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ANÁLISE DE VIABILIDADEANÁLISE DE VIABILIDADE
ECONÔMICO-FINANCEIRAECONÔMICO-FINANCEIRA
Me. Marcela Gimenes Bera Oshita
I N I C I A R
introdução
Introdução
Nesta primeira unidade, veremos os aspectos relacionados à análise de mercado. Para
isso, precisamos compreender o panorama econômico, a �m de identi�car as principais
ameaças e oportunidades à economia do mercado alvo. Passaremos a entender e
avaliar as principais variáveis econômicas e analisar o cenário econômico. Na
sequência, iremos compreender como classi�car os bens e variáveis que in�uenciam a
demanda, analisar o ciclo de vida de um produto, veri�cando as condições de
comercialização e projetar o faturamento do negócio ao longo de sua vida. Por �m,
trabalharemos as questões voltadas para o estudo de localização.
Boa leitura e bons estudos!
Para desenvolver um projeto de investimento, é importante conhecer o
comportamento do mercado, bem como saber analisar os cenários e as tendências
tanto pelo lado da demanda (compradores) como pelo lado da oferta (vendedores),
uma vez que o sucesso desse novo negócio depende da disposição dos compradores
em adquirir o produto a um determinado preço no mercado.
Podemos de�nir o mercado como o local de encontro de vendedores e compradores e
a forma com que ambos interagem entre si.  Dessa interação, surge um sistema de
preços que irá orientar a economia com relação à produção (REBELATTO, 2004).
O poder de barganha entre compradores e vendedores determina a in�uência nos
preços, o que leva à classi�cação das estruturas de mercados, nos quais, nos extremos,
estão a concorrência perfeita e o monopólio (REBELATTO, 2004). É nessa relação
entre a oferta e a demanda, de acordo com a estrutura de mercado, que se buscam
dados para a elaboração e análise de projetos.
Panorama EconômicoPanorama Econômico
Nesse contexto, é a partir da análise microeconômica que se busca a base teórica para
o desenvolvimento de mercado, uma vez que a Microeconomia trata das relações entre
trabalhadores, consumidores, proprietários de recursos e empresas. A microeconomia
trata, ainda, da interação entre pessoas e empresas, de que deriva o mercado de
produtos e serviços, além do mercado de fatores de produção (REBELATTO, 2004).
Para entendermos melhor a microeconomia, vamos conhecer os problemas
econômicos estudados por ela, nos quais eles aparecem pelas questões: o que e quanto
produzir?; como e para quem produzir? Essas questões parecem se referir mais às
decisões das empresas, entretanto Miltons (2016) ressalta que as empresas tomam
decisões de acordo com o comportamento previsto dos consumidores. Entretanto,
como são esses comportamentos?  
Considerando a questão da escassez de recursos como um problema econômico
básico, nos quais representa uma lacuna entre recursos limitados – isto é, escassos – e
desejos teoricamente ilimitados, essa situação exige que as pessoas tomem decisões
sobre como alocar seus ganhos de forma e�ciente, buscando satisfazer as
necessidades básicas e o maior número possível de necessidades adicionais de acordo
com sua renda.
Nessa perspectiva, todos precisam decidir entre comprar um tênis ou um óculos ou
entre adquirir um livro ou um �lme. Essas decisões não necessariamente estão
relacionadas à aquisição de um bem. Pode ser uma decisão como: estudar �nanças ou
inglês ou entre distribuir renda ou gerar crescimento econômico?
Assim, na economia, ao tomar decisões, os agentes econômicos comparam custos e
benefícios que não envolvem só́ o dinheiro, mas também o tempo, as emoções, as
expectativas e tantos outros aspectos objetivos e subjetivos (MILTONS, 2016). Na
relação custo/benefício, entra o conceito de custo de oportunidade que é do que se
abre mão para a obtenção da coisa desejada. Por exemplo: ao ler determinado livro e
optar por dedicar esse tempo ao estudo sobre a análise de viabilidade de projetos, você
pode estar abrindo mão de sair com os amigos ou de assistir a um bom �lme. Nesse
sentido, o custo de oportunidade de estudar análise de viabilidade de projetos para
você é deixar de sair ou de assistir �lme (MILTONS, 2016).
