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Hemograma

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CLÍNICA COMPLEMENTAR AO DIAGNÓSTICO I 
HEMOGRAMA 
 
 
► Hematopoiese 
➢ Medula óssea e extra medular (fígado, baço, linfonodo) 
▪ Canal medular: vermelha (ativa) e amarela (gordura) 
▪ Extracelular: sistema monocítico fagocitário 
▪ Eritropoetina estimula a medula a produção e liberação 
de eritrócitos 
 
► Composição do Sangue 
➢ Plasma/soro: 92% água, 7% proteínas plasmáticas, outros 
solutos 
▪ Pacientes desidratados não tem parte do plasma 
(hemoconcentração) – sangue + denso/viscoso = 
perfusão debilitada 
➢ Buffy-coat: leucócitos e plaquetas 
➢ Eritrócitos 
 
 
 
 
► Eritropoiese 
➢ Na maturação a célula perde o núcleo até virar hemácia 
 
➢ Hemácia é bicôncava 
▪ Olhando de cima a hemácia (microscópio) se observa a 
palidez central 
➢ Substratos necessários para a divisão celular e maturação: ácido 
fólico B9, ferro, cobre, cobalto (B12 em ruminantes), piridoxina B6 
 
► Hemocaterese 
➢ Fígado, baço, linfonodos degradam as hemácias velhas 
➢ A morte de eritrócitos é balanceada por produção e liberação de 
reticulócitos 
➢ Processo fisiológico 
 
► Cuidados Pré-analíticos 
➢ Enviar requisição com todos os dados do animal 
➢ Identificar adequadamente a amostra 
▪ Mamíferos: tampa roxa 
➢ Anticoagulante: EDTA (respeitar proporção sangue e EDTA) 
▪ Tubo de coleta possui uma marcação da quantidade 
necessária para colocar 
 
 
➢ Colher em repouso 
➢ Jejum de 8 horas (evitar lipemia pós prandial para dosagem de 
proteína plasmática total) 
➢ Homogeneizar por inversão lenta (8-10x) 
➢ Enviar imediatamente ao laboratório ou refrigerar a amostra por 
até 24 horas 
 
► Avaliação Quantitativa de Hemácias 
➢ Através de equipamentos 
➢ Abaixo do valor de referência = anemia 
▪ Anemia regenerativa ou arregenerativa 
▪ Regenerativa: regeneração ou resposta medular 
▪ Arregenerativa: a medula não está respondendo 
▪ Anemia não é diagnostico! 
 
➢ Acima do valor de referência = policitemia/eritrocitose 
▪ Policitemia relativa ou absoluta 
▪ Relativa: desidratação, contração esplênica (exercício 
físico) 
▪ Absoluta 
• Primaria ou vera: devido a um excesso de 
produção 
• Secundaria: devido a um excesso de eritropoetina 
 
• Eritrograma 
► Avaliação do Plasma 
➢ Necessário um capilar de vidro, onde ele é preenchido com o 
sangue e é centrifugado em uma microcentrífuga 
➢ Após a centrifugação teremos o plasma, o buffy coat e as 
hemácias separadas 
➢ Plasma: espera-se um plasma límpido 
▪ Plasma esbranquiçado: lipêmico 
▪ Plasma avermelhado: hemolisado 
▪ Plasma amarelado: ictérico 
 
► Avaliação das Hemácias 
➢ Se determina pelo hematócrito: quantidade de hemácias na 
amostra mostrada em % 
➢ Para determinar o hematócrito utiliza-se uma régua para leitura 
▪ Pegar o capilar de vidro e colocar a parte das hemácias 
perto da régua, que vai dar o valor em porcentagem 
 
 
► Determinação da Proteína Total 
➢ Utilização do refratômetro – régua de 0 a 12 
➢ Precisa quebrar o capilar antes do buffy coat (da face do plasma) 
e pipetar gotas de plasma e olhar no refratômetro 
 
 
 
 
► Dosagem de Hemoglobina 
➢ Hemoglobina: molécula que fica dentro da hemácia e a 
responsável por carrear O2 para os tecidos 
➢ Necessário dosar, já que a hemoglobina carreia o O2 
 
► Valores Hematimétricos 
➢ VCM: volume corpuscular médio (volume/tamanho médio das 
hemácias) 
▪ Determinado por: hematócrito(HT) x 10 / quantidade de 
hemácias 
▪ Valor dentro da referência = hemácias normocíticas 
▪ Valor acima da referência = hemácias macrocíticas 
▪ Valor abaixo da referência = hemácias microcíticas 
 
➢ CHCM: concentração de hemoglobina corpuscular média 
(quantidade média de hemoglobina nas hemácias) 
▪ Determinado por: hemoglobina(HB) x 100 / HT 
▪ HB é a responsável pela cor da hemácia e é isso o que 
determina o CHCM 
▪ Valor dentro da referência: hemácia normocrômica 
(coloração normal) 
▪ Valor abaixo da referência: hemácia hipocrômica 
(coloração mais clara) 
▪ Não tem como ser hiper porque se não ocorre lise da 
hemácia 
 
