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AEROSOLTERAPIA E OXIGENIOTERAPIA

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de oxigênio além
da FiO2 do ar ambiente (>21%).
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Conceitos Físicos
Ar ambiente:
20,93% Oxigênio + 0,04% CO2+ 79,03 Nitrogênio
Pressão Barométrica ao nível do mar:760 mmHg
Px=Fx . PB
PatmO2= 0,2093 x 760 mmHg= 159,1mm Hg
Conceitos Físicos
Pressão barométrica cai com
aumento da altitude (ar mais
rarefeito):
 Teresópolis (1000m): 674 mmHg
 La Paz (4000m): 462 mmHg
 Monte Everest (8848m): 231 mmHg
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Definição: administração de oxigênio em 
concentrações maiores do que a do ar ambiente
com objetivo de tratar ou evitar os sintomas e 
manifestações da hipóxia.
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Transporte dos Gases na 
Membrana Respiratória:
Membrana Respiratória
- Camada de células epiteliais na
superfície alveolar;
- Espaço intersticial;
- Camada de células endoteliais
(forma capilar).
Guyton, Fisiologia Humana.
Difusão dos Gases na Membrana Respiratória
Diferença de Pressão
Área da membrana alveolar (70-100 m2)
Espessura da Membrana (0,5 μm)
Solubilidade do Gás na Membrana
Guyton, Fisiologia Humana.
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Indicações (AARC)
• Hipoxemia comprovada (PaO2<60m Hg ou Sat 
O2< 90%);
• Situações agudas com suspeita de hipoxemia
• Traumatismo grave, Infarto agudo do miocárdio
• Terapia de curto prazo (pós anestesia)
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Objetivos:
Guyton, Fisiologia Humana.
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Hipoxemia
Caracterizada pela redução do aporte de O2 aos
tecidos.
Causas da hipoxemia arterial: Ar rarefeito, hipoventilação
alveolar, alteração da difusão alveolar, alteração da
relação V/Q (Ef. Shunt).
Sinais Clínicos da Hipoxemia
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Sinais Clínicos da Hipoxemia
Efeitos Fisiológicos da Oxigenoterapia
- Melhora Oxigenação
-Vasodilatação arterial pulmonar (reduz resistência
arterial pulmonar), Reduz pressão arterial pulmonar
- Reduz trabalho cardiorrespiratório
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Riscos da Oxigenoterapia
Toxicidade do Oxigênio
Relacionada: FiO2 e tempo de exposição.
Quanto maior FiO2 e tempo de exposição, maior chance de lesão.
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A toxicidade do oxigênio é causada pela liberação de
radicais livres de oxigênio. A presença excessiva destes
radicais pode lesar ou matar as células. Temos enzimas
especiais que neutralizam estes radicais (superóxido mutase)
e outros agentes antioxidantes (vit. E e C, betacaroteno).
A presença de alta FiO2 promove produção excessiva de
radicais livres e os sistemas antioxidantes se tornam
insuficientes. A lesão celular ativa o sistema imune, havendo
infiltração de neutrófilos e macrófagos, com liberação de
mediadores inflamatórios e piora da lesão inicial.
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Situações
Especiais
Pacientes DPOC ou retentores de CO2
O aumento do inspirado por estes pacientes tende
a reduzir sua ventilação. Há uma supressão do
estímulo fornecido pela hipoxemia.
Consequência??? Aumento dos níveis de PaCO2.
Suprime respostas dos quimioceptores periféricos e
deprime estímulo ventilatório, com elevação do CO2.
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ATELECTASIAS por Absorção
Risco quando FiO2 acima de 0,5. Em condições normais, ao
respirar em ar ambiente (21% O2), o Nitrogênio apresenta maiores
níveis no sangue e no ar alveolar.
EFEITO SHUNT aumenta: os alvéolos serão perfundidos e não
ventilados. Há piora da oxigenação sanguínea.
Os riscos da atelectasia por absorção aumentam quando paciente
inspira baixos volumes (sedação, dor, cirurgia abdominal), com
maior tendência ao colapso alveolar mesmo sem altas frações de
O2.
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APARATO
Sistemas de baixo (podem ter reservatório) e de 
alto fluxo. 
Sistemas de baixo fluxo
Fornecem oxigênio com fluxo menor que a demanda do
paciente (<8l/min).
Há diluição do O2 com o ar inspirado. A fração de O2
fornecida varia com o VC do paciente: Se o VC diminuir, a
FiO2 aumenta; se o VC aumentar, a FiO2 reduz.
Aparato: cânula nasal, cateter nasal, máscara facial simples
e transtraqueal.