Os consumidores também tomam decisões baseadas em pequenas variações, ou
melhor, em alterações marginais. Imagine que você, ao ir ao supermercado, precisa
decidir a quantidade de maçãs que irá adquirir para não precisar retornar ali nos
próximos dias. Assim, você tomará a sua decisão pensando na margem, isto é, no
acréscimo do número de maçãs necessárias para que você não retorne ao mercado
durante a semana.
Nessa perspectiva, Miltons (2016) ressalta que existem várias questões importantes
que podem ser estudadas a partir dos fundamentos da oferta e da demanda de
mercado. Por exemplo: como as empresas determinam a quantidade a ser ofertada de
determinado produto e por que mudam suas decisões conforme o comportamento de
seus consumidores?; como o aumento da carga tributária afeta os produtores e os
consumidores?; quais são os resultados da interferência do governo no mercado com a
introdução de políticas de preços mínimos ou de incentivos à produção? (MILTONS,
2016).
Na tentativa de entender como os agentes econômicos se comportam, faz-se
necessária a adoção de uma estrutura que oriente a análise, os princípios da otimização
e o do equilíbrio (MILTONS, 2016). No princípio da otimização, as pessoas procuram
escolher o melhor padrão de consumo disponível e as empresas, a maior lucratividade,
levando, assim, a um equilíbrio de mercado, no qual os preços se ajustam para igualar a
quantidade demandada à ofertada.
Assim, podemos de�nir a demanda como a quantidade de um determinado bem ou
serviço que os consumidores desejam adquirir (comprar) para cada preço, num dado
período de tempo (REBELATTO, 2004). Nesse contexto, o autor frisa que a escala de
demanda indica quanto o consumidor pode ou quer adquirir, dadas várias alternativas
de preços de um bem ou serviço. Como, por exemplo: se o preço de um determinado
produto for R$ 20,00, ele poderá consumir, de acordo com sua renda, 50 unidades
(REBELATTO, 2004). Caso ocorra um aumento de preço para R$ 30,00, ele será capaz
de consumir 40 unidades, e assim por diante.
Dessa forma, a demanda não representa a compra efetiva, mas, sim, a intenção de
comprar, uma vez que, comumente, os consumidores estarão dispostos a adquirir
maiores quantidades se os preços forem menores e vice-versa (REBELATTO, 2004).
Perceba que a demanda é fundamentada no conceito subjetivo de utilidade, uma vez
que a utilidade representa a medida de satisfação que os consumidores atribuem aos
produtos que podem vir a adquirir no mercado (REBELATTO, 2004).
Assim, de acordo com a sua renda e os preços de mercado, o consumidor que se
comporta de forma racional, ao procurar por um produto ou serviço, estará
maximizando a sua utilidade ou satisfação. A utilidade total do indivíduo com relação a
um produto ou serviço tende a aumentar, quanto maior for a quantidade consumida
desse produto ou serviço (REBELATTO, 2004). Todavia, essa utilidade é decrescente,
uma vez que quanto mais o consumidor consome, mais vai �cando saturado.  
Pois bem, agora que já conhecemos os fundamentos da demanda, podemos de�nir os
fundamentos da oferta como a quantidade de determinado produto ou serviço que os
vendedores esperam vender em um determinado período de tempo (REBELATTO,
2004). A oferta representa os planos dos vendedores, em função dos preços de
mercado, nos quais se considera maximizar o lucro, dentro da restrição de custos de
produção (REBELATTO, 2004). Os vendedores esperam vender com o preço mais
elevado possível e os compradores pretendem pagar o menor preço possível dadas as
condições do produto. Nesse contexto, surge o equilíbrio de mercado.
Assim, as decisões econômicas e o preço de bens e serviços são guiados pelas
interações dos cidadãos e das empresas de um país, nos quais temos uma economia de
mercado que trabalha usando as forças da oferta e demanda para determinar os preços

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