➢ HCM: avalia a mesma coisa que o CHCM 
▪ Desconsiderar 
 
➢ Os valores hematimétricos são muito importantes quando há 
anemia porque precisa classificar a anemia quanto as 
características morfológicas das hemácias para saber o que essa 
anemia está representando 
▪ Exemplo: anemia normocítica normocrômica 
 
 
 
 
 
► RDW 
➢ Amplitude de distribuição do tamanho dos eritrócitos 
➢ Avaliação do tamanho das hemácias 
➢ RDW aumentado = anisocitose eritrocitária (eritrócitos de 
tamanhos diferentes) 
➢ Aparelho faz a mensuração 
 
 
► Esfregaço Sanguíneo 
➢ Avaliação microscópica de 1 gota de sangue espalhado na lâmina 
➢ A análise deve ser feita, preferencialmente, numa região da 
lâmina em que as células estejam distribuídas homogeneamente 
 
 
 
► Contagem de Reticulócitos 
➢ Reticulócitos: hemácias jovens/imaturas – processo em que a 
hemácia está perdendo o núcleo 
➢ Pedido em pacientes anêmicos 
▪ Paciente anêmico com aumento de reticulócitos: anemia 
regenerativa 
▪ Paciente anêmico com diminuição de reticulócitos: 
anemia arregenerativa 
 
➢ Reticulócitos agregados e pontilhados 
▪ Agregados: ficam 12h na circulação 
▪ Pontilhados: ficam 10 a 12 dias na circulação 
▪ Cães: contagem dos agregados apenas 
▪ Gato: contagem dos 2 (levar em consideração os 
agregados) 
 
➢ Contagem corrigida de reticulócitos (CCR) 
▪ Cão: >1,0% de reticulócitos agregados = anemia 
regenerativa 
▪ Gato: >0,4% de reticulócitos agregados = anemia 
regenerativa 
 
➢ Contagem absoluta (o quanto que regenera) 
▪ Nenhum, leve, moderado, marcante 
▪ Visualização após tratamento para ver a resposta da 
medula 
 
 
 
 
 
 
 
► Morfologia Celular 
➢ Anisocitose 
▪ Alteração de tamanho das hemácias 
• Macrocitose = hemácias maiores 
• Microcitose = hemácias menores 
 
➢ Policromasia 
▪ Hemácias de diferentes tonalidades 
• Hipocrômica = hemácias + claras 
 
➢ Poiquilocitose 
▪ Diferenças na forma da hemácia 
• Esferócitos = células menores, +escuras, sem 
palidez central/coloração densa 
• Processos imunomediados (anemia 
imunomediada): proteína da membrana não são 
reconhecidas pelo sistema imune e na tentativa 
de destruir a hemácia a membrana é lesionada e 
na sua recuperação ela fica menor e a 
hemoglobina + concentrada 
 
 
• Excentrócitos = palidez periférica (hemoglobina 
de um lado e palidez do outro) 
• Oxidação da hemoglobina/mudança na estrutura 
da molécula a hemácia fica mais frágil 
 
 
• Acantócitos = células em formato de “mamona” 
• Sangue velho (+1 dia) ou muito tempo no EDTA 
• Não patológico. Problemas pré-analíticos 
 
 
• Codócitos/hemácia em alvo = células com um 
“ponto” no meio e palidez ao redor 
• Sangue velho ou tem + EDTA no tubo 
• Não patológico. Problemas pré-analíticos 
 
 
• Corpúsculo de Heinz = célula com um 
“brotamento” 
 
• Corpúsculo de Howell-Jolly = células com 
resquício de núcleo 
• Indícios de regeneração 
 
 
• Eritoblasto = Célula com o núcleo completo 
• Indícios de regeneração 
 
 
► Inclusão Celular 
 
• Plaquetograma 
-Contagem de plaquetas, morfologia celular. 
 
► Plaqueta 
➢ Tem como função atuar no processo hemostático (atua na 
hemostasia primaria) 
➢ Demora de 3 a 5 dias após estimulação para ir à circulação 
(trombopoetina e eritropoetina estimulam a produção e 
liberação na medula) 
➢ Vida média de mais ou menos 8 dias (é degradada ou retirada) 
➢ São menores que as hemácias, basofílicas e anucleada 
 
 
► Agregado Plaquetário 
➢ Paciente com agregado plaquetário vai estar com a contagem de 
plaquetas diminuída (equipamento de contagem não conta, ele 
pula) 
➢ Agregado no laudo: não levar em consideração a quantidade de 
plaquetas, fazer nova coleta. Agregado é um erro pré-analítico. 
 
► Contagem de Plaquetas 
➢ Plaquetas abaixo do valor de referência = trombocitopenia 
➢ Plaquetas acima do valor de referência