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Dir Processual Penal - CESPE - 1001QC - Nourmirio Tesseroli Filho

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caberá ao 
referido juiz proferir sentença absolutória, obedecendo ao 
princípio do “in dubio pro reo”. 
372. (CESPE/Promotor MPE-RO/2010) Na falta de perito oficial, o 
exame de corpo delito deverá ser realizado por um profissional 
idôneo, indicado pelo juiz, que tenha habilitação técnica 
relacionada com a natureza do exame. 
373. (CESPE/Promotor MPE-RO/2010) O juiz penal está adstrito ao 
laudo, não podendo rejeitar suas conclusões em face do 
princípio da persuasão racional. 
374. (CESPE/Promotor MPE-RO/2010) A busca e apreensão 
domiciliar pode ser realizada durante o dia ou a noite quando 
houver autorização judicial. 
375. (CESPE/Promotor MPE-SE/2010) Considerando o entendimento 
mais recente do STJ sobre a realização do exame de alcoolemia, 
popularmente denominado bafômetro, é inconstitucional a 
exigência da realização do exame, pois ofende a dignidade da 
pessoa humana. 
376. (CESPE/Promotor MPE-SE/2010) Considerando o entendimento 
mais recente do STJ sobre a realização do exame de alcoolemia, 
popularmente denominado bafômetro, o STJ afirmou a 
constitucionalidade absoluta da lei, de forma que o motorista é 
obrigado a realizar o exame. 
377. (CESPE/Defensor Público da União/2010) Parte da doutrina 
manifesta-se contrariamente à expressa previsão legal de 
cabimento da condução coercitiva determinada para simples 
interrogatório do acusado, como corolário do direito ao silêncio. 
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378. (CESPE/Defensor Público da União/2010) O interrogatório, na 
atual sistemática processual penal, deve ser realizado, como 
regra geral, por intermédio da videoconferência, podendo o juiz, 
por decisão fundamentada, nos expressos casos legais, decidir 
por outra forma de realização do ato. O CPP estabelece, de forma 
expressa, o uso da videoconferência ou de recurso tecnológico 
similar para oitiva do ofendido e de testemunhas, inclusive nos 
casos em que se admite a utilização de carta rogatória. 
379. (CESPE/Exame de Ordem Unificado 2009.3) As provas ilícitas 
que puderem ser obtidas pelos trâmites típicos e de praxe, 
próprios da investigação ou instrução criminal, podem ser 
admitidas no processo para beneficiar o réu ou satisfazer a 
pretensão punitiva do Estado. 
380. (CESPE/Exame de Ordem Unificado 2009.3) O juiz decidirá se 
realiza o interrogatório por videoconferência em razão de pedido 
do MP, não precisando fundamentar sua decisão. 
381. (CESPE/Exame de Ordem 2009.2) O exame de corpo de delito e 
outras perícias devem ser feitos, necessariamente, por dois 
peritos oficiais ou, na impossibilidade de estes o fazerem, por 
duas pessoas idôneas assim consideradas pelo juiz. 
382. (CESPE/Exame de Ordem 2009.2) O procedimento de acareação, 
objeto de severas críticas por violar o princípio da dignidade da 
pessoa humana, foi extinto pela recente reforma do CPP. 
383. (CESPE/Agente Administrativo-MDS/2009) O sigilo das 
comunicações telefônicas somente pode ser violado para fins de 
investigação criminal ou instrução processual penal, não 
havendo, nesses casos, a necessidade de ordem judicial para a 
realização da quebra do sigilo. 
384. (CESPE/Juiz Federal Substituto-TRF 2ª/2009) A gravação 
clandestina de conversa telefônica, feita por um dos 
interlocutores, com transcrição posteriormente juntada em 
inquérito policial em que um dos participantes era investigado, é 
fonte ilícita de prova e ofende a garantia da violação de provas 
ilícitas. 
385. (CESPE/Procurador-BACEN/2009) O direito também é objeto de 
prova, pois os juízes estaduais não são obrigados a conhecer o 
direito federal em caráter absoluto. 