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Sistemas de baixo fluxo
Presença de 
FLUXÔMETRO e 
importância da 
UMIDIFICAÇÃO!
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Cânula Nasal
Dispositivo plástico com duas pontas inserida no nariz,
ligado diretamente a um fluxometro ou um umidificador.
 Desvantagens: instável, risco de deslocamento; fluxos
elevados são desconfortáveis.
Vantagens: paciente estável que necessite de baixa
FiO2; uso domiciliar, fácil utilização, baixo custo.
Fluxo varia de ¼ - 6 l/min, com variação de FiO2 de 22-40%
O2 (variável).
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Cânula Nasal
Cateter Nasal
Tubo plástico com orifícios na ponta, inserido atrás da
úvula.
 Vantagens: paciente estável que necessite de baixa
FiO2; uso domiciliar, baixo custo.
Desvantagens: requer troca regular, pode provocar
reflexo de vômito se mal posicionado, difícil inserção
(Evitar posicionamento muito profundo).
Fluxo varia de ¼ - 8 l/min, com variação de FiO2 de 22-45%
O2.
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Cateter Nasal
Cateter Transtraqueal
Cateter transtraqueal é colocado diretamente na traqueia.
O Oxigênio aumenta na traqueia e nas vias aéreas
inferiores.
Vantagens: elimina irritação nasal, maior aceitação.
Desvantagens: infecções, tampão mucosa.
Fluxo varia de ¼ - 4 l/min, com variação de FiO2 de 22-
35% O2.
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Cateter Transtraqueal
ESTIMATIVA DA FiO2
Regra Simples (Stoller, J. et al):
“Para os pacientes que com frequências e
profundidades respiratórias normais, cada litro
por minuto de oxigênio nasal eleva a
concentração de oxigênio em cerca de 4%. Por
exemplo, um paciente que utiliza cânula nasal e
inspira 4l/min tem FiO2 aproximada de 37%
(16+21).”
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A estimativa da FiO2 nos sistemas de baixo fluxo pode
ser obtida por fórmulas, mas representa uma aproximação.
Este valor pode mudar a cada incursão respiratória e diversas
variáveis produzem interferências.
Sistemas com Reservatório
Apresentam um mecanismo associado de coleta e
armazenamento de Oxigênio entre as inspirações do
paciente. Este suprimento “extra” será utilizado pelo
paciente quando o fluxo fornecido pelo sistema for
insuficiente. Estes componentes reduzem o efeito da
diluição e podem ofertar maiores frações de oxigênio
que o sistema de baixo fluxo simples.
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• Cânulas com reservatório: nasal e pendente
(melhor efeito estético). Reduzem o uso de
oxigênio em até 75%.
• Máscaras com reservatório: máscara simples,
máscara de reinalação parcial e máscara de não-
reinalação.
Máscara Simples: unidade plástica com fluxo de
entrada de 5 a 12 l/min. Se for necessário mais que
12 l/min, o dispositivo pode ser trocado. O uso de
fluxo menor de 5 l/min faz com que o volume da
máscara atua como espaço morto e causa
reinalação de CO2. Fornece FiO2 de cerca de 35-
50%.
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Máscara Facial Simples
Máscara de reinalação parcial e de não reinalação:
design semelhante, ambas com bolsa reservatória de
1litro ligada à entrada de oxigênio. A bolsa em ambas
as máscaras aumenta a FiO2 ofertada.
A diferença entre estas máscaras é a presença de
válvulas.
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Máscaras: válvulas
MINHA BIBLIOTECA: BASES DA FISIOTERAPIA 
RESPIRATÓRIA, Maria da Glória.
A máscara com reinalador parcial não tem válvulas.
Na inspiração o ar entra diretamente para máscara e
passa ao paciente; na expiração, como não existem
válvulas, parte do ar expirado retorna à bolsa (primeiro
terço, restantes 2/3 saem pelas portas de expiração).
É válido lembrar que este primeiro terço que alcança a
bolsa é proveniente do espaço morto. Fornece FiO2 de
cerca de 40-70%.
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A máscara de não reinalação possui uma válvula
unidirecional. Uma válvula inspiratória encontra-se no
topo da bolsa, enquanto as válvulas expiratórias cobrem
as portas expiratórias. É um sistema fechado e fornece
FiO2 de cerca de 60-80%.
Tenda Facial (HUDSON) ou 
macronebulização:
Muito usada na prática. Consta de um
sistema simples: copo umidificador para
criar névoa, traqueia e máscara
propriamente dita.
Objetivos: ofertar O2 e umidificar vias
aéreas.
O sistema de macronebulização
também é utilizado acoplado à peça T
para