando uma afetividade com os conhecidos e uma agressividade com os estranhos.
	
Referencias 
Queriroz Assis, Olney; Elisa Spaolonzi, Ana; Frederico Kumpel, Victor. História da Cultura Jurídica – O Direito na Grécia, 1. ed. Método, 2010. 160 p.
Drácon. Infopédia, 2003. Disponível em:<https://www.infoescola.com/biografias/dracon/>. Acesso 29 de agosto de 2020 
Ronsoni de Oliveira, Bárbara. História do Direito – Grécia Antiga. Medium, 2019. Disponível em: <https://medium.com/revistandodireito/hist%C3%B3ria-do-direito-gr%C3%A9cia-antiga-3365ddaae461>. Acesso 29 de agosto de 2020
Sólon. Infopédia, 2003. Disponível em < https://www.infopedia.pt/$solon?uri=lingua-portuguesa/zeugita>. Acesso 29 de agosto de 2020
Clístenes. Infopedia, 2003. Disponivel em < https://www.infopedia.pt/$clistenes?uri=lingua-portuguesa/zeugita>. Acesso 29 de Agosto de 2020 
Platão. Apologia de Sócrates: O banquete. 1 ed. Martin Claret, 2017. 248 p.
Platão. A República. 1 ed. Nova Fronteira, 2016. 366 p. 
Aristoteles. Ética a Nicômaco. 3 ed. Martin Claret, 2019. 299 p.

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