386. (CESPE/Procurador-BACEN/2009) A prova do direito 
estrangeiro só pode ser aceita quando submetida à apreciação 
do Tribunal Penal Internacional. 
387. (CESPE/Procurador-BACEN/2009) O direito processual regula 
os meios de prova, que são os instrumentos que trazem os 
elementos de convicção aos autos. A finalidade da prova é o 
convencimento do juiz, que é seu destinatário. 
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388. (CESPE/Analista Judiciário-TREMA/2009) A prova ilícita por 
derivação deve ser desentranhada do processo, ainda que obtida 
por uma fonte independente da prova principal contaminada. 
389. (CESPE/Defensor Público-ES/2009) O sistema penal brasileiro 
não admite a oitiva de corréu como testemunha, porque, por 
garantia constitucional, ele tem o direito de permanecer calado e 
tampouco tem o dever de dizer a verdade. 
390. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) CPI tem o poder jurídico de 
requisitar às operadoras de telefonia cópias de decisão ou de 
mandado judicial de interceptação telefônica, para quebrar o 
sigilo imposto a processo sujeito a segredo de justiça. 
391. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) Ainda que o faça em ato 
adequadamente fundamentado, CPI não está autorizada a 
proceder à quebra de sigilo telefônico no ordenamento jurídico 
brasileiro. 
392. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) Segundo entendimento 
doutrinário, quando a norma afrontada tiver natureza 
processual, a prova vedada deve ser chamada de ilícita; 
afrontando normas de direito material, deve ser chamada de 
ilegítima. 
393. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) Em respeito à vedação 
constitucional de provas obtidas por meios ilegais, esse tipo de 
prova não é admitido no processo penal brasileiro, ainda que em 
favor da defesa. 
394. (CESPE/Defensor Público-ES/2009) Não se admite 
interceptações telefônicas quando o fato investigado constitui 
infração penal punida, no máximo, com pena de detenção. 
395. (CESPE/Defensor Público-ES/2009) Quando for necessário fazer 
o reconhecimento judicial do acusado, não é obrigatório que ele 
seja colocado ao lado de outras pessoas que com ele guardem 
semelhança. 
396. (CESPE/Defensor Público-ES/2009) Ainda que o acusado 
indique seu defensor por ocasião de seu interrogatório, a 
constituição regular desse defensor depende do instrumento de 
mandato, que, nessa situação, deve ser juntado aos autos no 
prazo de cinco dias, se outro prazo não for fixado pelo juiz. 
397. (CESPE/Defensor Público-ES/2009) Somente no procedimento 
do júri é necessário observar a incomunicabilidade das 
testemunhas, pois, no procedimento comum, não há proibição 
legal de que as testemunhas saibam ou ouçam os depoimentos 
uma das outras. 
398. (CESPE/Defensor Público-PI/2009) Em sede de persecução 
penal, o interrogatório judicial qualifica-se como ato de defesa do 
réu, que não é obrigado a responder a qualquer indagação feita 
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pelo magistrado processante, porém poderá sofrer alguma 
restrição em sua esfera jurídica em virtude do exercício dessa 
especial prerrogativa. 
399. (CESPE/Agente da Polícia Civil-ES/2009) O sistema da livre 
convicção, método de avaliação da prova concernente à livre 
valoração ou à íntima convicção do magistrado, é inaplicável no 
processo penal pátrio, porquanto afasta a necessidade de 
motivação das decisões judiciais. 
400. (CESPE/Soldado-DF/2009) O juiz forma sua convicção pela livre 
apreciação da prova produzida em contraditório judicial e não 
pode, em regra, fundamentar sua decisão exclusivamente nos 
elementos informativos colhidos na fase investigatória. 
401. (CESPE/Soldado-DF/2009) Em respeito ao princípio da inércia, 
a autoridade judicial não tem iniciativa probatória, sendo certo 
que, em regra, as perícias devem ser realizadas por dois peritos 
oficiais. 
402. (CESPE/Soldado-DF/2009) Considere que, em uma investigação 
policial, determinado delegado requereu à autoridade judicial 
competente a expedição de mandado de busca e apreensão na 
residência