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Módulo XIV - Febre, Inflamação e Infecção (FII)

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Daniela Junqueira Gomes Teixeira 
UNIME 2020.1 
 
 
febre, 
inflamação E 
infecção 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Daniela Junqueira Gomes Teixeira 
Objetivos 
Problema 1 - Intermediária 
1. Explanar a fisiopatologia, semiotécnica e etiologia da febre. 
2. Elucidar a fisiopatologia da infecção em neonatos correlacionando com o quadro clínico apresentado no caso 
3. Discorrer sobre a resposta imune inata relacionada à inflamação aguda. 
4. Discutir os critérios de internação para RN relacionando ao caso, a escolha da via de medicamento 
5. Descrever a posologia, mecanismo de ação e indicação dos antipiréticos e antibióticos 
Problema 1 – Fechamento 
1. Explanar a fisiopatologia e critérios de diagnóstico na sepse neonatal relacionando com o caso. 
2. Elucidar os critérios de diagnóstico e tratamento para infecção hospitalar 
3. Discorrer a farmacodinâmica e farmacocinética dos aminoglicosídeos e glicopeptídeos 
Problema 2 – Intermediária 
1. Elucidar os possíveis diagnósticos sindrômicos das doenças exantemáticas mais prevalentes bem como a semiologia para tal condição 
2. Discorrer a semiotécnica e os exames complementares para diagnóstico do quadro de doenças exantemáticas bem como o fluxograma 
de atendimento em adultos e crianças 
3. Explanar a etiologia, fisiopatologia e quadro clinico da herpes simples 
4. Descrever a indicação e farmacocinética da aspirina nas doenças exantemáticas 
5. Aclarar a importância do calendário vacinal na prevenção de doenças exantemáticas 
Problema 2 – Fechamento 
1. Elucidar a interpretação de hemograma correlacionando com o caso 
2. Explanar a conduta terapêutica e vigilância epidemiológica nos casos das arboviroses prevalentes no Brasil 
3. Diferenciar surto, epidemia e pandemia correlacionando com o fluxograma de doenças exantemáticas 
Problema 3 – Intermediária 
1. Discorrer acerca da inflamação crônica 
2. Descrever os critérios clínicos e exames diagnósticos das artralgias (semiotécnica) 
3. Elucidar a epidemiologia, etiologia quadro clínico, fisiopatologia e diagnóstico diferencial das Artralgias 
4. Explanar os aspectos biopsicossociais das artralgias 
Problema 3 – Fechamento 
1. Elucidar os exames laboratoriais das doenças reumáticas ( Sensibilidade e Especificidade) 
2. Explanar o plano terapêutico farmacológico e não farmacológico das doenças reumáticas focando no caso de dona Maria 
3. Explanar o mecanismo de ação, indicação e fármaco cinética do metotrexato e Corticosteroides 
Problema 4 – Intermediária 
1. Explanar a etiologia, fisiopatologia, quadro clinico, diagnostico e conduta na FOI 
2. Abordar a hepatoesplenomegalia febril e seus possíveis diagnósticos sindrômicos (características clínicas das doenças) 
3. Explanar os possíveis diagnósticos sindrômicos da imunossupressão abordando aspectos clínicos e epidemiológicos do HIV, Leishmaniose 
e tuberculose 
4. Explanar o uso clínico e efeitos adversos da cefalosporina. 
Problema 4 – Fechamento 
1. Explanar a fisiopatologia, quadro clínico, diagnóstico e manejo leishmaniose visceral e AIDS 
2. Discorrer acerca da coinfecção da leishmania-HIV bem como a sua conduta terapêutica 
3. Elucidar o acompanhamento, referência, contrarreferência e vigilância epidemiológica de Leishmaniose visceral e AIDS 
4. Aclarar acerca dos documentos e conduta previdência trabalhista nos casos de HIV bem como a conduta de atendimento a Sr. João 
Problema 5 - INTERMEDIÁRIA 
1. Elucidar os possíveis diagnósticos sindrômicos e etiológicos das doenças pulmonares agudas e crônica bem como suas respectivas 
epidemiologias 
2. Explanar a farmacologia dos antivirais 
Problema 5 - Fechamento 
1. Explanar etiologia, fisiopatologia e quadro clínico da tuberculose bem como seus exames diagnósticos 
2. Aclarar acerca do quadro, diagnóstico e tratamento da coinfecção de HIV e tuberculose enfatizando o período gestacional 
3. Interpretar os resultados dos exames complementares de Antônia e seus filhos 
4. Explanar sobre as medidas de prevenção e biossegurança da tuberculose e HIV 
5. Abordar sobre os direitos trabalhistas para a paciente. 
Problema 6 - Fechamento 
1. Discorrer os possíveis diagnósticos diferencias para os pacientes do caso (rinovírus, adenovírus, vírus sincicial respiratório, influenza e 
parainfluenza). 
2. Elucidar epidemiologia, quando clínico, fisiopatogenia, diagnóstico, tratamento e prevenção para H1N1 e Covid 19 
3. Dissertar a vigilância epidemiológica par as doenças do caso (COVID-19 e H1N1). 
 
