A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
30 pág.
1 Introdução a Aromaterapia

Pré-visualização | Página 1 de 6

Aromaterapia
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Me. Alessandra Safira Barbas 
Prof. Me. Rodrigo Terrazas Sanzetenéa
Revisão Textual:
Prof. Me. Claudio Brites 
Introdução a Aromaterapia 
Introdução a Aromaterapia 
 
 
• Apresentar ao aluno os conceitos e a história da Aromaterapia, métodos de utilização dos 
aromas pelas civilizações e a estrutura das plantas que são utilizadas na obtenção dos 
óleos essenciais.
OBJETIVO DE APRENDIZADO 
• Introdução;
• História da Aromaterapia;
• Plantas;
• As Estruturas das Plantas;
• Plantas Aromáticas.
UNIDADE Introdução a Aromaterapia 
Introdução
Aromaterapia é uma técnica terapêutica natural que trabalha com os óleos essen-
ciais – substâncias aromáticas naturais – para equilíbrio e tratamento do organismo 
em geral. A aromaterapia pode atuar sozinha ou complementando outras terapias, 
sendo essas convencionais ou alternativas, com o intuito de buscar a cura.
A forma de trabalho dessa técnica é diferenciada, afinal, utiliza somente produtos 
de origem vegetal, somente um tipo específico de planta produtora de óleos voláteis 
ou essenciais.
Figura 1 – Sinergias de óleos essência
Fonte: Getty Images
Os óleos essenciais têm a função sutil de restaurar as energias curativas orgânicas, 
trazendo ao corpo, à mente e ao espírito o equilíbrio necessário para uma vida sau-
dável. Na evolução histórica mundial, encontram-se evidências de que as ervas aro-
máticas eram utilizadas, desde a antiguidade, na culinária, na religião e na medicina. 
Historicamente é comprovada em documentos científicos a necessidade primor-
dial de aplicar os óleos essenciais no tratamento e ou prevenção de patologias físicas, 
psicológicas e emocionais. Contudo, para que a aplicação terapêutica dos óleos es-
senciais seja feita com excelência, é fundamental se aprofundar na percepção e no 
conhecimento amplo em torno da dimensão e do conceito de aromaterapia.
A aromaterapia também é uma ciência e arte milenar com base na Fitoterapia. 
Ela trabalha com os óleos essenciais 100% naturais extraídos de plantas aromáticas 
de forma segura e extremamente eficiente, para fins estéticos e medicinais, com 
práticas já detectadas desde o antigo Egito.
A aromaterapia traz inúmeros benefícios comprovados e aplicados. Isso se dá 
de inúmeras formas, por meio, por meio de sinergias com óleos vegetais, velas 
aromáticas, inalação, cosméticos naturais ou a partir da ingestão de algumas gotas 
de óleo essencial.
8
9
História da Aromaterapia
Historicamente, sobre a Aromaterapia, não há uma data exata da primeira extra-
ção de “óleos essenciais”. Durante milhares de anos, as ervas aromáticas, bálsamos 
e resinas foram utilizadas para embalsamar os cadáveres em cerimônias religiosas e 
em sacrifícios.
Figura 2 – Aromaterapia no Egito antigo
Fonte: Getty Images
A história da aromaterapia teve quatro grandes épocas:
• Primeira época: nesse momento da história, as plantas aromáticas eram usa-
das in natura. Em geral, eram utilizadas como medicamentos, condimentos e/
ou alimentação. Apresentavam-se inteiras, maceradas ou decantadas;
Figura 3 – Ervas aromáticas
Fonte: Getty Images
9
UNIDADE Introdução a Aromaterapia 
• Segunda época: nesse momento da história, as plantas aromáticas eram utili-
zadas de várias formas. Eram queimadas, postas para infundir, maceradas em 
óleo vegetal. Foi nessa grande época que se descobriu a atividade da substância 
odorificante das plantas e a sua atuação. 
Figura 4 – Incensos naturais artesanais
Fonte: Getty Images
• Terceira época: a intensidade de pesquisas sobre a extração das substâncias 
odoríficas foi muito marcante. Sendo assim, houve o nascimento do conceito de 
“óleo essencial”, firmando a criação e o desenvolvimento da destilação;
• Quarta época: momento histórico no qual encontramos o período moderno. 
Momento esse que, a partir de então, todo o conhecimento sobre os compo-
nentes dos óleos essenciais é aplicado, afinal, intensificava-se aí os estudos e as 
