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TEORIA DO CRIME UNID 1

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do princípio da proporcionalidade pode-se citar a conhecida . O exemplo maislei do talião
famoso desse tipo de norma é o Código de Hamurabi, Babilônia, 2.083 a.C. O princípio da proporcionalidade
contemporâneo fundamenta-se na necessidade da ponderação entre a norma penal restritiva da liberdade e o
bem jurídico a ser tutelado por ela, pois há dois direitos igualmente fundamentais que se enfrentam. O quantum
da pena indica o grau de importância que os diversos bens jurídicos tutelados penalmente têm no ordenamento
jurídico.
Assista aí
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/7d7065dcc6861410f182ebdf8dcb6d9b
6.2.7 Princípio da adequação social
O dispõe que não se pode punir o sujeito que atua de maneira socialmenteprincípio da adequação social 
adequada (Martinelli; Bem, 2018, p. 255). Pois, esse tipo de conduta não se reveste de tipicidade e, por isso, não
pode constituir delito (Bitencourt, 2018, p. 59). A título ilustrativo, a doutrina cita como exemplo a perfuração de
orelhas de crianças, a realização de tatuagem ou o topless durante o carnaval (Martinelli; Bem, 2018, p. 257).
6.2.8 Princípio da insignificância
O deve ser analisado em conjunto com outros princípios, como o daprincípio da insignificância 
fragmentariedade e da intervenção mínima, com o objetivo de afastar a tipicidade penal. Do ponto de vista
formal, há condutas que se adequam perfeitamente a determinado tipo penal. Porém, não apresentam qualquer
relevância no aspecto material. Há, nesses casos, exclusão da tipicidade, pois o bem jurídico-penal não chegou a
ser lesado (Bitencourt, 2018, p. 63-64). Um exemplo clássico é o furto de algum alimento. Pois, deve haver
proporcionalidade entre a conduta a ser punida e a pena a ser aplicada.
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7 Fins e objetivos do direito penal
O direito penal é uma forma de controle social, e se faz através Porém, porproteção de bens jurídicos.
representar a forma mais agressiva de atuação do direito, só deve intervir quando absolutamente imperioso, ou
seja, como .ultima ratio
A sociedade atual caracteriza-se por um intenso processo de modernização que gerou uma complexidade social
sem precedentes. Pode-se citar o surgimento de direitos difusos e coletivos, o incremento da violência, o crime
organizado transnacional, crimes de perigo abstrato etc. Esses fenômenos geram uma grave sensação de
insegurança na população, que cobra do poder público o endurecimento do direito penal. Essa nova realidade
traz imensos desafios ao legislador penal, que necessita encontrar um ponto de equilíbrio entre a tutela penal
dos bens jurídicos sem olvidar o respeito à dignidade humana.
Contudo, o que se vê no Brasil é um Poder Legislativo desorientado. Ao lado de normas rígidas como a Lei dos
Crimes Hediondos (Lei n. 8.072/90), há a Lei dos Juizados Especiais (Lei n. 9.099/95) e a Lei das Penas
Alternativas (Lei n. 9.714/98).
Há, assim, com um emaranhado de normas penais orientadas por concepções teóricas contraditórias, adotadas
sem planejamento, sendo impossível identificar um escopo comum que lhes confira harmonia.
O que se mostra evidente é que quando há clamor público, o legislador se apressa em tipificar novas condutas e
agravar sanções já existentes. Trata-se, muitas vezes, de um Direito penal meramente simbólico. Porém, o
estudante de Direito deve ter em conta que a norma penal deve ser idônea para atingir seus fins e a menos
gravosa possível, devendo respeitar a proporcionalidade entre o bem jurídico tutelado e a intervenção trazida
pela norma penal incriminadora.