Daniela Junqueira Gomes Teixeira – Febre, Inflamação e Infecção – Problema 1 – Intermediária 
Febre 
A febre é um aumento controlado da temperatura corporal, acima dos valores normais. A temperatura corporal é regulada por 
neurônios termossensíveis localizados no hipotálamo anterior, que corresponde a alterações na temperatura sanguínea, assim 
como as conexões neurais diretas com receptores de frio e calor localizados na pele e músculo. Respostas termorreguladoras 
incluem o redirecionamento do sangue na direção ou para exterior de leitos vasculares cutâneas, sudorese aumentada ou 
diminuída, regulação do volume de líquido extracelular e respostas comportamentais. 
FISIOPATOLOGIA DA FEBRE 
O hipotálamo pode ser anatomicamente dividido em duas áreas: anterior e posterior. 
× Porção anterior (centro dissipador de calor): age de forma para aumentar o “desperdício” de calor e, consequentemente, 
a “saída” dele do corpo. Para que isso ocorra, depois de estimulado, suas vias eferentes irão promover a vasodilatação 
vascular periférica e aumento da sudorese. 
× Porção posterior do hipotálamo (centro promotor de calor): quando for ativada promoverá a produção e conservação 
de calor por meio da vasoconstrição periférica, aumento da atividade metabólica e aumento do tônus muscular. Esse 
último explica o porquê dos calafrios quando se tem febre. 
A febre ocorre pela ação de fatores pirogênicos sobre o centro termorregulador do hipotálamo, elevando o limiar térmico e 
desencadeado respostas metabólicas de produção e conservação de calor (tremores, vasoconstrição periférica, aumento do 
metabolismo basal). Essa ação pode se dar por basicamente duas vias: a via humoral 1 e a via humoral 2. 
× Via humoral 1: consiste na ativação dos receptores TLR-4 na barreira hematoencefálica pelos fatores exógenos 
(principalmente microorganismos). Estes pirogênios exógenos estimulam os leucócitos a liberar pirogênios endógenos 
como a IL-1 e o TNF que aumentam as enzimas (ciclo-oxigenases) responsáveis pela conversão de ácido araquidônico 
em prostaglandina. No hipotálamo, a prostaglandina (principalmente a prostaglandina E2) promove a ativação de 
receptores do núcleo pré-optico, levando ao aumento do ponto de ajuste hipotalâmico. 
× Via humoral 2: pode ser direta ou indireta. No caso da via indireta, as citocinas irão ativar os receptores TLR-4 na 
barreira hematoencefálica, desencadeado toda a sequência descrita na via humoral 1. Já na via direta, as citocinas 
atuam diretamente no núcleo pré-óptico, aumentando o ponto de ajuste hipotalâmico. 
Quando a temperatura ultrapassa o novo limiar, são desencadeados mecanismos de dissipação de calor (vasodilatação periférica, 
sudorese e perspiração) que tendem a reduzi-lá novamente. Desta forma, na resposta febril a termorregulação é preservada, 
ainda que em nível mais elevado, mantendo-se inclusive o ciclo circadiano fisiológico (temperatura máxima entre 16 e 20hrs, 
mínima entre 4 e 6hrs). 
× Principais pirogênios endógenos: interleucina-1 (IL-1), interleucina-6 (IL-6), IL-8, fator de necrose tumoral (caquetina, 
TNF), interferon alfa e beta (IFN), proteína α1 inflamatória do macrófago (MIP-1), entre outras que são produzidas 
especialmente por células capazes de realizar a fagocitose, como os macrófagos. Além desses, estima-se que outras 
células sejam capazes de produzi-las, tais como, granulócitos, monócitos, linfócitos, eosinófilos, hepatócitos, etc. 
× Principais os pirogênios exógenos: microorganismos intactos, produtos microbianos, complexos