explicações sobre as atividades físicas, químicas e biológicas, como também, 
recentemente, as eletrônicas dos aromas vegetais.
As populações aborígenes que viviam no continente Australiano há 40.000 
anos aprenderam a se adaptar às mais duras condições de vida do seu meio. Elas 
desenvolveram um excepcional conhecimento da flora indígena, afinal faziam uso 
das folhas de Melaleuca alternifólia – esse óleo essencial é de grande importância 
no “arsenal” aromaterapêutico moderno.
A China, os Hindus e a Bacia do Mediterrâneo são considerados, cronologica-
mente e historicamente, os três grandes berços geográficos da civilização aromática, 
afinal, seus conhecimentos e procedimentos foram base de estudos para as aplica-
ções e à utilização da aromaterapia atualmente.
10
11
A região mais rica do mundo em plantas aromáticas é o continente Indiano, no 
qual utilizava-se as conhecidas “águas aromáticas” por mais de 7000 anos, no trata-
mento de doenças físicas, emocionais e espirituais.
Os mestres religiosos indianos, conhecidos como Rishis, utilizavam as águas aro-
máticas em cerimônias religiosas para tratar o corpo e o espírito. Também as utiliza-
vam na medicina Ayurvédica.
Na cultura indiana encontramos livros como o Riga Veda e o Sucrutasamhitâ, que 
catalogam inúmeras fórmulas de banhos aromáticos, sinergias aromáticas e massagens 
nas quais eram utilizadas as plantas aromáticas e os óleos essenciais. Nesses livros, 
estão citadas a origem do manjericão na Índia, onde esse era sagrado, o cálamo, 
os capins do gênero Andropogon (capim limão, cidreira, citronela, vetiver etc.), o 
espicanardo, a canela, o cardamono, o coentro, o gengibre, a mirra e as demais 700 
substâncias aromáticas que também eram usadas com fins de ações psicológicas. 
Figura 5 – Rig Veda – Livro dos hinos
Fonte: ucuenca.edu.ec
Rig Veda ou Rigveda, também chamado Livro dos Hinos, é uma antiga coleção indiana 
de hinos em sânscrito védico, o Primeiro Veda, e é o mais importante veda. As ervas eram 
destiladas em oficinas, lugares em que eram extraídos os extratos alcoólicos, sendo esses 
utilizados nos perfumes, em cerimônias religiosas e como tratamentos terapêuticos medi-
cinais, segundo o Rig Veda. 
Na Mesopotâmia, foi encontrada uma inscrição de aproximadamente 4.000 
anos que faz menção da utilização de óleos nos ritos religiosos e também na luta 
contra “epidemias”. 
O Cipreste e outras ervas aromáticas eram queimadas pelo povo babilônico para 
cuidar do mundo espiritual. Os babilônicos relatavam que a queima expulsava os 
espíritos malfeitores, considerados como provocadores de doenças e de miasmas. 
Há 3.500 anos, na China, utilizava-se a queima de madeiras aromáticas como 
incenso para perfumar ambientes. É por meio dos estudos e trabalhos dos chineses 
11
UNIDADE Introdução a Aromaterapia 
referentes às ervas aromáticas e aos óleos que foi descoberto o processo de extração 
de óleos essenciais a partir da infusão de plantas. 
Os escritos Chineses relatam que Shen Nug, fundador da medicina herbária chi-
nesa, há 4.500 anos, escreveu o mais importante tratado de fitoterapia, catalogando 
numerosas plantas aromáticas, o livro Shen Nung Pen Tsao Ching. 
Na vida cotidiana e nos rituais religiosos, as plantas aromáticas recebiam grande 
destaque entre os povos que residiam em torno da Bacia do Mediterrâneo.
Na cultura egípcia, as plantas aromáticas vêm sendo relatadas desde os anos 
3.000 e 2.000 a.C. Esses povos utilizavam métodos de destilação variados para a 
completa utilização delas pelos médicos no tratamento de doenças – como nas prá-
ticas mágicas, religiosas e esotéricas. 
Nos manuscritos egípcios de 2000 a.C., eles catalogaram métodos de como isolar 
os perfumes, como extrair a seco os óleos, todos os seus conhecimentos sobre a 
Terebentina e o Mastique, e também encontra-se aí as formas como eles utilizavam 
os óleos, perfumes e incensos no templos para a adorar a seus deuses.
Os egípcios embalsamavam seus cadáveres com gomas e óleos e faziam diferentes 
preparações

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.