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ARTIGO CIENTIFICO

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1 Claudiana Maciel Melo; Daine Stefanie da Silva Rocha. 
2 Raíssa Nieymayer Moreira Ribeiro 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Bacharel em Biomedicina – Metodologia do Módulo I da 
disciplina de Metodologia Científica 
A ANÁLISE DE DADOS NA PESQUISA CIENTÍFICA: 
IMPORTÂNCIA E DESAFIOS EM ESTUDOS ORGANIZACIONAIS 
 
Claudiana Maciel Melo¹ 
 Daiane Stefanie da Silva Rocha¹ 
Tutora Raíssa Nieymayer Moreira Ribeiro² 
 
1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
“A ciência vem assumindo múltiplas definições envolvendo referências metodológicas, 
ideológicas, filosóficas e técnicas das mais variadas. A pesquisa é empreendida no intuito de descobrir 
e construir novos conhecimentos, a fim de projetar caminhos a ser seguido (MOTORS et al., 2014).” 
Cada caminho poderá levar o investigador a alcançar diferentes resultados, devendo 
assim avaliar as restrições e oportunidades colocadas pelo contexto dentro do qual 
pretende trabalhar (MOTORS et al., 2014). Toda teoria organizacional está pautada 
em uma teoria da sociedade (dimensões objetivas e subjetiva) e em uma filosofia de 
ciência (sociologia da regulação e da mudança radical), formando quatro paradigmas 
sociológicos ou visões de mundo (MORGAN, 1980). 
 
Assim, a pesquisa científica é o resultado de um exame minucioso, realizado com o objetivo 
de resolver problemas recorrendo a procedimentos científicos, sendo necessário identificar os 
diferentes tipos de pesquisa quanto à sua abordagem, natureza e procedimentos, além de selecionar a 
modalidade adequada ao objeto de pesquisa (LUANA MONTEIRO”, [s.d.]). 
Os estudos da teoria organizacional têm-se caracterizado partir de instrumentais analíticos a 
fim de abordar análise de dados enquanto o processo de investigação científica das organizações 
configura-se como relevante, uma vez que a tentativa de identificar especificidades pode significar 
melhores condições para o desenvolvimento de novos estudos, com base no melhor e maior 
entendimento conceitual do processo, alinhado aos respectivos paradigmas (MOTORS et al., 2014). 
Para avaliar os estudos organizacionais, existem abordagens quantitativa e quantitativa (apud 
ROESCH, 1996). O pesquisador conduz seu trabalho a partir de um plano estabelecido a priori, com 
hipóteses claramente especificadas e variáveis operacionalmente definidas. Preocupa-se com a 
medição objetiva e a quantificação dos resultados. Busca a precisão, evitando distorções na etapa de 
análise e interpretação dos dados, garantindo assim uma margem de segurança em relação às 
inferências obtidas (GODOY, 1995a). 
A pesquisa qualitativa ocupa um reconhecido lugar entre as várias possibilidades de se estudar 
os fenômenos que envolvem os seres humanos e as relações sociais estabelecidas em diversos 
ambientes. Envolve uma gama de técnicas e procedimentos interpretativos, que procuram 
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essencialmente descrever, decodificar e traduzir o sentido e não a frequência de eventos ou fenômenos 
do mundo social (MERRIAM, 1998). 
A fase de análise de dados na pesquisa social reúne funções como: estabelecer uma 
compreensão dos dados coletados, confirmar ou não os pressupostos da pesquisa, responder as 
questões formuladas e ampliar o conhecimento sobre o assunto, articulando-o ao contexto cultural do 
qual faz parte. Já na pesquisa de caráter quantitativo, os processos de coleta e análise de dados são 
separados no tempo, de forma a coleta anteceder à análise; ao contrário da pesquisa qualitativa, em 
que ambos os processos se combinam, numa constante interação dinâmica (MINAYO, 1994). 
Para escolher qual melhor em aplicar, é observar as implicações de natureza prática, empírica 
e técnica. Considerando os recursos materiais disponíveis para lidar com uma determinada pergunta 
científica, coloca-se para a equipe a tarefa de encontrar e usar a abordagem teórico-metodológica que 
permita no mínimo de tempo, chegar a um resultado que melhor contribua para a compreensão do 
fenômeno e para o avanço do bem-estar social (LUANA MONTEIRO”, [s.d.]). 
 De forma recorrente no setor organizacional, o problema dos processos organizacionais, as 
estruturas e tecnologia que utilizadas para facilitar ou restringir a tomada de decisão e moldar os 
resultados, estão cada vez presente de forma a impactar nos desafios, sendo o problema chave em 
organizar para tomar decisões corretas e adequadas, sendo de grande valia explorar o papel das 
tecnologias que realizam o processamento das tomadas de decisões (SHRESTHA; KRISHNA; VON 
KROGH, 2021). 
Além do mais, para superar os desafios o discurso organizacional é capaz de contribuir de 
diversas maneiras, sendo com a capacidade de: destacar o papel mais amplo do discurso para construir 
socialmente a realidade para membros da organização, principalmente por meio de análises 
intertextuais; demonstrar como as práticas discursivas informam uma série de questões 
organizacionais; ser aplicado a todos níveis de análise da organização e oferecem uma ampla gama 
de métodos e abordagens para o estudo das organizações (“International Studies of Management & 
Organization”, 2016). 
Ao findar etapa de metodologia, como descritos acima, compete analisar e interpretar os 
dados, buscar verificar sua relevância e significado em relação aos propósitos da pesquisa. A análise 
evidenciará as relações existentes entre os dados obtidos e os fenômenos estudados, enquanto a 
interpretação é uma atividade que leva o pesquisador a dar um significado mais amplo às respostas. 
Após tais análises, é necessário realizar um relatório final da pesquisa, para relatar o que desencadeou 
no trabalho, da forma pela qual ela foi realizada, os resultados obtidos, as conclusões observadas e as 
recomendações e sugestões que o pesquisador faz (MOTORS et al., 2014). 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
International Studies of Management & Organization. 2016. 
 
GODOY, A. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração 
de Empresas. São Paulo, v. 35, n. 2, p. 57-63, mar./abr., 1995a. 
 
MÉTODOS DE PESQUISA PROFA. ME. LUANA MONTEIRO. . [s.l: s.n.]. 
 
MERRIAM, S. B. Qualitative research and case study applications in education. São Francisco (CA): 
Jossey-Bass, 1998. 
 
MINAYO, M. C. S. et al. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 1994. 
 
MOTORS, G. et al. <Teixeira - 2003 - A Análise de Dados na Pesquisa Científica importância e 
desafios em estudos organizacionais - Desenvolvimento em q.pdf>. Informação & Informação, v. 
19, n. 1, p. 249, 2014. 
 
MORGAN, G. Paradigmas, metaphors and puzzle solving in organization theory. Administrative 
Sciense Quartely, v. 25, 1980. 
 
ROESCH, S. M. A. Projetos de estágio do curso de administração: guia para pesquisas, projetos, 
estágios e trabalhos de conclusão de curso. São Paulo: Atlas, 1996. 
 
SHRESTHA, Y. R.; KRISHNA, V.; VON KROGH, G. Augmenting organizational decision-making 
with deep learning algorithms: Principles, promises, and challenges. Journal of Business Research, 
v. 123, p. 588–603, 1 fev. 2021.