Assista aí
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7.1 Bem jurídico penal: conceito e funções
Francisco de Assis Toledo (2002, p. 16) define bens jurídicos como “valores ético-sociais que o direito seleciona,
com o objetivo de assegurar a paz social, e coloca sob sua proteção para que não sejam expostos a perigo de
ataque ou a lesões efetivas”. De forma sintética pode-se conceituar bem jurídico-penal como o objeto da tutela
do Direito penal. Para que um bem jurídico seja tutelado pelo direito penal deve respeitar o seguinte binômio: 
efetivo exercício do controle social x . respeito a princípios limitadores
Ainda neste passo, pode-se afirmar que devem ser tutelados apenas os bens jurídicos que tutelem valores
fundamentais para a convivência social, não abrangendo valores de ordem estritamente moral, ética ou religiosa. 
Além da relevância, deve-se levar em conta o caráter subsidiário do Direito Penal. Se o bem puder ser
protegido de forma adequada pelos outros ramos do direito, não deve ser objeto de tutela penal. Para
exemplificar, pode-se citar o adultério, que até 2005 figurava como crime, previsto no art. 240 do Código Penal.
Porém, trata-se de questão que pode ser resolvida no âmbito do Direito civil, sem a necessidade da intervenção
penal.
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8 Direito penal e as ciências auxiliares
O direito penal é uma ciência normativa, pois tem como objeto o estudo da norma. Há outras ciências que 
orbitam a dogmática jurídico-penal. Vejamos:
Criminologia
Ciência causal-explicativa que se preocupa com a análise da gênese do crime, das
causas da criminalidade, numa interação entre crime, homem e sociedade.
(Bitencourt, 2018, p. 40). A criminologia abrange a antropologia criminal
(Lombroso), a (Ferri) e a (Mendelsohn). Sãosociologia criminal vitimologia
ciências autônomas, mas intimamente ligadas ao direito penal, pelo menos para a
finalidade a que se dirige sua atividade teórica (Martinelli; Bem, 2018, p. 92). 
Política criminal
Ciência crítica que dispõe sobre o fundamento jurídico e os fins do poder de punir,
bem como sobre o controle de suas consequências. (Martinelli, p. 92).
Medicina legal e
criminalística
Áreas que auxiliam na esclarecimento dos crimes.
Psiquiatriaforense
Estuda as doenças e as perturbações mentais e suas consequências, bem como
investiga a motivação dos agentes na seara criminosa.
Fique de olho
O definiu os para a aplicação da no caso concreto: (a) a mínimaSTF requisitos insignificância
ofensividade da conduta do agente; (b) a nenhuma periculosidade social da ação; (c) o
reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; e (d) a inexpressividade da lesão
jurídica provocada (Confira o acórdão completo: RHC n. 122.464 AGR/BA, rel. Min. Celso de
Mello, DJ 10-6-2014). Além dos direitos e garantias penais previstos na Constituição Federal,
são aplicáveis no país tratados internacionais (art. 5º, §§ 2º a 4º, da CF), como aDeclaração
Universal dos Direitos Humanos(1948); aConvenção Americana de Direitos Humanos(1969) e
oEstatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional(1998).
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é isso Aí!
Nesta unidade, você teve a oportunidade de:
• a no estado democrático de direito é atuar como instrumento de controle missão do direito penal 
social legitimado e limitado, protegendo os ;bens jurídicos fundamentais
• Cesare Beccaria é o expoente do . O autor publicou em 1764 a obra período humanitário Dos delitos e 
, que é um marco no direito penal, pois visava romper com o direito baseado em suplícios e no das penas
arbítrio dos reis;
• o dispõe sobre os elementos estruturais do crime, que são: conceito analítico fato típico + ilicitude 
;(ou antijuridicidade) + culpabilidade
• o está fundamentado no e determina princípio da legalidade art. 5º, XXXIX, da Constituição Federal
que “não haverá crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal”;
• o estudo do funcionalismo no Brasil é baseado especialmente em dois autores alemães. Claus , que Roxin
desenvolveu a sistemática funcional teleológica e Günther

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