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Diarreia Viral Bovina

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AGENTE ETIOLÓGICO
Citopático (CP) 2. Não citopático (NCP) 
O agente etiológico da diarreia viral bovina (BVD) pertence ao
gênero Pestivírus e família Flaviridae. Neste contexto, são
encontrados dois biótipos virais:
1.
O sinais clínicos dependem além de tudo do biótipo infectante,
idade/idade gestacional, infecção transplacentária, imunidade
entre outros. A doença está amplamente distribuída no mundo
e no Brasil. 
TRANSMISSÃO VERTICAL
Fêmea bovina não PI se infecta durante a prenhez com o
biótipo não citopático em torno dos 180 dias de idade fetal,
janela de imunocompetência fetal. Antes deste período
pode ocorrer aborto/reabsorção e posterior aos 180 dias há
possibilidade de um terneiro fraco mas não PI.
Fêmea bovina PI fica prenhe. 
A transmissão vertical ocorre de duas maneiras:
1.
2.
Ambas formas culminam com a infecção transplacentária
produzindo um animal persistentemente infectado.
SINAIS CLÍNICOS 
A doença das mucosas ocorre quando um animal PI por uma cepa não
citopatogênica sofre mutação tornando-se citopatogênica. Os dois
biótipos coexistem no animal.
A diarreia viral bovina é uma doença complexa envolvendo vários sistemas,
entre eles o entérico e reprodutor. Bezerros infectados de forma congênita
apresentam hiperplasia cerebelar, catarata, degeneração e hipoplasia da
retina e neurite de nervos ópticos. A forma aguda da doença cursa com
depressão, anorexia, febre, desidratação e lesões erosivas nas mucosas. Já a
forma crônica - doença das mucosas apresenta descarga nasal e ocular
persistente, inapetência/perda de peso, diarreia contínua ou intermitente,
lesões erosivas crônicas e os sintomas podem durar até 18 meses. 
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
O diagnóstivo deve ser feito por um Médico Veterinário com base
no histórico clínco dos animais e achados patológicos durante a
necropsia. O diagnóstico (definitivo) laboratorial requer de 2 a 3
semanas, as técnicas disponíveis são sorologia, isolamento viral e
detecção dos antígenos. O vírus pode ser isolado através de
secreções, sangue e leite. 
Infelizmente não há tratamento para a diarreia viral bovina. A
prevenção é sempre o melhor manejo profilático. A BVD pode
diminuir drasticamente os índices produtivos. Os prejuízos
econômicos variam de centenas até milhões de reias
DIARREIA VIRAL BOVINA
TRANSMISSÃO HORIZONTAL
O principal reservatório do vírus nos rebanhos são os animais
persistentemente infectados (PI). Estes animais eliminam
partículas virais nas secreções (nasal, oral) e nas excreções
(fezes, urina). A adesão viral ocorre por meio do contato destes
fluídos com a mucosa do animal integro. Este contato pode ser
direto (animal-animal) ou indireto (fômites, sêmen de touros
PI). 
PREVENÇÃO
A prevenção é sem dúvidas o melhor manejo sanitário para o
controle de inúmeras enfermidades, incluindo a diarreia viral
bovina. A principal ferramenta neste contexto é a vacinação
dos animais conforme o protocolo estabelecido além da
identificação e eliminação de animais PI.
Não hesite em acionar um Médico Veterinário
A saúde do seu rebanho agradece!

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