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Transfusão sanguínea - pequenos e grandes animais

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Transfusão sanguínea
Em animais, tem relatos antigo de realizar a transfusão. Isso acontece graças, a pesquisa nos tratamentos de urgência e emergência. Procedimento, não tem como fundamento ser curativo, auxilia na melhora do animal. 
A transfusão pode ser realizada pelo uso do sangue total ou de seus componentes fracionados. Representa uma pratica emergencial bastante eficaz, porém contem risco ao animal e curto efeito. A terapia com componentes vem ganhando espaço, principalmente em condições especificas em áreas em que se tem demanda por transfusões. 
Necessidade de transfusão 
- Falhas de transporte de oxigênio, animal com anemia, pouco hemoglobina, pouca hemácia. Transfusão de sangue total ou papa de hemácia. 
- Deficiencias de hemostasia, problemas de coagulação, transfusão de plasma
- Hipovolemia não responsiva ao tratamento convencional, transfusão de plasma (porque expande volume). 
- Hipoproteinemia, mais especifico precisa de plasma
- Falhas na transferência de imunidade passiva, transfusão de plasma, ex – potros, pós operatórios de cirurgias mais longas e complexas (papa de hemácias) 
Critérios para necessidade de transfusão 
· Anemia – avaliada através dos valores de hematócrito. 
· Cães e gatos abaixo de 15% ideal para fazer transfusão Animais adultos 
· Bovinos e equinos abaixo de 12%
· A quantidade de hemoglobina é importante, abaixo de 5 é importante logo fazer transfusão sanguínea ou papa de hemácias em qualquer espécie. 
· A rapidez da perda de sangue, qualquer tipo de hemorragia, hemólise por hemoparasitas, esse animal precisa de transfusão. 
· Idade do animal, animal jovens precisam resolver logo esse problema de falta sangue. 
· Grau de descompensação, trombocitopenia, hipoproteinemia, edemas sérios, dificuldade respiratória. 
Doadores 
· Um animal saudável, dócil, livre de doenças e com as vacinas adequadas em dias. Gatos podemos sedar para coletar o sangue, cuidar para não usar sedativos hipotensores. 
· Ter sangue compatível com o receptor. SEMPRE QUE POSSÍVEL. Em emergências não da tempo de ver. 
· Cães – mais de 20-25kg adultos, mais de dois anos, podem doar 22ml de sangue por kg de peso a cada a três meses. 
· Gatos – acima de 4 kg, podem doar 11 a 15 ml de sangue por kg de peso a cada 21 dias.
· Equinos e ruminantes – podem doar 20% de seu volume sanguíneo a cada 30 dias. 8 % do peso do animal é o sangue, desses 8% tiro 20%. 
Compatibilidade sanguínea 
Importante principalmente para cães, gatos e equinos são as espécies que possuem maior reações por conta da transfusão. 
Tipagem sanguínea, há testes rápidos ou teste de compatibilidade ou reação cruzada, que texto diretamente o sangue do doador e do receptor. 
Tipos sanguíneos dos cães 
Apresentam 8 tipos sanguíneos importantes, são responsáveis por reação: DEA 1.1,DEA 1.2, DEA 7 são os mais antigênicos. Todo o animal que tem anticorpos contra esses tipos sanguíneos, possuem reações mais severas, então a importância de realizar o teste. 
Há situações que o animal já tem anticorpo contra o marcador de hemácia, há animais que são naturalmente reativos aquele tipo, nos cães é mais difícil na primeira transfusão, poderá acontecer na segunda vez. 
Tipos sanguíneos em gatos 
Apresentam três variações sanguíneas: A, B e AB. Possuem aloanticorpos naturais, risco de reação já na primeira transfusão. Reações a transfusões são mais fortes em animais do tipo B, só recebe de B, caso contrario reação ocorre. O tipo A predomina em praticamente todo o mundo. Tipo B ocorre em maior frequência em algumas raças: British Shorthair, Cornish Rex, Devon Rex, Abissínio, Sagrado da Birmânia, Himalaio, Scottish Fold, Somali, Maine Coon e Persa. 
Tipos sanguíneos em equinos 
São 7 sistemas com mais de 400,000 combinações possíveis, difícil ter reação pois não possuem. 
Aa e Qa são os mais imunogênicos raro, porém se tiver há chance de reação. 
