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RINOSSINUSITES.
1. INTRODUÇÃO E CLASSIFICAÇÃO. 
· As rinossinusites são a inflamação da mucosa nasal e dos seios. 
· Ocorre geralmente a partir de 1 a 2 anos de idade, pois como os seios são pequenos pode ser uma inflamação na fossa nasal. 
2. FATORES PREDISPONENTES.
· Infecção das vias aéreas superiores.
· Rinite alérgica.
· Clima seco: desidrata, causando secreção nasal e dor de garganta.
· Tabagismo: diminui a função ciliar e facilita infecções. 
· A estase da secreção. 
· Alterações estruturais: desvio do septo ou das estruturas do meato médio (corneto médio bolhoso), pois os seios da face ventilam menos, acumulando secreção e facilitando as infecções. 
· Corpo estranho, pois causa acumulo de secreção e infecção bacteriana. Suspeitar quando há secreção com odor em uma narina. 
3. RINOSSINUSITE AGUDA.
· Inflamação da mucosa nasal e dos seios, com inicio súbito e duração no máximo de 4 semanas. Há infecção nos seios. 
· Sintomas: dor facial na região dos seios principalmente quando abaixa (onde está retida a infeccao), cefaleia, hiposmia, secreção espessa e amarelada, obstrução nasal, febre (não é obrigatória para diagnosticar). 
· Agentes etiológicos: vírus ou bactérias. As rinossinusites virais tem duração máxima de 10 dias, são autolimitadas e podem estar associadas a conjuntivite e dor de garganta. Pode ocorrer rinossinusites pós virais, ou seja, duram mais de 10 dias, já deveriam estar melhor, mas tem piora do sintomas, pois a rinossinusite viral facilitou a entrada de bactérias.
As rinossinusites bacterianas são causadas por S. pneumoniae, H. influenza, Moraxella catarralis, S. aureus, S. B hemolítico. São as mesmas bactérias das tonsilites e otites. Deve ter pelo menos 3 sintomas: secreção purulenta nasal ou na rinofaringe, dor, febre acima de 38 graus, aumento da PCR e da VHS.
· Diagnostico: clinico. Os exames complementares são a nasofibroscopia ou endoscopia nasal, TC de seios paranasais e laboratoriais. 
· Tratamento: 
Rinossinusite viral: lavagem nasal com spray de soro fisiológico.
Rinossinusite bacteriana: no paciente é hígido, fazer lavagem nasal com spray de soro fisiológico para drenar a secreção. Se tem muita obstrução nasal usar corticoide tópico. Pode não usar ATB. 
No paciente mais grave, com febre alta e prostrado, fazer lavagem nasal, corticoide nasal para obstrução e usar ATB. 
Pode usar descongestionantes, mucoliticos, AINES, fitoterápicos. 
AINES: Melhor anti-inflamatório nimesulida para rinossinusites. O maxulid é muito bom 400mg. O ibuprofleno e diclofenaco so para uso curto.
Quando usar ATB nas rinossinusites bacterianas: leve persistente, moderada, grave, sintomas intensos, imunossuprimidos. A primeira linha é amoxicilina. Se o paciente já usou nos 3 meses, usar amoxiclavulanato. Se o paciente tem alergia a penicilina, usar azitromicina. 
Tem nível hidroaéreo quando tem secreção nos seios da face. 
Há rinossinusite no seio maxilar esquerdo. 
· Indicação de TC: é mandatória na rinossinusite crônica, pode ser feita na rinossinusite aguda com complicações, como celulite orbitaria e quando os episódios de rinossinusite aguda são muito frequentes.
4. RINOSSINUSITE CRONICA. 
· São classificadas em com polipose e sem polipose. É a inflamação crônica da mucosa nasal e dos seios paranasais. 
Diminuicao da espessura da camada sol e gel, diminuicao dos cílios. Não ocorre a drenagem das secreções.
· Os pólipos aumentam as infecções. são próximos ao corneto médio. O pólipo é mais branco que a mucosa nasal, ocorrendo em pacientes com queixa de rinossinusites recorrecontes. É mais visualizado com nasofibroscopia, mas pode ser visualizado na rinoscopia anterior. 
A mucosa está pálida e o pólipo é mais clarinho, gelatinoso. 
· Diagnostico: dois dos sintomas obstrução nasal, rinorreia, hiposmia, dor facial. Outros sintomas são otalgia, tontura, halitose, pigarro, alteração do sono. 
Nasofibroscopia ou endoscopia nasal: secreção purulenta nos meatos nasais, edema do meato médio, pólipos nasais. 
TC dos seios paranais: avalia extensão da rinossinusite, preparo pré operatório. 
· Tratamento:
Rinossinusite sem polipose: lavagem nasal com soro fisiológico, corticoides tópicos, rinossoro xt, antihistaminicos, antileucotrienos. A cirurgia é realizada na falha do tratamento clinico. 
Rinossinusite com polipose: lavagem nasal com soro fisiológico, corticoides tópicos 100 mg ou dose maior, corticoides orais, antihistaminicos. A cirurgia é realizada na falha do tratamento clinico. 
· Complicações: ocorrem nos pacientes diabéticos, transplantados, AIDS, ostios estreitos ou diploicos, imunossuprimidos. 
Complicações orbitarias:
Celulite periorbitaria: dor ocular, edema palpebral, eritema. Internar e fazer TC. 
Celulite orbital: dor ocular, edema palpebral, eritema, dor com movimentos oculares, alteração visual. Internar e fazer TC. Amoxiclav injetável. 
Abscesso subperiosteal: coleção purulenta entre a periórbita e parede óssea da orbita, sintomas de celulite orbital, desloca o globo ocular. Internar e fazer TC. Drenar o abscesso. 
Abscesso orbital: coleção purulenta ao redor do globo ocular, dor ao movimento ocular. Internar e fazer TC. Drenar o abscesso.
Trombose do seio cavernoso: é a progressão da celulite orbitaria para o outro olho, engurgitamento venoso na retina, febre alta. Internar e fazer RM de seios paranasais com e sem contraste, venografia por RM.
Tratamento das complicações orbitarias: lavagem nasal, descongestionantes, amoxiclav 500/125mg. 
Outras complicações:
Osteomielite: dor local, aumento da sensibilidade, edema, eritema. Internar e fazer TC com contraste, RM dos seios nasais com ou sem contraste. O tratamento é com ATB EV e drenagem cirurgica. 
Meningite: febre, rigidez de nuca, sinais de irritação meníngea, alteração mental. Internar e fazer TC sem contraste, punção lombar. O tratamento é ATB. 
Abscesso intracraniano: cefaleia, pode ou não ter alteração mental, febre, náuseas, vomito. Internar e fazer TC com contraste, RM com ou sem contraste, liquor. O tratamento é cirúrgico.

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