Tipos sanguíneos em ruminantes 
São poucos imunogênicos – reações transfusionais são raras, mas podem acontecer. 
· Bovinos – 13 grupos 
· Ovinos – 8 grupos 
· Caprinos - 5 grupos 
Coleta de sangue 
· O sangue deve ser coletado em bolsa própria contendo anticoagulante (citrato-fosfato-dextrose-adenina, citrato de sódio ou heparina), coleta rápida no máximo em 15 minutos e em frascos estéreis. Em animais de grande porte, posso usar os frascos estéreis bem vedado e anticoagulante na proporção correta. 
· Proporção de citrato-fosfato-dextrose-adenina: 63 ml para cada 450 ml de sangue. Contem nutrientes e conservantes, podendo armazenar para transfundir depois. 
· Heparina – 5U/ litro de sangue – realizar a transfusão em menos de 4 horas
· A homogeneização constante do sangue é necessária durante a coleta, para o sangue entrar em contato com o anticoagulante. 
Otimizar o material – fracionar o sangue. 
Sangue total fresco – administrado com menos de 4 horas da coleta, com o citrato-fosfato-dextrose-adenina), contém todos os componentes do sangue, forma mais utilizada. Cuidados, se o animal esta recebendo por conta de anemia, pois se o volume de sangue esta normal, cuidar na quantidade se não podemos sobrecarregar, fazer uma hipervolemia. 
Sangue total conservado – estocado em temperatura adequada por até 28 dias, com anticoagulante conservante. Posso perder alguns componentes. Vou ter nesse sangue manunteção das células basicas (hemácias e leucócitos), proteína plasmática e fatores de coagulação estáveis (fibrinogênio), não tenho plaquetas. Indicado para animais com anemia, falhas de coagulação (sem tem a ver com plaquetas) hipoproteinemia. 
Plasma rico em plaquetas – obtido após a centrifugação ou precipitação do sangue total. Usado em feridas, cicatrização, controle de alterações articulares. Temos plaquetas, fatores de coagulação e proteínas plasmáticas, tem que ser usado em até 4 horas. 
Concentrado de plaquetas – obtido pela centrifugação do plasma rico em plaquetas. Pode ser conservado em temperatura ambiente por até 5 dias em constante agitação. Usarei ele em caso trombocitopenia, hipoproteinemia, coagulopatias (não relacionado em plaquetas), falhas de transfusão de imunidade.
Papa de hemácias – obtida por centrifugação ou sedimentação do sangue total. Concentração de células vermelhas do sangue. Recomendado o uso em anemias, falhas de oxigenação, em que o volume sanguíneo esta normal porém tem anemia. Deve ser ressuspenso com solução salina antes administração (10ml de NaCl a 0,9% para 30 a 40 ml de concentrado de hemácias) – necessário pois é muito densa. Pode ser conservado por até 14 dias. Após a degradação das hemácias pode ocorrer o acúmulo de amônia. 
Plasma fresco congelado – congelado logo após, no máximo 6 a 8 horas. Possui todos os fatores de coagulação (mesmo os instáveis) e proteínas e plasmáticas. Usado quando o animal apresentar coagulopatias e redução de proteína plasmática 
Plasma congelado – após um ano de conservação em uma temperatura -18 graus. Perde os fatores de coagulação instáveis e apresenta os fatores dependentes de vitamina K e também de imunoglobulinas. Uso quando o animal necessita esses fatores. 
Crioprecipitado e crioplasma pobre - obtidos pelo descongelamento lento e incompleto, ele se segrega em dois (1 a 6 graus). O precipitado que seria o com proteínas mais pesadas com fator de coagulação de VIII, do fator de Von Willebrand e de fibrinogênio. O crioplasma possui proteínas mais leves como albumina e IG.
Cuidados durante a transfusão 
Observar tempo e temperatura da bolsa – transfusão não pode ultrapassar o tempo máximo de 4 horas e a bolsa pode ser levemente aquecida (máximo 37gruas) em banho maria. 
Em grandes animais recomenda-se um inicio mais lento ou administração de dose inicial para “teste”. Em pequenos animais em meia hora 0,25ml/kg para observar se há alguma reação, para poder observar e agir logo caso tenha alguma reação. Observar na primeira meia hora, as reações super agudas ocorrem nesse momento, cuidar a temperatura animal. Cardiopatas ou nefropatas a transfusão precisa ser em uma velocidade muito reduzida, com muito cuidado. 
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